Rebobinando #160: Thor e Lady Loki

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O que você faria se um dia você acordasse e fosse do gênero oposto? Bom, se você fosse o Loki, grandes chances de continuar fazendo a mesma coisa de sempre: enganando os outros. Vamos rebobinar a fase do Thor escrita por J. Michael Straczynski, em que Loki vira a Lady Loki.

Stop! Hammer time!

Meu primeiro contato com o autor J. Michael Straczynski foi com o Homem-Aranha, obviamente. Isso foi numa época logo após eu ter largado os quadrinhos por um tempo. Eu havia acabado de entrar na faculdade e a Marvel tinha reformulado o Aranha pelas mãos do John Byrne, foi quando decidiram “matar” a Mary Jane porque o editorial da Marvel (a.k.a. o editor Joe Quesada) não suportava a ideia do Homem-Aranha estar casado. Enfim. Straczynski entrou com a promessa de renovar a vida do cabeça-de-teia e, no geral, eu curti bastante a fase inicial dele com a criação de personagens como Morlun, Ezequiel, a Vespa Caçadora e até mesmo a explicação dos poderes totêmicos (que muita gente não gostou).

Depois de alguns anos nos gibis do aracnídeo, e passando por uma fase turbulenta envolvendo os filhos da Gwen Stacy e a famigerada história One More Day, Strazza foi para outros cantos da editora onde ele resolveu dar uma reformulada no Thor. O herói havia morrido previamente na última edição do seu gibi Thor, de número #85 nos EUA, publicado ainda em 2004. Nessa época os Vingadores passavam pelo evento A Queda e logo em seguida teríamos a gigantesca Guerra Civil. Durante este evento o personagem reaparece, mas só para ser revelado posteriormente que ele era um clone-robô criado por Tony Stark, Reed Richards e Hank Pym.

Como funciona um clone-robô? Ele é mais clone ou mais robô?

A essa altura, todos os asgardianos haviam morrido quando o Deus do Trovão encerrou o ciclo eterno do Ragnarok, poupando o seu povo de mais um renascimento e de mais um fim trágico num evento cataclísmico. Straczynski pega o personagem perdido nesse limbo, sumido por quase três anos dos gibis e reformula tudo numa história épica e grandiosa como só ele sabe fazer. Aqui no Brasil ela saiu nas edições de Os Poderosos Vingadores #22-26 (Panini, 2006) e também no encadernado Os Heróis Mais Poderosos da Marvel #41: Thor (Salvat, 2016).

EU FALEI PRA TOCAR LED ZEPPELINNNNNNNN!

O DEUS DOS MARTELOS

Pouco antes de entrar em Thor (ui), Strazza ainda chegou a escrever o Quarteto Fantástico um pouco antes da Guerra Civil, e foi nas páginas da primeira família que ele plantou as sementes do renascimento do Deus do Trovão, com o surgimento repentino do Mjolnir. Parte dessa história até serviu de inspiração para o filme do herói que só sairia em 2011, aliás. Tudo porque o martelo surge nos céus dos EUA e cai bem no meio de Oklahoma, atraindo a atenção de pessoas comuns, do governo americano e, claro, do Doutor Destino. Ao final das duas edições do Quarteto, uma figura misteriosa aparece comprando uma passagem só de dia para Oklahoma, subindo num ônibus, e fim.

Só um bom tempo depois iríamos saber que essa pessoa nada mais era do que o próprio Donald Blake. O que por si só já gera uma confusão nos fãs de longa data de Thor, afinal de contas ele era apenas uma “identidade secreta” criada por Odin para que seu filho aprendesse a ter mais humildade. Originalmente, (ou teria sido num retcon?) o Pai-de-Todos apagou a memória do próprio filho e o enviou à Terra como um estudante de medicina qualquer e manco. Não vamos esquecer que ele era manco, coitado, só para justificar o lance da bengala que vira martelo. Bom, depois de dez anos vivendo como Donald Blake foi que ele encontrou novamente o Mjolnir e se transformou em Thor. Então para todos os efeitos, Donald Blake nunca existiu! Então o que houve?

