Savage Dragon #01

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“Louis C. K. está para comédia assim como Savage Dragon está para os quadrinhos de Super Heróis”

Essa é provavelmente a afirmação mais absurda e o cruzamento de referências mais distante que alguém possa ter feito entre comédia stand up e quadrinhos de super heróis (se é que alguém alguma vez na vida já fez qualquer cruzamento de referências entre comédia stand up e quadrinhos de super heróis). Mas eu me explico.

Louis C. K. não é um comediante mundialmente conhecido. Ele é, sim, muito conhecido, mas não é tão famoso quanto um Seinfeld, Eddie Murphy ou até mesmo Ellen DeGeneres, ainda mais agora com seu novo programa no formato “Oprah”. No entanto, ele ficou muito conceituado entre os comediantes, a ponto de ganhar o título de “o comediante dos comediantes”, posto que ele era frequentemente citado nas ‘listas de preferidos’ dos comediantes mais famosos. O Louis C. K. apresenta um tipo de stand up que o gosto de chamar de “sem palhaçada”. Não tem macaquice, não tem exageros, música hip-hop na entrada, show de luzes, nada. É só ele e piadas. O estado mais puro, mais sincero da comédia, sem subterfúgio, sem enganação. Talvez por isso ele seja especialmente apreciado por aqueles que amam o gênero verdadeiramente, em detrimento do “auê” em volta dele.

Savage Dragon

O Savage Dragon não é um super herói mundialmente conhecido. Ele é, sim, razoavelmente conhecido, posto que ele figura entre os principais heróis da Image, uma editora de quadrinhos que pode ser considerada bastante “main stream”, ainda mais se comparada à Dark Horse, Oni Press, Red 5 e outras menores, mas ele não é nem de longe tão conhecido como um Super Homem, um Homem Aranha ou até mesmo um Rocket Racoon, dada a sua ascensão mais recente ao – literalmente – estrelato. No entanto, Savage Dragon é um dos poucos personagens escrito e desenhado pelo mesmo autor desde 1992, o que faz com que ele quebre recordes a cada mês de publicação.

Comecemos do começo: o Savage Dragon foi criado por Erik Larsen ao mesmo tempo que a Image Comics. Com ele estavam Spawn, do Todd McFarlane; os WildC.A.T.S. do Jim Lee; os Young Blood do Liefeld; e vários outros personagens célebres publicados com sucesso até hoje, só que não. Agora, aonde mora a tal semelhança do Savage Dragon com o Louis C. K.? Muito simples (ok, talvez não tão simples assim, mas por favor, paciência): o Erik Larsen quando criou seu personagem, não criou apenas um personagem com um storyline a ser seguido à risca. Ele criou todo um universo, criando personagens que o permitissem brincar com os arquétipos de tudo que ele mais ama – e eu imagino que nós também – nos quadrinhos de super heróis, mas que não seria possível caso ele estivesse trabalhando nas editoras mariores. Dessa forma, você pode ver uma versão do Captão Marvel (Shazam), no universo dele chamado de Mighty Man, que responde à pergunta “o que aconteceria se o Billy Batson fosse menina?” (o resultado é uma dócil enfermeira presa no corpo de um dos heróis mais poderosos da terra). Você pode ver uma versão de Capitão América, no caso dele, o Super Patriota, velho e todo remendado, como as histórias do Capitão vieram sendo ao longo dos anos. Um Doutor Octopus com braços de polvo, literalmente. Enfim, uma infinidade de personagens secundários e principais, que fazem referência a outros que nós, amantes de quadrinhos conhecemos (e amamos) muito bem. Uma espécie de “Easter Egg Comics”, se você me permite. (SPOILER: Um dos meus preferidos é uma versão do Homem Aranha, que é jornalista como o Peter Parker, é casado com uma ruiva igual a Mary Jane, trabalha num jornal igual o Clarim Diário, mas que na verdade não é o Homem Aranha e sim um babaca que paga um cara pra ser o Homem Aranha no lugar dele, para que as pessoas possam desconfiar de que ele é “herói secretamente”.)

Edição encadernada da Mythos

Para um verdadeiro apreciador de histórias de super-heróis, o Savage Dragon é um prato cheio dessas histórias, sem as limitações e o “auê” imposto pelas grandes editoras, como mega sagas, crossovers forçados, grandes mudanças que não mudam nada e toda aquela baboseira que a gente até compra, mas que não é o motivo pelo qual somos atraídos aqueles personagens pra início de conversa. Savage Dragon não tem isso, são só histórias boas de super heróis em sua essência, assim como o Louis C. K. é a apresentação mais pura da comédia. Por isso, talvez, que o Savage Dragon esteja na lista de quadrinhos preferidos dos criadores mais famosos.

