Rebobinando #75 | Matrix

Início/Destaques, Leia!, Rebobinando/Rebobinando #75 | Matrix

O ano é 1999. O traje é casual militarizado, couro e sobretudo preto. E você vai precisar de armas. Muitas armas! Há exatos 20 anos, chegava aos cinemas o filme que iria revolucionar e influenciar toda uma década de filmes de ação! Pega seu celular de flip, seus óculos escuros e vem rebobinar Matrix com a gente hoje!

Se a Matrix rodasse em Windows, a humanidade já teria sido vitoriosa há muito tempo…

Antes de mais nada, ok, eu sei que aqui no Brasil o filme só estreou em 21 de Maio do mesmo ano, mas vamos lá né? Como as coisas são produzidas nos E.U. of A., acho válido comemorar a estreia de um dos maiores (senão “O” maior) filmes de ação da década de 90, quiçá dos anos 2000 também! Certamente é melhor do que comemorar certos eventos que também ocorreram em 31 de março e deveriam ficar apenas como nota na história de como não fazer certas coisas. Pois bem, a estreia de Matrix em 31 de março de 1999 é uma boa memória pra se ter. Mesmo a gente aqui em terras brasucas tendo visto o filme dois meses depois.

Lembro bem de como o marketing do filme conseguiu ser instigante mesmo sendo quase insignificante. Não havia muita coisa sobre o filme, além dos habituais outdoors e do trailer ocasional sendo exibido antes de O Troco, Pânico 2, ou ainda 8mm. Tirando também o fato de que a grande expectativa do ano residia na volta de George Lucas e Star Wars às telonas, não havia uma só alma que estivesse verdadeiramente empolgada com “mais um” filme de ação com Keanu Reeves e um par de diretores desconhecidos.

Mr. Anderson, antes de ser picado por um PC radioativo e ganhar poderes!

Somando isso ao tema da história de segredo e conspiração, com figuras sombrias como os engravatados agentes do sistema, e todo aquele papo de “ninguém pode te dizer o que é a Matrix, você precisa ver por si mesmo” também ajudou imensamente na bilheteria, evitando assim uma enxurrada de spoilers que estragariam a experiência de qualquer. Ah sim, e claro que a internet estar engatinhando nessa época também foi um fator considerável na hora de evitar esses spoilers já que o único website disponível sobre o filme www.whatisthematrix.com não apresentava nenhuma resposta, claro. E os sites de notícias nerds eram praticamente inexistentes.

Parece até outro século (quer dizer, e é), mas acho incrível que não houvesse nenhuma fonte de notícias que pudesse estragar tudo o que o filme apresentava. Em questão de poucos anos, já nas sequências, Reloaded e Revolutions, era praticamente impossível escapar de notícias sobre o filme, fotos, clipes, e entrevistas em qualquer veículo de comunicação que se prezasse. O que, pelo menos, acabou estragando parte da minha própria experiência com eles. Hoje em dia eu imagino se seria mesmo possível poder ir a um filme sem saber de nada, sem ver um trailer, uma notícia, um meme ou mesmo um anúncio de brinquedo que não estragasse uma surpresa. TÔ DE OLHO EM VOCÊ ENDGAME!

Hoje em dia, nas redes sociais, é assim que a gente lida com spoiler!

O fato é que Matrix arrebentou a boca do balão. E quase no boca a boca, porque quem foi assistir e entendeu, achou foda e saiu contando para todo mundo! O filme continha uma enxurrada de referências a diversos tipos de histórias embrulhados num pacotão moderno, atual, que foi o sonho molhado da maioria dos alunos de cinema nos anos seguintes. Eu estava entrando do 3º Ano do Ensino Médio e fiquei absolutamente embasbacado com as cenas de ação e os temas. Sendo um consumidor ávido de quadrinhos já há alguns anos, muitas referências foram percebidas, mas outras como o lado mais sci-fi, a filosofia e o universo cyberpunk, tiveram uma janela escancarada na minha frente me fazendo perceber o quanto mais eu precisava ler, ou assistir pra sacar TODAS as nuances. Isso também abriu portas para as minhas primeiras experiências em fóruns de discussão e pelo universo da internet. Pro bem e pro mal, claro. Percebeu algum glitch na Matrix? Algum déjà vu?

Já reparou que o nome dele em português seria “Agente Silva”?

Antes do filme

Dirigido pelas Wachowski, que não eram muito conhecidas na época, a história ganhou o sinal verde da WB basicamente pela audácia das duas na hora de vender o roteiro. Matrix havia entrado num contrato de venda de roteiro para a produtora junto com dois outros filmes, um deles sendo Bound, que foi o primeiro a ser produzido. Com um relativo sucesso, Matrix foi considerado para ser a segunda produção, mas como era potencialmente caro, a Warner estava meio com um pé atrás na hora de aceitar. Somente depois da apresentação de um storyboard de 600 páginas detalhando o filme inteiro plano-a-plano é que o projeto foi pra frente. O storyboard, aliás, foi desenhado pelos artistas Steve Skroce (Homem-Aranha) e Geoff Darrow (Hard Boiled, Big Guy & Rusty the Boy Robot).