Nesta edição, Thor troca de corpo com Nietzsche.

Straczynski tem um dedo bom para histórias épicas e é a partir desse conceito de dualidade entre Thor e Blake como duas personalidades distintas da mesma pessoa, que ele estabelece uma nova relação entre eles, que precisam conviver de novo em um mundo diferente do que estavam acostumados. A relação deles passa a funcionar quase como a do personagem Nuclear da DC Comics, porém com um pouco mais de filosofia por trás. Muitos fãs, no entanto, não curtiram muito a evolução dessa história porque ela tem um ritmo meio lento, Thor vai descobrindo aos poucos como está sua situação e a de todo o seu povo nesse mundo pós-ragnarok.

J.Michael Straczynski vai contando sua saga com tempo e com muito cuidado e, segundo dizem, com algumas críticas bem veladas à própria editora Marvel, como quando ele vai visitar Nova Orleans após o furacão Katrina (uma tragédia então muito recente na época) e bate de frente com o próprio Homem-de-Ferro que ainda agia como um cachorrinho do governo americano. Logo em seguida ele visita o túmulo de Steve Rogers e bate um papo com o fantasma dele, criticando a ação e cobertura da mídia sobre a simbologia do Capitão América e do que significa “ser um herói”.

Tony chega mandando, mas o Capitão chega mais na humildade…

Nós descobrimos então que o pulo do gato desse novo status quo do Thor se deve justamente ao fim do ciclo do Ragnarok! Após a morte de Odin um pouco antes do início do evento, o deus do trovão recebeu um “poder extra” que o tornou o maior deus do seu panteão, a Força Odin. É essa força que fica ligada ao martelo e que desperta novamente o herói divino depois que Donald Blake encontra o Mjolnir no meio do deserto. Há um papo confuso e filosófico sobre como Blake ainda existe mesmo após a magia de Odin desaparecer, e eles mencionam como “não são os deuses que criam os seres humanos, mas os humanos quem criam os deuses”, que vende essa ideia para a gente e permite que a história seja ao mesmo tempo uma reformulação e uma volta às origens do Thor.

A função do herói então é reestruturar Asgard na Terra e resgatar o seu povo. Com a Força Odin, Thor encontra humanos aparentemente normais que servem como “hospedeiros” para as almas de asgardianos que tombaram durante o fim do mundo. Como ele mesmo já havia encerrado o ciclo do Ragnarok, o futuro de Asgard como um todo está livre das amarras do destino (será?) e Thor se sente livre para guiar o seu povo de um novo jeito, com mais esperança. Com isso, o herói e seu alter-ego vão atuando tanto pelos EUA quanto pelo mundo, encontrando humanos comuns com almas de asgardianos. E sempre que algum de seus amigos é identificado, a Força Odin entra em ação através do Mjolnir, “ressuscitando” mais um deus de Asgard. Dessa forma, Thor acha personagens como Fandral, Hogun, Volstagg e Heimdall. Contudo, ele não consegue encontrar sua amada, Lady Sif

Mais que amigos, friends.

LADY LOKI, ME LEVE PARA CASA, LADY LOKI

Não é de hoje que o nosso deus da trapaça favorito é gênero fluido, sabia? Foi Straczynski que trouxe essa novidade para as páginas de sua reformulação de Thor como parte da “trapaça do dia” de Loki, em que ele monta um plano para voltar à vida apesar das intenções do seu próprio meio-irmão. O lance é que Thor sabia que poderia despertar todos os asgardianos de uma vez só, porém ele temia que isso pudesse trazer de volta grandes inimigos seus, como Hela, Encantor e, claro, Loki. Para contornar esse problema, o próprio deus da trapaça bolou uma artimanha direto do limbo para garantir a sua ressurreição. Ele entra em contato com o Doutor Destino (sempre ele) e os dois dão um jeito de prender vários humanos com almas de asgardianos.

Loki e Von Doom bolando altas confusões!

