CDC #168 – Mulher Invisível

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Mulher Invisivel

Depois da resenha anterior, eu resolvi apelar para uma colher de chá! Essa foi uma leitura muito bacana que, com o perdão do trocadilho, pode ter ficado fora de vista da quadrinhosfera. Eu estou falando, é claro, de Mulher Invisível, do Mark Waid.

A trama é muito simples e bastante original, ainda mais se tratando de uma das personagens “fundadoras” do universo Marvel como conhecemos. Mark Waid apela para um baita retcon (que dessa vez eu perdoarei, por funcionar bem e ser por uma boa causa), nos revelando um passado da Mulher Invisível nunca antes explorado pela editora como AGENTE SECRETA. Convenhamos, genial, né? Quer trabalho melhor para a MULHER INVISÍVEL do que AGENTE SECRETA?? Eu tiro o meu chapéu mais uma vez para o senhor Waid. Parabéns, Markito!

Com isso, além de nos trazer uma história divertida e cheia de ação, ele ainda consegue corrigir uma injustiça antiga, culpa da década de 60, que relegava a Sue Storm a elo frágil do grupo, servindo apenas como refém e ou sendo ineficaz a maior parte do tempo. Enfim, outros tempos. É importante lembrar, que nas primeiras histórias do Quarteto Fantástico, o único poder da “Sra Fantástico” era ficar invisível. Os campos de força só vieram depois, quando titio Stan, mesmo nos anos 60, pensou “é, tá meio demais isso aí” e deu um up nos poderes dela. Outra coisa que eu acho brilhante nessa sacada do Waid é que funciona perfeitamente como retcon. Se você se pergunta “ué, mas como é que a gente nunca soube disso antes??”, a resposta é óbvia: porque ela era uma agente SECRETA, bebê! Hellooo? McFly???

Aí, como é de costume nessas histórias, umas figuras do passado até então não mencionado da vida dupla da Sue Storm reaparece, precisando de ajuda, e lá vai ela, tirar o “sobretudo” do armário. No processo ela tem que convencer a Viúva Negra de que é bad ass o suficiente para o serviço. Como eu disse: divertido.

A arte é Mattia de Iulis, que já fez muitas coisas para o universo Marvel. Manda muito bem. Tem uma vibe meio Stuart Imonen e Sara Pichelli. Story telling dinâmico, excelentes planos, bastante respiro, muito bacana mesmo. Se você não está ligando o nome à pessoa, Mattia de Iulis também foi responsável pela última fase da Jéssica Jones, resenhada aqui no site pelo nosso amigo Tibério Velasquez.

Mas chega de conversa e vamos para as vantagens e desvantagens:

Tô Lendovantagens
  • Saiu aqui no Brasil, pela Panini! Molezinha de achar!
  • A última vez que eu vi no site deles tava R$19,90
  • Como passou despercebida por muita gente, ainda não esgotou
  • Capas de Adam Hughes
  • Capa cartonada
  • História leve, ágil, roteiro fluido e, mais importante, arco fechado!
  • Não precisa de conhecimento pregresso
Tô Lendodesvantagens
  • Se você espera uma leitura densa, pode se decepcionar. Essa é mais bobinha mesmo.
  • Também não espere muitas conseqüências no universo Marvel ou mesmo na vida da personagem. Como eu falei, é uma história mais bobinha mesmo, você não está prestando atenção??
  • Esse é um daqueles estilos de traço onde todas as mulheres possuem um padrão hollywodiano de mega modelo. Mas a essa altura eu já estou meio que catando cabelo em ovo, só pro quadro de desvantagens ficar do mesmo tamanho que o de vantagem.

Quem já leu essa aí? É possível que entre as pessoas que lêem a Caverna existam FÃS DA MULHER INVISÍVEL??? Rs

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Tô LendoAlgumas imagens!
2021-04-21T17:26:39+00:00 21 de abril de 2021|0 Comentários