Arte original do Erik Larsen x fan art do Rodrigo Okuyama (sou eu de Savage Dragon!!!)

Além disso, o fato do mesmo autor estar escrevendo e desenhando a mesma revista há mais de 20 anos, gera algumas vantagens que perdemos de vista nas revistas de linha passadas de mão em mão criativa. Por exemplo:

– O autor tem absoluto controle de suas tramas. Ou seja, não existem retcons forçados, para fazer revelações chocantes, ressuscitar alguém, ou engravidar sua ex-namorada morta com os filhos gêmeos do seu pior inimigo (ISSO ME DÓI ATÉ HOJE!). Quando alguma revelação é feita na trama, você, leitor, sabe que ela foi plantada desde o início, porque você estava lá pra conferir os indícios deixados pelo autor (e se você pegar a sua revista procurando esses indícios, pode ter certeza de que irá encontrá-los).

– As histórias do Savage Dragon são as únicas do universo de super heróis em que o tempo passa de maneira real. Um ano de publicação, equivale a um ano na vida dos personagens. Os filhos crescem, os adultos envelhecem, se aposentam e todos, mulheres e homens, mudam a sua fisionomia com o passar do tempo.

– Como o autor precisa se manter interessado nas suas próprias histórias, elas nunca caem num status quo perpétuo, sempre mudando o rumo e mantendo o dinamismo eternamente. Ele começa como policial, depois assume uma força tarefa à lá Vingadores, depois um ambiente familiar estilo Quarteto Fantástico, sempre mostrando uma nova ótica em cima dos clichês mais batidos dos quadrinhos, que já estamos carecas de conhecer.

– Os crossovers são feitos única e exclusivamente com personagens que o autor gosta, então eles acontecem dentro da trama da revista, organicamente, sem a necessidade de uma edição especial que não fará parte da cronologia. Isso pode servir também como uma excelente forma de conhecer novos personagens menores, que você talvez não conhecesse se não fosse por isso. Pode esperar alguns nomes como Hellboy, Madman, Invincible, The Maxx, Jack Staff e vários outros muito interessantes.

– O desenhista é sempre o mesmo, nada de surpresas como um Sal Buscema, do nada, desenhando a sua revista preferida por um período indeterminado de tempo!

Essa é uma leitura que eu aconselho fervorosamente e é a parte mais querida da minha vasta coleção de quadrinhos. Eu faço, porém, algumas advertências:

– As histórias surgiram nos anos 90, que é uma época simplesmente horrorosa. Então é preciso relevar algumas coisas das primeiras revistas, tipo uma separação de cores estranhas, armas desnecessariamente grandes, etc.

– O personagem surgiu em conjunto com o universo Image, o que, num primeiro momento, veio com a necessidade de estabelecer uma coesão nos primeiros números, trazendo umas aparições um pouco forçadas de alguns personagens que hoje não fazem quase nenhum sentido.

– Essa é uma leitura para iniciados. Não sei se ‘novatos não amantes de quadrinhos de super-heróis’ apreciarão as suas particularidades.

– A história pega mesmo, mesmo, mesmo, após a edição 15. Então, não desista antes da 16.

– O desenhista é sempre o mesmo. Então se você não gostar do traço do Erik Larsen, o Sal Buscema não vai aparecer pra te salvar.

– As revistas são muito difíceis de encontrar em comic shops e completar a sua coleção. No Brasil só saiu até o 15, um crossover com o Hellboy que acontece lá pelo número trinta (aqui saiu como se fosse uma edição especial – mas é MENTIRA!!!) e um outro encadernado solto, pela Mythos, publicando um arco da revista onde o Erik Larsen reaproveitou vários personagens da década de 50 que entraram em domínio público.

Espero ter despertado o interesse de alguém e gostaria muito de ouvir a opinião de vocês, sempre, é claro, com muito respeito!

Forte abraço e boas leituras!