Ao saber disso, Thor vai atrás do local onde os humanos estão presos e dá de cara com o Destruidor, a armadura mágica sentiente criada por Odin. Quando ele percebe que a luta está difícil demais, a sua única opção é usar a Força Odin, despertando todos os asgardianos no processo! Portanto, ao ser colocado contra a parede pelo plano de Loki, ele acaba despertando vários dos seus inimigos sem saber, junto com um punhado de asgardianos quaisquer. Então, depois de derrotar o Destruidor, ele se depara com seu grande amigo Balder que estava aprisionado dentro da armadura e, ao ir atrás de uma moça que ele acreditava ser a Lady Sif, ele se depara com ninguém menos do que seu meio-irmão, er, meio-irmã Loki.

Ao se apresentar como Lady Loki, ela diz que finalmente é um, hehe, “novo homem” e que deixou suas velhas trapaças para trás, já que essa nova vida e essa nova situação dos asgardianos na Terra força todos a se unirem ao máximo. O herói não leva muita fé nesse papo (e quem poderia culpá-lo?), mas dá à irmã o benefício da dúvida.

Lady Loki jogando tramóias para cima de todo mundo em Asgard.

 A Lady Loki foi uma pegada bacana no personagem, muito embora Straczynski não faça dela uma personagem tão diferente assim. O lance é que a temática da história toda gira em torno “dos pecados do pai”, no caso, Odin. Thor precisa encarar sua própria hipocrisia por não querer despertar Odin novamente por medo dele levar os asgardianos pelo mesmo caminho de sempre e, em uma edição belíssima, ele encontra o pai no outro mundo, lutando uma luta eterna contra o demônio Surtur para proteger o próprio filho e seu povo de um novo ciclo do Ragnarok. Thor faz as pazes com seu pai e descobre mais sobre sua própria história e também de seu avô Bor

Ao mesmo tempo, acompanhamos Loki em uma viagem à Las Vegas para se encontrar com Hela, a deusa da morte, e solicitar um favor. Em uma espécie de retcon, nós descobrimos que o próprio Loki é o responsável por sua origem, num clássico loop de tempo. Com a ajuda da magia de Hela, ele volta no tempo e põe em prática o seu plano para eliminar Bor, o pai de Odin, e assim criar no deus asgardiano um sentimento de culpa enorme. Como já tínhamos visto a história anterior pelo ponto de vista de Odin, fica claro que ele foi manipulado desde sempre pelo filho adotado. Loki encontra-se consigo mais novo e bola todo o plano para ser adotado por Odin. Qual o ponto disso? Veremos em seguida.

Ret-loki.

A CANÇÃO DO IMIGRANTE

Em geral, Loki funciona na base da vingança e da busca por poder. Seu plano nessa saga não foge muito disso, no fim das contas. Ele usa o corpo destinado à Lady Sif, enquanto a mantém presa em um corpo de uma paciente de câncer, num hospital, sob os cuidados de Jane Foster. O corpo, além de ser uma afronta ao seu meio-irmão, foi uma forma mais esperta de fazer com que as pessoas acreditassem que ele tinha, de fato, mudado por fora e por dentro. Assim, ele vai manipulando vários asgardianos e, entre eles, o guerreiro Balder, grande amigo de Thor. É revelado que Balder também é filho de Odin e, portanto, herdeiro por direito ao trono de Asgard. Mais ao final da saga Lady Loki traz Bor de volta à vida no meio de Nova Iorque, e o manipula para lutar contra Thor. A briga é difícil, e o herói acaba vencendo, ao custo da vida do próprio avô! Porém, de acordo com as leis de Asgard, o deus do trovão é destituído de seu título, seu trono, e Balder ocupa seu lugar.

