Quem quer viver para sempre, não é? Eu sei que esta frase pertence a uma outra franquia, mas ela se aplica bem aqui, já que a Rebobinando de hoje traz não só o famoso aventureiro interpretado por Harrison Ford, como também seu “imortal” pai, interpretado por Sean Connery. Pega o chicote e o chapéu fedora e vamos rebobinar A Última Cruzada.

The Joneses. Capa do álbum “The Last Crusade”.

Hoje em dia, a série cinematográfica de Indiana Jones é cheia de altos e baixos. Ela abriu com um filme excelente, Os Caçadores da Arca Perdida, e continuou com o sinistro (e nem sempre bem visto) O Templo da Perdição e se encerrou (da primeira vez) com A Última Cruzada, antes de ser ressuscitado tardiamente em 2008 com O Reino da Caveira de Cristal. “Não são os anos, querida, é a quilometragem”, teria dito o próprio Indy sobre o assunto.

De qualquer maneira, é fato que Última Cruzada é um dos filmes mais queridos da franquia! É com certeza o meu favorito, apesar de ainda ter um cantinho no coração pelo Templo da Perdição. Também pudera, depois de um segundo filme tão sombrio, Cruzada volta quase cinco anos depois, ressuscitando o clima de aventura-para-toda-a-família do primeiro filme e quase não dá tempo de respirar, pulando de cena em cena, de perseguição em perseguição, com uma velocidade e uma empolgação inigualável na época! E que época, viu? Com o lançamento de De Volta Para o Futuro Parte II, Os Caça-Fantasmas II, Máquina Mortífera II e o Batman de Tim Burton!

Indy, que tal se você entrasse num parque e encontrasse dinossauros, hein?

Esse foi o único filme do Indy que eu cheguei a ver no cinema, se não me engano, do auge dos meus sete anos. Ainda lembro da sensação de aventura e da empolgação que a música-tema, a “marcha dos caçadores”, despertou no fim do filme, enquanto os heróis cavalgam em direção ao pôr-de-sol, como caubóis modernos, ou o mais modernos que caubóis de 1940 poderiam ser em 1989. Durante alguns anos, meu trabalho dos sonhos era ser arqueólogo, pelo menos até eu aprender que ser um arqueólogo “de verdade” não envolvia atravessar templos repletos de armadilhas, saquear túmulos sob cidades históricas, namorar fêmeas fatais ou socar nazistas (muito embora este último não seja uma realidade TÃO distante assim hoje em dia).

No entanto, o Indiana Jones de Spielberg, Lucas e Ford se tornou um personagem icônico na história do cinema. Um herói literalmente das antigas, mas com um apelo infantil e mágico, até certo ponto.

PERAÍ, CARA! E A MINHA LIBERDADE DE EXPRESSÃO?!

OS ROLOS DO ROTEIRO

Lá pelo final dos anos 80, Spielberg já estava tentando largar de lado a fama de “pipoqueiro” em Hollywood e andava em busca ele mesmo de uma relíquia tão sonhada, um oscar. Em 1987 ele havia lançado Império do Sol, que havia sido indicado a seis oscars, levando zero. E em 1988 ele estava envolvido profundamente com a produção de Rain Man. No fim, ele “meio que” foi obrigado pelo amigo George Lucas a cumprir a promessa de concluir a trilogia do arqueólogo aventureiro e acabou largando o filme sobre os dois irmãos, deixando várias notas para o novo diretor Barry Levinson que, adivinha, levou um oscar para casa, junto com o ator principal Dustin Hoffman.

Tio Steven então sentiu que estava “regredindo conscientemente” ao decidir dirigir a última aventura de Indy e seus amigos, e acabou rejeitando diversas ideias para o filme, entre elas a própria ideia do cálice sagrado porque, segundo ele, não seria nada espetaculoso e muita gente ainda associava o termo ao grupo de humor Monty Python.