Tô LendoAlgumas imagens!
2017-11-14T14:42:17+00:00 4 de outubro de 2017|91 Comentários
  • A primeira vez que vi o personagem foi em uma edição do Spawn onde o Savage Dragon estava em um dos círculos do inferno e era adorado como uma espécie de deus de uma raça verde (??). Particularmente eu não gostava do personagem por me parecer mais uma cria genérica de músculos impossíveis dos anos 90 (eu lia Spawn, veja que ironia). Em todo o caso, parecia haver algo diferente nele, mas a dificuldade em encontrar edições nas bancas da minha cidade, nunca me permitiu dar uma oportunidade para a leitura. De qualquer maneira, ficou muito bom o texto e dá pra ver todo o carinho que você tem pelo personagem.

    • Opa, muito obrigado pelo elogio à minha escrita, Airon! Ela é mais de coração do que qualquer outra coisa, fico feliz que você tenha gostado.
      Esse crossover com o Spawn era um crossover em duas (ou três) partes, que culminava num encontro hilário com Deus (mas na revista do Savage Dragon, não do Spawn). Vale bem a pena ler ele completo!

      • Saudações Sr. C. Primeira vez que venho aqui e que legal ler a sua resenha do Policial de Chicago. Tenho HQs da.abril do SD. Leio a que rola na Net e tenho dois packs deles mas não um que vai da 76a 144. Ainda procuro elas. E gosto muito dos que surfam na Net e nos trazem essas pérolas trazendo pro nosso idioma. Um dia me aventura a fazer tbm. Hj vejo nos sites americanos o quão longêvo está essa HQ. Vou vir mais vezes aqui. Uma amiga me falou desse seu lado nerd e não conhecia.

        • Bem vindo, Fábio! Começou a leitura logo na primeira coluna! Admiro muito isso!
          Estarei aqui toda quarta feira catando outras dicas dentre as minhas leituras preferidas! Pra qualquer dúvida, estarei à disposição na área de comentários! Escreve que eu venho! Abs!

  • POST TERGUM MONENTIS!!!

    Com esse seu trabalho evangelizador de Savage Dragon realmente fico com vontade de ler, só li o que saiu no Brasil nos anos 90 quando comprava quase tudo da Marvel/DC/Image e na época parecia mais “massa véio” que o Spawn. Pena que pra ler acho “vou ter que ir para os EUA e comprar todas as edições “.
    P.S.: Se não tem Sal Buscema já tá melhor que o Homem-Aranha.

    • Hahahahahahaha

      Bem, se vc apelar para os deuses da internet, você economiza uma passagem para os EUA!

  • Espião amando o Batimá

    Legal, muito interessante, principalmente pelo fato de que não tem onde vender então ñ vou conseguir ler essa merda em lugar nenhum

    • Diego Altieres

      Ja comprei algumas pela estantevirtual cara.

      • Olhaí, viu? Nem precisou recorrer ao “crime”…! rs

        • Espião amando o Batimá

          Mas seu Caruso veja bem, eu já tenho uma certa idade, boletos pra pagar, dor nas costas, a essa altura da vida eu só quero ir na saraiva e comprar um encadernado completão, ou 2 ou 3, de preferencia com uma lombada bem bonita.

        • K’ Keystone Herbett

          Até porque seria pecado! Rs…

    • Ah, rapaz! Mas é aí que se separam os meninos dos homens! Aqui não vai ter nada entregue de mão beijada na bandeijinha de ouro leite com pêra não!!! Te digo, porém, que nas internets tem tudo!

  • Diego Altieres

    Nossa! Da pra ver que você gosta mesmo dessa HQ!
    , lembro de ver ele nas propagandas de quando eu comprava Spawn em um sebo que tem perto de casa, na adolescência com meu suado e sofrido dinheiro preferia comprar uma Spawn com os desenhos do Capullo (até porque história em Spawn não existia, sejamos sinceros) que arriscar em um Savage Dragon.
    Sempre ouvi você comentando sobre ele nos podcasts, mas sempre achei que fosse só a massaveisse, acho que esse texto é a primeira vez em que fiquei realmente interessado em ir atras de Savage Dragon. (até porque estou muito curioso pra saber qual é a desse homem-aranha).

    • Hahahahaah Mas que belo relato, Diego!
      O Savage Dragon, sim, é não sei quantos porcento massaveisse. Mas depois ele evolui bastante! (Não me entenda mal: a massaveisse ainda continua, só que ela ganha outros contornos!) Vale a pena. Só que tem que insistir um pouco, passar pelo menos do número 15! (Curiosamente, aqui no Brasil, essa foi a edição do cancelamento!)