Só que durante a luta, o martelo de Thor se quebra. Ele não chega a ficar inutilizado, mas fica meio, er, capenga. Por exemplo, a transformação dos dois fica mais dolorosa, o vôo mais lento, enfim… as coisas não funcionam do jeito que deveriam. O plano de Lady Loki e do Doutor Destino avança cada vez mais e os dois conseguem levar todos os asgardianos para viverem na Latvéria, que é um país do norte europeu muito mais parecido com a gélida Asgard do que o deserto de Oklahoma. Nesse processo, Lady Loki deixa o corpo de Sif de lado para voltar às suas origens mais, hum, feiosas, digamos assim. Um pouco antes de se transformar de volta ela aparece para Donald Blake e avisa que Sif está no corpo de uma paciente de câncer em NY, prestes a morrer…

“Pelamordedeus, Thor! Eu sou um médico, não um ferreiro!”

Com o Mjolnir defeituoso, Thor não vê outra alternativa a não ser buscar a ajuda do Doutor Estranho para consertá-lo (olha a dica aí, hein MCU?). Stephen Strange avisa que para fazer o conserto do martelo, ele vai precisar da Força Odin e que, com isso, o Mjolnir vai ficar eternamente ligado ao poder e à alma de Thor. O que significa que, caso o martelo venha a ser destruído novamente no futuro, o herói também vai acabar morrendo. Renovado e restituído, o deus do trovão chega em NY bem a tempo de salvar a alma de Lady Sif, voltando com ela para Oklahoma logo depois. 

A trama de J. Michael Straczynski tem pontos muito emocionantes, mas realmente leva um bom tempo para chegar a uma conclusão bacana. Ela teve início em 2007 nos EUA e durou cerca de 16 edições da revista Thor, indo da numeração #01-12 e revertendo à numeração original de número #600 logo em seguida (e indo até a #603). Mas só foi encerrar mesmo, MESMO, em 2010 em Thor: Giant Size Finale, resolvendo algumas pontas soltas nessa história da Latvéria. Depois disso, Straczynski saiu da Casa das Ideias, meio que de mal com todo mundo e o título passou para as mãos de uma nova equipe criativa com texto de Kieron Gillen e arte de Billy Tan. Aqui no Brasil a história toda saiu espalhada no mix de Os Novos Vingadores entre as edições #53 a #81, além disso ela saiu em encadernados publicados pela Editora Salvat e pela Panini:

  • Marvel Deluxe – Thor: O Renascer dos Deuses (Panini, 2011)
  • Graphic Novels Marvel – Thor: O Renascer dos Deuses (Salvat, 2013)

(ambas publicando as edições de #1-6 da revista americana Thor)

  • Marvel Deluxe – Thor: Em Nome do Pai (Panini, 2012), com as edições de #7-12 da revista americana Thor + a edição #600)
  • Marvel Deluxe – Thor: O Cerco (Panini, 2016), com as edições da revista americana Thor #601-603 + o Giant Size Finale + o restante do arco por Kieron Gillen)

Três encadernados com o arco completo e um de lambuja da Salvat aí.

Tô LendoPontos Fortes
  • Arte. Bicho, eu AMO a arte do Olivier Coipel. O novo design do Thor ficou muito foda e acabou servindo de inspiração também para o uniforme dele no filme de 2011. Os desenhos são fantásticos e ele faz umas splash pages lindas colocando uma Asgard flutuante no meio de Oklahoma.
  • Humor. Strazza é drámatico e épico, mas também tem um humor bem pontual. As partes mais divertidas geralmente saem das interações entre os asgardianos e os residentes da cidadezinha de Broxton que se vê na situação de ser vizinha de Asgard. Tem uma vibe meio Gilmore Girls.
  • Disponibilidade. Como já falei, as histórias dessa fase saíram em diversos gibis mensais, mas também nos encadernados da Panini e Salvat.
Tô LendoPontos Meh
  • Lentidão. Apesar de eu elogiar a fase inteira em si, e de até gostar do ritmo que o Straczynski implementa nela, eu acho que muita gente vai achar que ela enrola um bom tempo até chegar num ponto interessante. Eu fico pensando se ao invés de 16 edições mensais e uma edição gigante, tudo não dava para ter sido resumido numas 10 edições só, sabe? Tem umas traminhas paralelas que dão um pouco de preguiça.
  • Outras sagas. Essencialmente a briga do autor com a editora se deu pela interferência de algumas sagas no desenvolvimento e conclusão dessa história. Ela começa logo ao fim de Guerra Civil e ainda passa pelos eventos de Invasão Secreta e Reino Sombrio.