“(…) Até quatro tu não deverás contar, nem contarás tu até dois, exceto quando preceder ao três. Cinco está fora de questão (…)”

A epopeia para a escolha de um roteiro adequado daria um filme por conta própria e, George Lucas chegou a escrever um tratamento de 11 páginas que começava com Indiana em uma mansão assombrada na escócia e depois seguindo com suas aventuras para enfrentar um rei macaco na África, um exército de gorilas e nazistas steampunk com braços mecânicos. Intitulado Indiana Jones & O Rei Macaco, o filme ainda contava com uma aluna apaixonada como sidekick e um pigmeu sagrado que aparentemente era uma figura beeeem ofensiva. O roteiro original desta pérola, que também tinha o nome potencial de Indiana Jones & O Jardim da Vida, foi desenvolvido por Chris Columbus (Esqueceram de Mim, Harry Potter 1 e 2) e está disponível online (em inglês) e, olha, vale a pena ler. Nem que seja para dar graças aos céus por este filme não ter sido feito.

No fim das contas, Spielberg deu a ideia de que eles poderiam apresentar o pai de Indiana Jones no novo filme e colocar o foco na relação dos dois, ao invés de ser apenas no mcguffin da história. Depois de ser reescrito pelo menos duas vezes, o roteiro passou para as mãos do roteirista Jeffrey Boam, de Viagem Insólita (1987). Ele chamou a atenção para o desenvolvimento de personagens, coisa que não houve em nenhum dos outros filmes, e lapidou o roteiro para a história que conhecemos hoje, incluindo o prólogo do jovem Indiana e a fuga pelo trem do circo e outras pequenas alterações. No fim, a busca pelo graal era só um pano de fundo para a verdadeira busca de Henry Jones Jr., a aprovação de seu pai.

E de quebra, o filme ainda levou um oscar também. Mas de edição de som. ¯\_(ツ)_/¯

Quero meu livrinho, não vamos sair daqui sem passar na lojinha, rapaz.

RAÍZES BONDESCAS

Reza a lenda que o sonho de Steven Spielberg era dirigir um filme do James Bond. Tanto que após o mega sucesso de Tubarão ele entrou em contato com Albert Broccoli, o lendário produtor dos filmes do espião, e pediu para dirigir um filme, mas recebeu um sonoro “não, obrigado”. Em seguida, Spielberg tentou surfar na onda de outro sucesso, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, e pediu de novo com todo jeitinho, só para ser recusado novamente. Eu imagino uma cena com uma vibe de Scarlett O’Hara, mas com o Spielberg de punho em riste, apontando para o céu, jurando jamais pedir para dirigir um filme de James Bond de novo! 

O fato é que foi daí que surgiu a ideia dele e de Lucas de criarem um típico herói americano. Um James Bond melhor, made in USA, que fosse só deles, baseado nos heróis de aventuras pulp que eles leram nos gibis da sua infância. Assim nasceu Indiana Jones e, agora, anos depois das recusas pelos produtores de 007, ele resolve apresentar o “pai” do seu herói e chama ninguém menos do que o primeiro Bond do cinema, Sean Connery. Nas palavras do próprio Steven Spielberg “quem seria mais digno de interpretar o pai de Indiana Jones do que o James Bond?”

Guardar mágoa? O Spielberg? Imagiiiiiiiiiiina!

Filho feio não tem pai, mas filho bonito chega a ter até dois!

EM BUSCA DO GRAAL HOLLYWODIANO

Indiana Jones & A Última Cruzada é um passeio maravilhoso. De longe, é um dos filmes mais divertidos de toda a franquia e isso se refletiu na bilheteria, rendendo milhões de dólares em um lançamento em maio de 1989. 

O filme começa em 1912, com um prólogo excelente que já dá o tom de aventura e diversão que vamos seguir pelo resto do filme. Guardadas as devidas proporções, esse prólogo tem uma pinta do filme do Han Solo, onde tudo que define o personagem aconteceu em um espaço curto de tempo. Mas enquanto no filme mais recente isso é não é bem retratado, com o Indy isso parece vir naturalmente, em meio a uma cena de perseguição frenética, que estabelece bem quem é esse herói que a gente já ama há quase 10 anos (o primeiro filme é de 1981). O tom de galhofa é perfeito e mostra como Indy ganhou o seu chicote, seu chapéu, a sua cicatriz no queixo (que é uma cicatriz do próprio Ford, que ele ganhou em um acidente de carro) e seu medo irracional de cobras. 