  • Rimos muito

    Por que essa hq não engatou no Brasil? O que consegui ler aqui em papel e viajando pros EUA toda noite eu gostei pra caralho por causa daqueles climão super-heróis roots mesmo ( Marvel 1960 ).
    Não entendo.
    Nos ilumine, Caroço!

    • Meu chute é porque ele foi publicado aqui durante aquela confusão de editorial, com Globo publicando alguns títulos, abril outros e como não havia um mix e nem um barateamento de custo das revistas, na hora que largaram de mão dos títulos da Image, ninguém quis pegar. Como é uma revista que depende de uma fidelização a longo prazo, é difícil de resgatar o público ocasional, como fazem com Hellboy, por exemplo. Mas sei lá. Tudo conjectura… O mercado editorial brasileiro é um verdadeiro labirinto de Fauno!

  • Rimos muito

    Conhecem Imbattable, do Pascal Jousselin? Um verdadeiro e, em certo sentido, único herói de verdade das hqs. O autor utiliza a narrativa únicas das hqs como recurso de nosso herói. Só vendo pra entender e admirar.
    Seguem links com material em francês:
    http://bdzoom.com/113166/interviews/%C2%AB-imbattable-%C2%BB-un-entretien-hors-cadre-avec-pascal-jousselin/attachment/ok-page-26-imbattable/

    http://www.arfy.fr/dotclear/index.php?post/2017/03/16/%5BBD%5D-Imbattable-par-Pascal-Jousselin

    https://www.bedetheque.com/serie-56188-BD-Imbattable.html

    • Não conheço! Pesquisarei! Valeu pela dica!

      • Caraca, acabei de ver aqui! Muito genial!!!! Mesmo meu francês não aguentando muito bem, o storytelling visual é brilhante!!!

  • Adriano de Oliveira Ferreira

    começando com o pé direito!!!!

  • Carlos Tenorio

    Muito boa a matéria, deu vontade de ler. Eu só li até hoje aquela primeira publicação em 4 edições ainda pela editora abril. Ainda tenho aqui, vou até reler depois.

    • Tem que dar um descontão pela “noventisse”, tá, Carlos? Principalmente nessas primeiras edições. A colorização por exemplo é estranhíssima!!!

      • Carlos Tenorio

        Eu já li os gibis dos anos 80. E passei os anos 90 todo lendo HQ. Já sei o que esperar..kkk

        • Hahahahaha Então bota seu collant roxo junto com as ombreiras prateadas e vá à luta!!!

  • Ricardo Ferreira

    Pô, Savage Dragon é uma daquelas leituras bem prazerosas de se fazer. E, verdade seja dita, depois de Spawn, é o título mais longevo da Image Comics.

    Tramas sem complicações, nada de histórias que se desenvolvem por dois anos seguidos, nada de drama, nada de presunção…apenas diversão. Muita diversão. Vilões que beiram o ridículo, coadjuvantes muito loucos, um ar de sátira em alguns momentos, enfim, gibizaço. Infelizmente, a melhor forma de se acompanhar é através daquela forma-alternativa-que-não-pode-ser-dita ou através do Comixology. Isso porque o Larsen publicou encadernados que vão apenas até a edição 70 ou 80, não passa disso.

    Vida longa ao Dragon!

    • Falou tudo, Ricardo! (Bom ter você aqui de volta!!!)
      Eu acrescento que, embora o Spawn tenha mais edições que o Savage Dragon, o Savage Dragon é o único que continuou com o mesmo roteirista e desenhista, enquanto o Spawn recebeu mais gente pro rodízio, o que facilita a longevidade! Então, em anos de cachorro, SD tem mais tempo de vida!!! (NÃO DISCUTA COM A MINHA LÓGICA!!!)
      Mas achar as revistas é um problema mesmo. Ele fez mais encadernados de alguns arcos específicos (em especial dessa nova fase agora), no entanto ainda não tem tudo. Já encontrei com o próprio Erik Larsen em algumas convenções e NEM ELE sabia aonde achar as revistas avulsas!! Tô empacado agora por exemplo procurando a #216, que eu não encontro em lugar nenhum.

  • Mr_MiracleMan_Jr

    Nunca li Savage Dragon, nem quando era lançado aqui no BR. Coloquei na minha lista de “hqs que merecem ser lidas algum dia”.

    A última vez que ouvi falar de Savage Dragon foi em um episódio de Trato Feito em que eles fazem um Clube da Leitura para discutir esse gibi.