Era um sci-fi de ação bacana e, com a escalação de Keanu Reeves para o papel principal, haveria a chance da história lucrar um pouco. Novamente, como o grande lançamento do ano estava nas mãos de Lucas e seu Episódio I, ninguém queria competir diretamente com ele no verão americano e por isso, talvez a história tenha sido lançada no comecinho da primavera de lá. Contudo, se dependesse exclusivamente das diretoras, o filme teria sido bem diferente. Reza a lenda que o ator de preferência para viver Thomas Anderson/Neo era Johnny Depp (afe). Entretanto, o papel foi oferecido aos medalhões da época como Brad Pitt, Val Kilmer e, olha só, Will Smith. Este último, tendo recusado o papel porque preferiu fazer As Loucas Aventuras de James West, aquele mesmo filme que o Kevin Smith faz piada no Q&A que eu mencionei na Rebobinando do Batman (1989). Vivendo e aprendendo, né amigos?

É engraçado como o Will Smith hoje em dia trata toda a situação com bom humor e até fez um vídeo no seu canal do youtube comentando o fato e dizendo que “provavelmente teria estragado Matrix, então no fim, (ele) fez um favor a todos nós”. O curioso é que em ambas as continuações de Matrix, sua esposa, Jada Pinkett-Smith, tem um papel grande como Niobe, o interesse romântico de Morfeu, interpretado por Laurence Fishburne. Acho que todos sabemos quem deve tê-la convencido a aceitar.! Mesmo assim, é engraçado notar que Val Kilmer foi testado tanto para Neo como para Morfeu, além de outras figurinhas mais óbvias como Gary Oldman e Samuel L. Jackson. Além dele, o papel de Agente Smith poderia ter sido um bocado diferente também, já que a primeira opção antes de Hugo Weaving foi o “profissional” Jean Reno. Eu não sei se eu saberia lidar com um agente Smith de sotaque francês falando “oui, oui, rrellô, mistér andêrrrrsòn”.

Com o elenco escolhido, chegou a hora de colocar em prática dois pontos essenciais da história: Filosofia & Porrada! Os atores principais tiveram que ler “Simulacro e Simulação” do filósofo francês Jean Baudrillard, para ter como base e entender do que se tratava a Matrix. Outras leituras foram requeridas, mas em geral de Keanu Reeves, que tratavam de avanços sociais e econômicos, da evolução das máquinas e do ser humano, etc. etc. Com a mente sã, faltava apenas o corpo são e para isso as Wachowski contrataram um famoso coreógrafo de artes marciais e diretor chinês, Yuen Woo-Ping. Diretor de clássicos de ação chineses, ele havia chegado recentemente à Hollywood como coreógrafo de lutas em Máquina Mortífera 4 (1998). Ao trabalhar com o elenco, ele ficou espantado como eles não estavam bem preparados fisicamente para o papel e resolveu adequar os estilos de luta de acordo com a capacidade física de cada ator. Isso gerou estilos únicos de luta para cada um, mas o treinamento intensivo causou problemas físicos para o elenco principal. Hugo Weaving passou por uma cirurgia de quadril, por exemplo. E Keanu teve que passar por uma cirurgia na coluna e ficou sem poder chutar por um tempo, o que acabou refletindo no filme (se você reparar bem, Neo não usa muitos chutes durante suas cenas de luta).

É assim que você sabe qual o mundo real: o mesmo livro na Matrix e no sebo do Oswaldo, na 7 de Setembro.

Vanguarda.

Não sei para o público internacional, mas acredito que para a minha geração o uso de artes marciais na história foi uma boa surpresa, mas não pelo fato das lutas serem sinistramente boas. Eu lembro de me espantar sim em ver Keanu Reeves, um ator que eu achava no mínimo mediano na época, galã de ação de Velocidade Máxima e Caçadores de Emoção, lutando kung-fu. A referência de luta em si, eu já tinha dos Sentais e Tokusatsus que eu assistia quando criança, então, não foi graaande coisa. Imagino que para quem estivesse acostumado a ver o cinema chinês deve ter sido parecido, ok.

