Durante muito tempo, Conan foi uma lacuna no meu currículo nerd. Muitos amigos amavam, parecia um universo vasto e cheio de possibilidades, mas nunca soube como encontrar um bom ponto de partida para acompanhar as suas histórias. Em abril de 2004, a Mythos mudou isso.

Essa era uma nova coleção, em formato americano e em cores, escrita pelo Kurt Busiek e desenhada pelo Cary Nord. Absolutamente tudo nessa frase era uma enorme vantagem para mim, como novo leitor. Até então, Conan era publicado num formato magazine – o que não me animava tanto – e em preto e branco. Esse formato “Mythos”, na verdade Dark Horse, estava no tamanho certinho das minhas coleções. O roteiro do Kurt Busiek trazia as histórias do Conan com todo o ar de clássico da sua versão original, mas com uma narrativa mais moderna, dinâmica e ágil. E o Cary Nord fazia um troço na arte dele, que até então não tinha visto em nenhum outro lugar, de deixar a arte final sem nanquim e colocar as cores no lápis mesmo. Quer dizer, não sei se era exatamente isso, mas era essa a sensação. Deixava tudo com um ar de pintura medieval e às vezes trazia mais realismo pros desenhos do que a arte final com o nanquim marcando bem o contorno dos personagens.

A trama era perfeita para pegar o marinheiro de primeira viagem, contando as aventuras herói da Ciméria ainda com 16 anos, sem décadas de cronologia nas costas. Um verdadeiro “Conan Ultimate”. Os arcos curtos ajudavam a te manter interessado nas histórias, sempre com um desfecho surpreendente e ação na medida certa. Eram aventuras de RPG perfeitas, sem um Mestre chato que te faz gastar horas procurando a regra certa pra ver como você vai atravessar um rio (e aí tem que terminar a aventura no meio, mas semana que vem não pode, porque o clérigo tem um futebol marcado com os primos, enfim, todo mundo conhece essa história). Acompanhei essa revista mensalmente até o Kurt Busiek sair do título, levando com ele todo o meu interesse. Mas ainda assim, foram bem mais de 20 edições muito bem sucedidas sob a sua batuta!

E agora a Mythos facilitou ainda mais a sua vida, lançando um Omnibus com esse material todo (ou quase todo) reunido. Não posso falar sobre esse omnibus porque, como eu falei, a minha coleção é a mensalzinha, que guardo até hoje com muito orgulho.

Tô Lendovantagens
  • Saiu no Brail! Êêê! E duas vezes: se você não quiser arriscar no formato omnibus carão pra ler tudo numa tacada só, você tem a opção revista avulsa, pra catar pelos sebos e fazer um “test drive” do material se for o caso.
  • Imagino que isso possa ser um sacrilégio para os leitores raízes, mas acho as histórias do Kurt Busieks mais fluídas e mais “fáceis” de ler do que as histórias originais do Conan da década de 70.
  • A arte do Cary Nord é um verdadeiro show a parte! E ele dura a mesma quantidade de edições que o Kurt Busiek, se não me engano, a salvo de alguns arcos (como o de origem do Conan, nascendo no campo de batalha, onde ele é substituido por outro artista igualmente bom!).
  • Como os arcos se fecham em poucos capítulos, é uma excelente leitura descompromissada.
Tô Lendodesvantagens
  • Se você for pegar o ômnibus, o preço
  • Se você for pegar as avulsas, aquela chaticezinha de catar cada uma delas por aí.
  • Realmente, não consigo pensar em muitas desvantagens, acho que esse box vai ficar meio desequilibrado em relação ao outro
  • É, não consegui pensar em mais nenhuma desvatagem mesmo.

Algúem aí é fã de Conan? Eu gostaria muito de saber se ele agrada tanto ao público feminio quanto ao masculino, embora não apareçam muitas leitoras comentando aqui na Caverna. Se você for uma delas, por favor, pronuncie-se, por Crom!!

OBS: Caso você tenha se interessado por esse título, comprando através do nosso link de associado você ajuda a manter o site no ar (tanto na versão encadernada que reúne as edições de 1 a 6, quanto na versão Omnibus que reúne as edições de 1 a 15, mais as histórias avulsas das edições 0, 8, 45 e 46)! S2

Tô LendoAlgumas imagens!