    • Tem dois episódios do MdM nos quais Savage Dragon é citado com louvor: o #432 e o #430! Se tiver com umas 5 horas pra gastar, ouve lá!

  • IDRIS ELBA RAMALHO

    Muito bom, Savage Dragon é foda!

    “engravidar sua ex-namorada morta com os filhos gêmeos do seu pior inimigo (ISSO ME DÓI ATÉ HOJE!)”
    Somos dois, Caruso! Bwahahahahaha

  • Sullivan

    Li as duas primeiras edições lá pelos idos dos anos 90 e como a arte me incomodava. Mas fiquei na curiosidade e principalmente na nostalgia de rever a arte tosca do Larsen.

    • TOSCA???? TOOOSSSSSCAAAA?!?!?? Ok, é tosca sim… Mas fazer o quê, eu curto, né?
      Mas, brincadeiras à parte, eu acho que o traço dele evolui bastante ao longo dos 20 e tantos anos de publicação. (Só não deixa de ser Erik Larsen)

      • Rimos muito

        O Block é seu amigo. Use o block. USE O BLOCK! Isso! Isso!

        • Eu não vou… cair… em tentação… do lado.. asno… da Força….

          • Rimos muito

            Olhe para ele. Lembre de Erik caído no chão. OLHE. OLHE.

  • Douglas Collar da Cunha

    Para quem não quiser piratear, é possível comprar os quadrinhos de Savage Dragon no Comixology.
    O preço é um pouco salgado, mas tem todas as edições disponíveis.

    • Excelente, Douglas! Tomara que o camarada que comentou da dificuldade de encontrar leia esse comentário!

  • disqus_1Xt5HzpCF6

    Fiquei muito interessada, vou tentar achar Savage Dragon e vou procurar
    sobre o Louis C. K. também.
    Gostaria de conseguir escrever tão bem assim como vc escreve, cara o texto me manteve lendo até o final mesmo não conhecendo nada sobre o assunto. Show mesmo, parabéns!

    • Uau, muitíssimo obrigado pelo elogio!!
      Louis C.K. é meu comediante preferido! Tem alguns shows dele no Netflix. Começa pelo “2017” e vai catando o resto. Também curto muito a série dele, “Louie”, mas ela é um pouco esquisita, não aconselho você a começar por ela não! Depois me diz o que vc achou!
      Quanto ao Savage Dragon, eu preciso reforçar uma ressalva que ele começa beeem Anos 90 com altas doses de testosterona. A coisa engrena mesmo – na minha opinião – a partir da edição 15. Até lá você precisa dar um belo desconto!
      Mas fica ligada aqui, que sempre teremos boas dicas pra quem quiser se aventurar por novas leituras! (Algumas até mais fáceis de achar..!)

      • disqus_1Xt5HzpCF6

        Obrigada pelas dicas! Tudo anotado aqui pra pesquisar.
        Bj

  • Jose Aquiles

    Olá caruso, parabéns pelo retorno triunfal na caverna, sempre te acompanho no mdm e prodcastinadores. Uma sugestão, muitos nerds em algum momento de suas vidas acabam se livrando de suas coleções de quadrinhos. Que tal se vc criasse uma caixa postal e recebesse doações de hqs sem teto? E em um segundo momento, cria uma gibiteca com o acervo destas hqs, levando o maravilhoso conhecimento do mundo dos quadrinhos para as novas gerações.

    • Cara, sua sugestão é incrível! Mas eu ia ter que largar o meu emprego pra fazer isso! E, no momento, é ele que subsidia meu vício por revistas em quadrinhos, então, por mais tentador que seja, acho que eu não vou arriscar! Mas porque vc não tenta?? Eu te ajudo a divulgar! Fazer tipo um Tinder de HQs!!! Isso dá um belo aplicativo, hein??

      • Jose Aquiles

        Obrigado por responder, caruso. Putz,agradeço pela confiança! Reconheço, a idéia de criar uma gibiteca é algo grandioso mesmo. Mas aprendemos que quando o desafio é grande demais os heróis se unem para dar conta,né? Talvez com ajuda de outros amantes de hqs (galera MDM?)esta idéia possa um dia virar realidade , nem que fosse no futuro. Seria tipo deixar um legado,já pensou? Agora independente disto, Eu acho que seria legal se alguem reconhecidamente amante dos quadrinhos , sem pretensões maiores, apenas recebesse doações de hqs sem teto . Acho que vc encaixa neste perfil, apesar do risco de alguns menos atentos poderem mandar doações para seus “sósias “, já pensou?😂😂😂

        • Hahahahaha Antes para os meus “sósias” do que pra mim! Minha mulher me mata se as pessoas começarem a mandar quadrinhos pra cá! Já basta o que eu trago todo dia, coitada!!

