Tex Willer

Chegou a hora de falar de Tex Willer! Não costumo falar de revistas mensais aqui na coluna, porque a gente não tem como controlar a qualidade da publicação depois da resenha postada, mas Tex Willer já tem mais de 15 meses de acerto, então eu acho que merece uma coluna!

Eu falei de Tex aqui numa Caverna mais antiga, mas a proposta de Tex Willer é diferente e ideal para pegar novos leitores. Como as aventuras do ranger de camisa amarela são publicadas na Itália desde a década de 40, às vezes fica um pouco complicado encontrar um bom ponto de partida no meio de tantas revistas com numerações tão altas. Por isso os editores tiveram uma excelente ideia, servindo tanto para novos quanto antigos leitores: recontar a juventude do herói, preenchendo lacunas não abordadas nas suas aventuras mais clássicas. É um trabalho realmente cirúrgico e feito de maneira tal que você não precisa conhecer as aventuras clássicas para se divertir com essas lacunas (falo por experiência própria). Ao mesmo tempo, suponho que quem as conheça, não fique indignado com a falta de “encaixe cronológico” das histórias. (Só suponho, porque não conheço ninguém que as conheça, infelizmente… E não, não vou fazer uma piada de que é porque são todos da terceira idade.)

Resumindo, o que temos aqui é uma espécie de Tex “Ultimate”. A primeira que eu li foi a número 4 e, mesmo pegando o bonde quase andando (talvez “locomotiva” fosse um termo melhor, em se tratando de histórias ambientadas no velho oeste), corri imediatamente pro jornaleiro comprar o número seguinte, algo que eu não fazia desde os 10 anos de idade. Uma coisa legal das publicações é que na parte de trás vem escrita a data EXATA de quando o próximo número sai na banca. Pra você se programar, sei lá, entre um bingo e outro… (Bem, eu resisti até aqui).

A cada 4 números, um arco costuma fechar, o que deixa a série mais fácil de acompanhar, sem aquela continuidade eterna (apesar de manter os eventos em ordem cronológica). E até agora todos os arcos foram mais que satisfatórios! Alguns com mais ação, outros com mais suspense e até um, muito interessante, misturando espionagem e faroeste, com a participação de ninguém menos que um jovem Abraham Lincoln! A cada edição temos um recordatório dos eventos até aquele ponto e um editorial dando o contexto histórico abordado naquele número, seja falando da época, seja falando do passado de Tex.

A arte, sem muito exibicionismo, é bem eficaz. Mesmo sem criar planos muito criativos, a narrativa visual te prende e te deixa vidrado pra virar cada página. Você até esquece que é preto e branco.

Agora é claro que os roteiros são razoavelmente simplistas e maniqueístas, já que eu mencionei o “preto e branco”. Não espere aqui sangue, temas pesados e afins… é a boa e velha diversão “acima da cintura”.

Tô Lendovantagens
  • Sai aqui no Brasil em tudo quanto é banca de jornal!
  • Com data dizendo quando vai sair a próxima publicação, pra você não perder nenhuma!
  • Leitura ágil
  • Arte bacana
  • Arcos com senso de conclusão. O que é ótimo para deixar pra ler quando tiver acumulado umas quatro edições.
  • Contexto histórico interessante, gerando a oportunidade de aprender uma coisa ou outra.
  • Volta e meia rolam umas promoções bacanas na Loja da Mythos
Tô Lendodesvantagens
  • Preto e branco. Não chega a ser um problema, mas é sempre bom avisar.
  • Esperar a próxima edição é um suplício
  • Quem for esperando algo profundo, revolucionário, ou moderno, pode se decepcionar. São histórias leves, de velho oeste. Eles até tentam dar espaço para um protagonismo feminino, mas, em se tratando dessa época, há limite para o que os autores conseguem fazer, sem descaracterizar completamente a ambientação.

Tem alguém aí com esse viciozinho em Tex pra conversar comigo??

Tô LendoAlgumas imagens!
Tex Willer
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