NAS PRATELEIRAS #122 – Sweet Tooth

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A Netflix vai apostar em mais uma adaptação de quadrinhos com Sweet Tooth, mas diminuindo a faixa etária original de 18 para crianças a partir de 14 anos. Mesmo assim, acredito que tem tudo para dar certo, diferente da sua aposta em O Legado de Júpiter que só consegui assistir em 2x.

Primeiramente, queria lembrar que a obra é escrita e desenhada por Jeff Lemire que já foi citado algumas vezes por aqui e isso já diz o quanto o trabalho dele possui um alto nível de qualidade. Apesar de muitas vezes faltar de assuntos parecidos como solidão, a forma que ele escolhe contar a história sempre faz valer a pena a leitura. A arte dele é um pouco caricata e logo nos acostumamos.

Lemire já escreveu para a Marvel e DC além de seu material independente e Sweet Tooth é uma dessas vezes. Originalmente dentro do selo Vertigo, novas reimpressões já colocando a marca DC Black Label na capa, o que nos deixa a dica da faixa etária a partir de 18 anos. Apesar disso, você consegue perceber que a violência pode ser tratada de forma mais amena trazendo o conteúdo também para um público mais jovem e aí que a Netflix está apostando.

Caverna do Caruso - Sweet Tooth Jeff Lemire Netflix - Poster

Curti o poster! Me deixou curioso para saber como serão outras adaptações.

O Legado de Júpiter acabou não sendo tão legal quando as HQs, foi lenta e fez muita gente perder o interesse rápido. As obras de Mark Millar tem muita ação envolvida e a violência faz parte da história. Transformar toda a trama num problema familiar não deu certo. Sweet Tooth é diferente!

A humanidade está vivendo uma extinção em massa onde uma doença já dizimou a maior parte da população e continua matando. Ao mesmo tempo que a praga começou, todas as crianças começaram a nascer com uma mutação, meio humanas, meio animais. Essas crianças possuem imunidade a doença e isso gera interesse em todos: uns querem matá-las, outros estuda-las… fato é que não é seguro para elas viverem.

Nesse mundo caótico, parecido com o que vemos em The Walking Dead, acompanhamos essa criança com chifres de cervo, Gus, em uma jornada até um suposto local que crianças híbridas vivem em paz. Na companhia do seu novo amigo Jepperd ela aprende como é de verdade o mundo que nasceu.

Então, foi uma boa sinopse, né? Não precisamos de tiros na cabeça e tripas caindo pelo chão para contar essa história. Apesar de que, para manter o peso dos eventos, a história continuaria não sendo para todas as idades, acho que teremos uma boa série pela frente.

Caverna do Caruso - Sweet Tooth Jeff Lemire Netflix - Pagina

O quão diferente somos dos animais?

Os quadrinhos tiveram 40 edições e foram lançadas no Brasil pela Panini há alguns anos em encadernados pequenos. Agora, todo o material está sendo relançado em edições de luxo e capa dura com 12 edições cada.

Apesar de alguns momentos clichês, vale a pena cada página. O autor alterna a forma de contar com edições inteiras na horizontal com textos imitando um diário ou, em outros momento, dando uma pausa na história principal para voltarmos ao passado de algum personagem, sendo que estes flashbacks desenhadas por outros artistas.

Mesmo que não dê tempo de ler antes de 04 de Junho, quando estréia a série, leia depois, é sempre interessante comparar as mídias e ver as mudanças.

Tô Lendovantagens
  • Jeff Lemire!
  • Uma boa jornada, com início, meio e fim.
  • Um bom tamanho. Não é grande a ponto de cansar nem pequeno a ponto de você ficar querendo mais… pelo menos não logo.
  • Hype! Quando todo mundo estiver falando da série, você vai poder dizer: eu já li! 🙂
Tô Lendodesvantagens
  • Preço! Relançar em edição deluxe sem opção da capa cartão tradicional, no mínimo, dobra o valor. Então para ler tudo no Brasil você vai precisar gastar pelo menos uns R$300. No mínimo! Ah, e só saiu o volume 1 até o momento.

Antes ou depois de ler ou assistir Sweet Tooth, deixe seu comentário aqui embaixo. Vamos bater um papo sobre a obra de Jeff Lemire! Melhor aqui que sair dando spoiler pros amiguinhos nas redes sociais né? 😉

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2021-05-13T17:01:50+00:00 13 de maio de 2021|0 Comentários