  • Jason Todd McFarlane

    Tenho todas as revistas que saíram pela Abril, a revista especial que saiu pela HQM contando a origem do Savage Dragon, e recentemente comprei também o encadernado da Mythos.

    O triste desse encadernado da Mythos é que pegou a cronologia num momento bem específico. O filho do Savage Dragon tinha sumido, a esposa também… É meio confuso de entender. Fico com vontade de comprar importado, mas só acho aquelas edições ARCHIVES em preto e branco, e a arte do Erik Larsen colorizada é bem mais bacana…

    • Tem também o encontro do Savage Dragon com o Hellboy, que foi publicado aqui como se fosse uma mini série! Vc tem essa tb, certo?
      Concordo com vc, a arte do Erik Larsen fica bem mais interessante com as cores e as cores da revista são muito boas! O jeito é… bem… sei lá né? Know what I mean? Wink, wink, nudge nudge. Eu não sou adepto da leitura fora do papel, sou totalmente analógico, mas tenho amigos que leram a coleção toda digitalmente.

  • Bruno Arruda Laskos

    Cara. Louis C. K., Image Comics, Savage Dragon, tudo no mesmo post com o Caruso escrevendo. Melhor site. Vou até reviver minha coleção dele e ver se acho umas edições perdidas pra vender aqui na minha cidade.

    • Bruno, dá uma olhada aqui nos comentários, que tem gente louca pra comprar! No meu twittwe tinha um camarada também, que eu não sei se tá por aqui, o @jota_gui! Caça ele lá!
      E muito obrigado pelo elogio! Não esquece de dar uma passeada e conferir as outras colunas também! Esteja em casa! Abs

  • Mario Cabral

    Faltou a foto do Erik Larsen!! Autorizo o uso da foto 😜

  • Cassio Cavalcanti

    Tenho lembrança de ter comprado uma edição do Savage Dragon anos atrás, mas não lembro de nada da história. O que me faz pensar que essa lembrança foi algo produzido inconscientemente. Talvez causado por tantas idas na banca, passando vontade de levar muita coisa pra casa e só conseguir comprar as mensais do aranha. De toda forma, entrou (ou voltou) ao meu radar agora. Quando tiver um tempinho vou tentar a leitura.

    • Se você finalmente conseguir, Cassio, please, volte aqui e diga as suas impressões! Forte abraço!

  • Murilo dos Santos

    Será que o Caruso permite que eu poste uns links maneiros no mega com as 75 primeiras edições do Savage Dragon que eu tenho aqui? hahaha

    • Tem que perguntar pra ele! Mas que acho que permite sim!!! (Coloca na resposta do comentário de cima!)

  • Daniel Sousa

    Lembrando que tem essa ‘mancha’ na ficha limpa do Dragon. A edição 13 foi escrita pelo Brandon Choi e desenhada pelo Jim Lee, parte de um crossover de autores da Image. O Larsen fez o WildCats, se não me engano. (Eu tinha as edições americanas do Dragon até os #20 e tanto, mas foi-se com toda a minha coleção)

    • Hahahah Eu tenho essas duas. Mas essa 13 a que você se refere foi uma edição extra. Tem outra 13 “de verdade” dentro da cronologia do Savage Dragon. Então não chegou a manchar taaaaaanto assim…

  • Andre Sena

    Tenho as que saíram aqui no Brasil. Gosto bastante.

    • As que saíram aqui, param exatamente num ponto que eu acho que a coisa começa a engrenar legal, que é quando ele é possuído por uma lesminha que é meio paródia dos inimigos do Shazam. A partir daí você vê que as conseqüências nessa revista são “pra valer”.

  • Rodrigo Salazar

    Valeu! Apesar de trazer o selo dos anos 90, década que me afastou dos quadrinhos, vou procurar para ler. Acha melhor que “invencível”?