O mais difícil de acreditar é que o Indy tinha esse cabelinho anos 90 em 1912.

A interpretação do talentoso River Phoenix também é outro marco neste filme. O garoto consegue recriar a interpretação do rabugento Harrison Ford de uma maneira quase mediúnica, muito embora o ator estivesse vivinho da silva. O prólogo não só estabelece Indy como uma pessoa, um jovem determinado, como também estabelece de leve a maior questão da história, o relacionamento com o seu pai (e de quebra a gente ainda tem um vislumbre do Indiana original, o husky siberiano dos Jones).

O flashback estabelece a ligação com o Indiana Jones atual, mais de vinte anos depois, em 1938 ainda tentando recuperar a Cruz de Coronado, um objeto fictício que teria pertencido ao conquistador espanhol verdadeiro Francisco Vásquez de Coronado. No flashback, Indy tenta roubar a cruz das mãos de saqueadores mercenários só para perdê-la para um vilão sem nome, conhecido nas rodas de fãs de Indiana Jones como “O Homem do Chapéu Panama”. Quando adulto, Indy consegue recuperar o artefato que, segundo ele, “deveria estar em um museu” e o leva de volta para a universidade onde trabalha, entregando ao seu amigo e reitor Marcus Brody. Na cena, o herói pergunta ao amigo “sabe por quanto tempo eu procurei essa relíquia? A minha vida inteira!”

Tiro o meu chapéu pra você, garoto.

E é engraçado que, enquanto a Cruz de Coronado era a “missão da vida” de Indy, e em cerca de 15 minutos de filme, ele tem a chance de concluir uma das missões mais importantes da sua vida, antes de ir precisar resolver sua outra questão pendente, o relacionamento com seu pai. Mostrando que é um péssimo professor, ele foge de uma sala repleta de alunos reclamando da falta de notas (parece até alguns professores que eu tive na UFRJ) levando consigo um pacote que recebeu pelo correio. Logo em seguida ele é interceptado de forma muito pouco sutil por um grupo de homens, que o levam para encontrar o magnata Walter Donovan. Ele é um milionário colecionador americano fascinado por artefatos históricos, cujo o interesse pelo mito do cálice sagrado não parecia ser nada saudável. O cara tenta arrebanhar Indy para que ele vá atrás do graal, antes de revelar que havia solicitado a ajuda de seu pai antes dele desaparecer.

Com sua motivação estabelecida, nosso querido Dr. Jones veste seu fedora e seu chicote e vai ao encontro de uma outra arqueóloga, a austríaca Dra. Elsa Schneider. É no mínimo engraçado a gente nem reparar que uma médica austríaca em 1938 possa ter relações com os nazistas, mas ainda assim, no decorrer da história isso surge com uma surpresa! Fico até com vergonha de dizer que ela foi um dos meus primeiros crushes cinematográficos, mas enfim. Os dois encontram catacumbas nos subterrâneos de Veneza (que só hoje eu descobri que não são capazes de existir porque Veneza fica literalmente embaixo d’água) e descobrem mais uma pista sobre o paradeiro do cálice sagrado, antes de serem perseguidos por uma ordem secreta de protetores do graal, a Irmandade da Espada Cruciforme

Essa olhada, bicho. Afe. ❤️

Como Indy não está nem aí para o cálice, que ele acredita ser um mito, ele enfrenta o líder das irmandade e descobre que seu pai está escondido em um castelo na fronteira entre a Áustria e a Alemanha, onde logo depois ele encontra nazistas (“eu odeio esses caras”). Lá ele acha o seu pai, o Dr. Henry Jones Sênior e os dois tem alguns dos melhores momentos do filme juntos, com uma química melhor do que o herói tem com muitos dos seus interesses românticos nos filmes passados. Ver ambos agindo em conjunto para escapar do castelo e das mãos dos nazistas, para depois ter que ir até Berlim para recuperar o caderno de Henry. 

Desculpa, eu não resisti.

