Magico Vento 9 e 10 - Mythos Editora

Um homem louco se considera o salvador de toda uma cidade e ameaça com isso iniciar uma guerra com os índios. Alguns argumentos, por mais antigo que sejam, rivalizam com a realidade.

A saga não perde o fôlego 

Quem nos acompanha sabe do nosso apreço por Mágico Vento. Desta vez, a resenha traz a indicação de dois números, numa das raras histórias do xamã em dois volumes.

Aqui vamos falar das histórias Mágico Vento n°9, intitulada Cara de Pedra, e Mágico Vento n°10, intitulada Esqueletos. Elas reúnem uma história incrível de loucura, guerra, ganância e violência.

Escrita por Manfredi, traz os desenhos de Paollo Raffaelli e Bruno Ramella no número 9,e de Giuseppe Barbati e Bruno Ramella no número 10. A tradução em ambos foi feita por Júlio Schneider e quem publica Mágico Vento no Brasil é a Mythos Editora

Referências literárias movem a história 

Nesta aventura em dois volumes, temos um enorme rosto humano esculpido em uma montanha que deu início a várias lendas. Ela foi inspirada na obra do escritor Nathaniel Hawthorne

Ainda não li muito da obra do autor, mas no pouco que li vemos sempre o puritanismo e os costumes em paralelo ao sobrenatural. Fica a dica para quem quiser se aprofundar em uma literatura antiga, porém importante para entendermos a formação do terror moderno. 

O confronto de Mágico Vento

O nosso protagonista recebe uma visão sobrenatural, onde três mensageiros o alertam sobre uma trágica guerra. Sem saber muito sobre onde será ou envolvendo quem, o destino de Mágico Vento o leva a Carved Rock, uma cidade pequena, mas com um passado cheio de cicatrizes. 

Aqui temos a influência de Hawthorne bem demarcada. Os erros do passado reverberam no presente e sobre o destino de muitos. A história de uma pobre criança é o condutor de uma vingança desproporcional capaz de levar o povo Ute e os brancos de Carved Rock a quebra de uma paz que se mantém por décadas.

A montanha, sagrada aos Ute, é o objeto de desejo de homens gananciosos que só pensam em ouro, como Howard Hogan, o inimigo declarado de Mágico Vento. O confronto entre ambos parece cada vez mais caminhar para um destino trágico. 

Considerações finais 

Em suma, uma aventura cheia de violência, onde não existe muito espaço para que os esforços de Mágico Vento consigam frustrar os planos insidiosos do homem branco. 

Se você nunca leu nossas resenhas de Mágico Vento, clique aqui. Tenho certeza que elas o convencerão a iniciar a leitura desta saga absolutamente fantástica por um weird western da melhor qualidade. 

Não perca tempo e embarque nesse trem que traz alguma luz sobre a vida e os costumes do Velho Oeste.

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Magico Vento 9 e 10 - Mythos Editora
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Daniel Braga

Por: Daniel Braga

Pai de uma mulher, nerd, analista de sistemas especializado em infraestrutura, poeta, board game designer e sommelier de cervejas. Adora jogar board games e ouvir jazz anos 30/40, Dead Can Dance e rock and roll. Curte muito o gênero de horror e tudo relacionado, principalmente as boas leituras como Lovecraft, Blackwood, Machen e muitos outros.