    • Cara, essa é uma pergunta muito difícil! Acho que Invincible é um quadrinho mais moderno, portanto mais acessível. Ele não tem aquele ranço forte dos anos 90 e por isso é mais fácil para cair no gosto da pessoa. Mas, por mais contraditório que isso soe, embora eu ache que Invincible seja melhor que Savage Dragon, eu GOSTO MAIS de Savage Dragon! Faz algum sentido?

  • dipirona em vez de paracetamol

    OI CARUSO

  • EduardoEspeschit

    Agora vou ter que correr atrás de edições coloridas!

    • Tem gente achando no Mercado Livre e gente aqui nos comentários disponibilizando a coleção até o número 75! Vai fundo!!

  • Geysne

    Boa CAruso! Comecei a ler depois depois do seu conselho fervoroso 😀

  • Detetive Cômico

    Oi Caruso, que dia vamos falar de Bad Boy de Frank Miller? Ou pelo menos algum quadrinho nacional bem obscuro, tipo o Manticore lançado aqui muitos anos atrás e que era super o estilo da Vertigo, inclusive tenho minhas edições autografadas pelo autor porque devido à distribuição a revista foi um fracasso de venda e o autor ainda tem várias em casa para vender por menos de 10 reais cada.
    Seria interessante algo obscuro do nacional também.

    Beijo Caruso, te amo seu lindo

    • Faaaaaaala, meu camarada!! Que bom que você encontrou seu caminho de volta!
      Bad Boy sairá na Caverna #62 e de quadrinhos nacionais obscuros temos MONDO URBANO; FARENHEIT; e NECRONAUTA, programados para as Cavernas #33, #72 e #52. Isso sem contar as que eu pretendo escrever no futuro.
      Manticore eu não conheço! Valeu pela dica, vou pesquisar!
      Bem vindo de volta e um grande abraço!
      (Estou mandando abraço porque minha mulher volta e meia lê a coluna, shhhhh….)

      • Detetive Cômico

        Poxa Caruso, Necronauta nem é tão obscuro assim, foi até aceito pelo PDE como livro indicado para as bibliotecas infantis do Brasil (um absurdo, visto o tipo do gibi) meus alunos de 10 anos pegam pra ler e eu dou outro no lugar huahauahuahauaha

        • Pra nós pode até não ser! Mas sai perguntando por aí quantas pessoas conhecem pra vc ver o resultado!!
          De qualquer forma, ainda está nos meus planos fazer uma bateria de vídeos falando sobre absolutamente tudo que eu ganhei na Bienal de Curitiba de 2016! Aí vai ter obscuridade o bastante pra ninguém botar defeito!! haha Aliás, já se inscreveu no canal???

          • Detetive Cômico

            Entendi o seu ponto.
            Não, não me inscrevi no canal ainda, não costumo usar muito YouTube, mas vou me inscrever, peraí

  • Eu

    Vou caçar por aí pra comprar, ler na livraria do Ultra não é tão legal. Hahaha

  • Bruno Messias

    Então… fui ler as edições que o Murilo deixou disponíveis num link aqui na área de comentários (obrigado, Murilo!)… e, cara, que coisa mais massa-véio! A cara dos anos 90 MESMO! Gostei dos personagens que fazem sátira, e o lance do tempo passar em “tempo real” é muito bacana… mas é anos 90 demais pro meu gosto! Só ultraviolência e peitões (nada contra), achei bem datado. Acho que se eu tivesse lido na época, quando era adolescente, teria me amarrado (naquela época eu adorava Gen13).

    Mas valeu pela sensação de viagem no tempo.

    • Então, Bruno! Essa é uma revista bem condizente com o seu tempo! Se você continuar lendo e chegar aos dias de hoje, você não irá se arrepender! Ela é uma das coisas mais “modernas” que eu leio hoje em dia, confia em mim!

  • Amalio Damas

    Mais uma revista sensacional que foi lançada toda picotada por aqui e deveria ter alguém com vontade de publicar essa bagaça. Grande abraço!

    • Sim! Aqui foi publicado até o número 15, depois teve o crossover com o Hellboy (no 37, se eu não me engano) e esse encadernado Unidos, que pega os cento e tanto eu acho. A boa é completar a leitura onlinemente!
      Obrigado pela contribuição aqui na Caverna, Amálio! Desculpa a demora pra responder, não tinha visto seu comentário! Volte mais vezes!! Abs

  • Lucas Araújo

    Bacana a volta da Caverna, Caruso! Já vi você comentando sobre Savage Dragon e tive vontade de ler, pena que nenhuma editora nacional tenha interesse em lançar esse material (talvez por ser muito extenso).