 Tudo isso leva a uma eventual busca pelo local exato do cálice e todos descobrem quase que ao mesmo tempo que está nos arredores da cidade de Alexandretta, na Turquia. Após uma batalha tensa com um tanque de guerra no meio do deserto, Indiana Jones e seus amigos chegam ao templo pouco depois dos nazistas, que já haviam perdido alguns soldados devido ao primeiro dos três desafios.

Você querrer minha autogrrafa?

Acontece que, para chegar ao cálice, um guerreiro valoroso deveria passar por três desafios: O Sopro de Deus, A Palavra de Deus e O Caminho de Deus. Henry precisava recuperar o seu caderno porque ele anotou pistas sobre como passar por estes desafios engenhosos, dando uma vantagem a quem o tivesse em mãos. O primeiro desafio consistia em lâminas escondidas, onde “só o homem penitente passará”, de joelhos, para não morrer decapitado. O segundo era jogar amarelinha escrevendo o nome de deus nas pedras, “Iehova”, para não cair em um abismo sem fundo. O terceiro era uma ponte estreita de pedra pintada com perspectiva forçada, fazendo parecer que era invisível.

Indy chega finalmente à câmara do santo graal onde encontra um cavaleiro templário de 500 anos, ainda vivo, que aguarda a chegada de um novo cavaleiro capaz de substituí-lo. O local possui uma fonte de água e uma infinidade de taças dos mais diversos tamanhos e formas. Algumas feitas de ouro, outras de prata, algumas com jóias incrustadas, etc. Logo em seguida, os dois são surpreendidos por Donovan e Elsa, que devem escolher qual a taça em que Jesus bebeu vinho durante a última ceia, para ganhar a vida eterna. Elsa escolhe uma taça bonita para Donovan, que dá seu último gole antes de morrer de forma horrível.

Elsa, fala a verdade. O Botox ficou bom?

É a vez de Indiana e ele lembra que Jesus era um carpinteiro, e então escolhe a taça mais humilde de todas, feita de madeira. Ele dá um gole e sobrevive. O Cavaleiro então conta que a imortalidade é limitada que que só vale para quem continua dentro do templo, não devendo nunca ultrapassar o selo dos cavaleiros templários estampado no chão da entrada. Como Jones não está nem aí para o cálice, ele o leva de volta para salvar a vida de seu pai, que havia sido baleado momentos antes.

Elsa, no entanto, não consegue let it go do cálice e acaba passando pelo selo com ele nas mãos, causando um desmoronamento do templo e colocando a todos em risco. Ela cai em uma das fendas abertas no chão e Indy tenta segurá-la, mas ela se esforça para ainda tentar alcançar o graal e acaba caindo em direção à sua morte. Indy quase vai pelo mesmo caminho, mas o dr. Henry Jones percebe que seu filho é mais importante e, ao chamá-lo pelo apelido pela primeira vez, salva sua vida.

Vamos filho, a Elsa não conseguiu, mas você consegue.

E é assim que uma relíquia mágica que poderia alterar os rumos da civilização e das religiões em uma escala global se perde sob toneladas de pedra, para que um pai e um filho finalmente possam se entender.

Beleza, que bom que vocês se acertaram… eu vou ficar aqui, soterrado pra sempre, tudo bem.