Loki ainda lançou tendência de raspar a sobrancelha e ficar ainda mais assustadora

Além dessa fase relativamente curta, a Lady Loki ainda apareceria em outros momentos significativos das histórias da editora Marvel na época. Por exemplo, ela foi a responsável pela morte de Bill Raio Beta, ao convencer os asgardianos de que ele era um skrull disfarçado. Ou ainda quando ela participou da versão maligna dos Illuminati de Brian M. Bendis, um grupo secreto chamado A Cabala, liderado por Norman Osborn e que contava ainda com a presença de Doutor Destino, Rainha Branca, Namor e O Capuz.

Ela ainda teve uma breve aparição no arco de histórias Últimos Dias, do encadernado Loki: Agente de Asgard, que o Tibério comentou outro dia. O gibi buscou reformular o eterno vilão feioso das histórias do Thor que acompanhamos desde sempre, para uma figura mais elegante, jovem e bonita, de acordo com a popularidade do vilão (???) interpretado por Tom Hiddleston. A mini de 2012 coloca Loki como um agente de Asgard (duh) a serviço de sua mãe, para resolver alguns problemas em nome do reino e para enfrentar uma versão maligna dele mesmo, vinda do futuro. Lá pelo meio do encadernado, Loki se transforma brevemente numa garota que tem uma PINTA DANADA de Morte do Neil Gaiman, talvez para inspirar as nerdinhas por aí a fazer um cosplay maneiro.

Reconhece o capacete com o chifrinho quebrado, hein? Hein?

Muitos fãs ficaram empolgados com a revelação de que finalmente os produtores da série e os editores da Marvel reconheceram a possibilidade de Loki ser um personagem LGBTQ+. A série ainda oferece um pouco de migalhas, mas pelo menos nos quadrinhos isso já é reconhecido há mais tempo, desde antes do MCU existir, até. Recentemente, em 2019, no livro Loki: Where Mischief Lies (Onde Mora a Trapaça, Ed. Excelsior) escrito pela autora Mackenzi Lee, o personagem fala abertamente sobre sua fluidez de gênero com um personagem:

Theo desviou o olhar, virando-se para a chaleira. A luz do fogo acentuou as sombras do seu rosto.

– Você tem alguma preferência? Entre homem ou mulher?

– Me sinto confortável em qualquer uma das formas.

– Não, não é isso que eu… É que nenhum de nós pode mudar de gênero assim, à vontade.

– Eu não mudo o meu gênero. Eu existo como ambos.

– Você não… Isso não faz sentido.

– Para mim, faz.

Você encontra o livro Loki: Onde Mora a Trapaça no site da editora Excelsior (fazendo um jabá grátis aqui). O livro tá bem baratinho e tem outros títulos da Marvel também, com histórias do Homem-de-Ferro (por Eoin Colfer, da série Artemis Fowl!!!), da Capitã Marvel e até mesmo da Garota Esquilo, é bem bacana.


E você? Prefere o Loki feioso do Walt Simonson? Ou o Loki charmoso do MCU e do Al Ewing? Ou a Lady Loki do Straczynski? 

Thor de J. Michael Straczynski vale quatro rebobinandos! 📼📼📼📼

Kadu Castro

Por: Kadu Castro

Quadrinista, criador do “Escalafobético, O Ornitorrinco” ( e ainda esperando o sucesso). Professor de Inglês. Fã de quadrinhos. Aprendeu a desenhar vendo o Jim Lee, mas é fã mesmo do Scott McCloud. Acessórios vendidos separadamente. Não inclui pilhas.

2021-06-29T11:51:08+00:00 28 de junho de 2021|0 Comentários