    • Sim! E provavelmente porque o início ficou muito anos 90! Mas, se você tiver as manhas, vale muito ler on-line e chegar aos dias de hoje na leitura! Eu tenho alguns amigos que fizeram isso e não se arrependeram! Hoje dizem que está sempre entre as melhores leituras que eles estão tendo no momento!

  • Victor Silva

    Opa gostei da sua analise não sei se vai lembrar mas você me encontrou na CCXP quinta e pediu pra eu comentar.Bem eu adorei seu post e o paralelo que montou para explicar as referencias aos outros titulos dos quadrinhos como o quarteto e talz , mas o que eu queria pedir se possível era uma guia de publicação um pouquinho mais detalhado para que eu corra atrás, tenho 16 anos não pude correr atras delas na década de 90 por algum motivo ahuahuahau

    • Fala, Victor! Não tinha visto o seu comentário, cara, peço desculpas! Eis aqui o guia:
      Mini série de origem, 1 a 4 (Editora Abril)
      Savage Dragon, revista mensal 1 a 16 (editora abril)
      Savage Dragon 34 e 35 (crossover com Hellboy publicado aqui como mini série pela Pandora Books)
      savage Dragon 139 – 144 (publicado aqui como encadernado “Unidos” pela Mythos.

      Pra ver capas e mais detalhes, só clicar aqui, no Guia dos Quadrinhos:
      http://www.guiadosquadrinhos.com/titulos/savage%20dragon

  • Savage Dragon é bom demais! Uma pena que nunca tenha dado certo por aqui e como dizem que os direitos da Image são caros demais, e é uma série longeva e contínua, as chances do personagem voltar pra cá, são baixíssimas!

    • Fala, Rodrigo, peço desculpas pelo descaso, mas não tinha visto seu comentário por aqui! De tempos em tempos eu faço um passeio pelas colunas mais antigas para ver se perdi algo e eis que eu te encontrei!
      Realmente, as chances do SD serem publicadas aqui são baixíssimas, eu diria até quase nulas: o personagem não é exatamente um campeão de vendas lá fora, então tudo levaria a crer, para um investidor, que também não seria uma fonte de lucros muito boa, no país onde nem Spawn sobreviveu. Maaaas tenho amigos que conseguiram ler a coleção toda digitalmente, com alguma facilidade. Eu não consigo manusear esses aparatos, mas pra quem tem essa habilidade, como essa é a única opção, eu diria “vá em frente!”.

      • Sem galho, meu caro! Realmente é uma pena! Sou maluco pelo personagem e, infelizmente, tenho que acompanhar através de “aparatos” que também não gosto.

  • Raphael Moreira

    Comecei a ler Savage Dragon por sua causa, Caruso! Li a minissérie inicial, e depois passei a acompanhar mais ou menos quando o filho do Dragon começa a ter um papel mais importante na série. Mas pretendo ler os números anteriores. Muito legal! Incrível o Erik Larsen, mantendo o seu trabalho autoral desde o início da Image.

    • Fala, Raphael! Só peguei seu comentário agora, obrigado pelo feedback!
      Leia o restante sim, você não vai se decepcionar! Eu acho que a arte do Larsen ainda estava mais detalhada e cheia de energia no início. Se você já leu as edições mais recentes, capaz de se surpreender com a história desse nobre guerreiro!

  • Gibizão da porra, do tanto que você fala por aí dele resolvi ir atrás, só tinha lido nos anos 90 mesmo. E que parada divertida, acho muito bacana tbm o lance de ser o mesmo cara escrevendo e desenhando até hoje, e o personagem ir envelhecendo aos poucos, construindo família, até me identifiquei com ele quando nasceu o guri lá pela edição 30 hahahah

    Só vejo que muita gente evita ler por aquela cisma (justificada) que tudo que a Image fazia nos anos 90 era lixo, então sempre que posso estou “evangelizando” mais pessoas à lerem o personagem, mesmo que haja dificuldade em encontrar material oficial ou não pra gente aqui na terra de talkei.

    • UOU! Só vi seu comentário agora, Rodrigo! Obrigado por ter vindo até aqui! Fico muito feliz de ter mais alguém na igreja pentecostal do Dragão, pq até então era só eu!
      Que mal lhe pergunte, como você encontrou o material pra ler? On line ou fisicamente? E está em qual edição agora? Abs