Tô LendoPontos Fortes
  • Ação. É quase ininterrupta. O filme começa com uma perseguição em um trem e depois emenda em uma perseguição de barcos em Veneza, depois numa perseguição de motos na Áustria e depois numa perseguição de aviões por Berlim e finalmente em uma perseguição de tanques e cavalos no meio do deserto. Sem contar nas stunts louquíssimas dos dublês. Ação e porrada à moda antiga.
  • Humor. É um dos filmes mais bem humorados da franquia, com detalhes muito bem colocados, que deixa a ação ainda mais divertida. O troca troca de atuações entre Ford e Connery funciona maravilhosamente bem e poucas vezes vi pai e filho tão reais na tela grande, apesar de uma diferença de apenas 12 anos entre os dois.
  • Roteiro. O roteiro é bem amarradinho de acordo com as regras do cinema. Nenhuma cena é desperdiçada, por mais boba que ela pareça ser a princípio. E o filme ainda foi colocado em rédea curta por todos os outros roteiristas que passaram por ele, segurando as ideias loucas de George Lucas, em específico.
  • Disponibilidade. Tem em vários serviços de streaming, nem precisa suar.
Tô LendoPontos Meh
  • Dublagem. É, eu continuo criando birra com a dublagem nova, desculpa. Eu até gosto do Guilherme Briggs, mas puxa vida, que saudades do Júlio Cezar Barreiros, viu? É uma pena não encontrarmos a dublagem original em nenhum outro lugar (pelo menos eu ainda tenho minha coleção de DVDs intacta).
  • Má vontade. Do Spielberg, em específico. Não que ele estivesse absolutamente de má vontade, vai? Mas é um dos filmes dele com menos “assinaturas de estilo” do que os outros. Ainda assim, um Spielberg de má vontade ainda é melhor e mais divertido do que muitos diretores por aí fazendo filmes de de quatro horas enfiando tudo o que querem porque não conseguem largar o osso (cofcofcofsnydercutcofcofcof).
  • Continuações. Apesar de eu curtir pedaços isolados de Caveira de Cristal, é um filme que poderia facilmente não existir, já que esse aqui encerra a história dos Jones de maneira satisfatória. Às vezes eu me sinto como Indy segurando a Elsa, pedindo ao Spielberg que pare de fazer mais filmes do Indiana Jones.

Campeão da quarentena e isolamento social, 1438-1938.

Assisti novamente A Última Cruzada ontem e fiquei pensando no quanto Caveira de Cristal me irritou e o motivo. Na verdade, mais do que o plot confuso ou a inclusão do Shia Lebouf como “Mutt” Jones, a minha irritação com a sequência foi mesmo por causa da “georgelucalização” da franquia. Tipo, todos os filmes do Indiana Jones são repletos de efeitos visuais, é verdade, mas são baseados em filmes antigos da década de 40, então eles ainda carregavam um histórico de visitar locações e construir sets de filmagem enormes para colocar dublês e efeitos práticos incríveis nas cenas de ação.

Por exemplo, o tanque de guerra utilizado no filme foi CONSTRUÍDO pela equipe de produção com base em um tanque alemão da Primeira Guerra Mundial, o bicho rodava em cima de um esqueleto de metal e de um caminhão, pesando até 25 toneladas. O templo do graal é um local REAL, o templo de Al Khazneh, na cidade de Petra, na antiga Jordânia. Até mesmo a perseguição de aviões, após os heróis fugirem de um zepelim alemão, teve suas réplicas de aviões construídas especialmente para a cena, e os atores gravaram a cena com as gaivotas em uma praia real, na Espanha.

OLHA, MÃE! SEM TELA VERDE!

Coisa que Caveira de Cristal terceirizou para o CGI genérico. Claro, tá todo mundo mais velho e ninguém tem mais pique de sair correndo por 30 locações diferentes na Europa, África e Estados Unidos, mas ainda assim, argh. Era melhor nem ter feito.Mas deixa estar, esse é o meu lado fanboy nervoso mesmo, desculpa. Porque depois de quatro cenas de perseguição diferentes, em diferentes veículos, sem deixar o filme chato, eu ainda me impressiono com a habilidade do Spielberg em dirigir (quase) qualquer coisa.

Indiana Jones é um herói incrível, com filmes sensacionais, então é meio triste vê-lo sendo tratado como uma… peça de museu. Bom, pelo menos ainda temos os clássicos para nos divertir.

Let it go, tio Steven. Let. It. Go.

E você? Tem algum filme favorito da franquia? Tem algum herói das antigas que você também curta muito? Conta aí nos comentários.


Indiana Jones & a Última Cruzada vale cinco rebobinandos. 📼📼📼📼📼

Kadu Castro

Por: Kadu Castro

Quadrinista, criador do “Escalafobético, O Ornitorrinco” ( e ainda esperando o sucesso). Professor de Inglês. Fã de quadrinhos. Aprendeu a desenhar vendo o Jim Lee, mas é fã mesmo do Scott McCloud. Acessórios vendidos separadamente. Não inclui pilhas.