A utilização do wire-fu (kung-fu com gente pendurada por cabos) foi revolucionária por si só nos anos que se seguiram. E com o avanço deste tipo de tecnologia usada já há tempos pelo cinema chinês acabou permitindo que outros filmes esperados pelo público pudessem finalmente sair do papel, como Homem-Aranha (2002), por exemplo. Com a coreografia certa, as lutas ficavam mais graciosas e estilosas e é difícil pensar em algum outro filme de ação do período de 2000 que não incluísse, de alguma forma, algum tipo de kung-fu ou manobra aéra que utilizasse os “preceitos” do wire-fu. Chegou até o ponto do absurdo de rolar um filme de Três Mosqueteiros, onde todos lutavam uma espécie de kung-fu com floretes em plena França do século XVII. Sério, clica no link pra ver o trailer, é ridículo!

*insira aqui o tema do peão da casa própria*

Além disso, não poderíamos deixar de falar o bullet time! A técnica inovadora que utilizava câmeras ao redor de uma cena inteira permitindo imagens iradas em slow-motion e com um giro de 360º foi uma das coisas que mais chamou a atenção no mundo inteiro. E com a utilização primorosa da direção doi filme, foi o que “vendeu” a ideia da ação para qualquer pessoa do público logo nos primeiros cinco minutos de filme! A sensação de ver a Trinity de Carrie Ann-Moss saltando e parando em pleno ar antes de cobrir de porrada um grupo de policiais é inesquecível!

Assim como o wire-fu, o bullet time acabou sendo utilizado ad exaustaum por tudo quanto é cineasta e filme de ação meia boca, e hoje já chegou a ser lugar comum até em produções de tevê. Mas assim como Jurassic Park quebrou paradigmas no início da década de 90, Matrix foi a chave de ouro que encerrou o período!

“I’m too sexy for my shirt, too sexy for my guns, and my overcoat, yeaaah…”

Estilo

Não só os avanços técnicos influenciaram toda uma nova geração do cinema, desde diretores até o público. O “estilo Matrix” também foi copiado assim como hoje em dia tentam copiar a ideia de “universo compartilhado” da Marvel. Claro, roupa preta e óculos escuros sempre foram acessórios cool utilizados especialmente por bandidos do cinema. Aplicar este visual aos mocinhos, e colocar os “agentes do sistema” (*wink-wink, nudge-nudge*) como engravatados do FBI foi uma inovação bacana. Quase como uma confirmação das teorias da conspiração! Aquelas de que o governo illuminati está por trás de tudo, mas elevado à décima potência! Com grave consequências filosóficas e existenciais, até!

A partir daí até os filmes de super-heróis sofreram um pouco. Como a moda estava sendo ditada pelo estilo sobretudo preto e roupas de couro, muita gente durante os anos 2000 tinham dificuldade de lidar com personagens que usassem “colante amarelo” nas telonas. Os X-Men durante todos os seus filmes até o reboot de 2011 com First Class, são um exemplo claro da “Síndrome do Couro Preto”. Aí a gente pensa que, pro bem e pro mal, a influência de Matrix na cultura pop em geral foi muito envolvente.

“PÁRA, PÁRA, PÁÁÁÁRA!” – Neo Kléber

Influenciadores e Influenciados

*Ufa* Um dos motivos do sucesso estrondoso de Matrix foi a colcha de retalhos de referências que servem de base para a história. Além dos alunos de cinema e dos professores de filosofia, tinha referência sobrando pra fã de cyberpunk, anime, quadrinhos, cinema chinês, cineasta indie e mais um tantão de coisa.

Além das menções à Baudrillard, há gente que consegue encontrar referências a Platão e o “Mito da Caverna”. O filósofo francês inclusive comentou, antes de morrer em 2007, que não era um grande fã de Matrix, apesar de ter sido convidado para colaborar nas continuações. Em entrevista ele chegou a comentar que “a parte mais embaraçosa deste filme é que o novo problema, apresentado pela simulação, se confunde com o seu tratamento mais clássico, platônico… Matrix certamente é o tipo de filme sobre a matrix que a própria matrix seria capaz de produzir”. Confuso? Claro que sim! Mas não pára aí, a colcha de retalhos ainda consegue incluir o clássico de Lewis Carrol, Alice no País das Maravilhas e até mesmo Os Invisíveis, de Grant Morrison, que obviamente acusou as Wachowski de plágio. Logo quem!

Neuromancer, Escher e Cidade das Sombras. Plágio ou referência? Threat or Menace?

O gênero cyberpunk, tão maltratado pelo cinema na época com filmes de baixo orçamento e enredos risíveis, ganhou fôlego na história de Neo e cia justamente pelas inspirações diretas nos clássicos japoneses como Akira e Ghost in the Shell, que foi uma inspiração direta pra história! Reza a lenda que as Wachowski chegaram para o produtor Joel Silver com uma cópia do OVA de Ghost in the Shell dizendo “nós queremos fazer isso aqui, mas de verdade”. Dessa forma, outras obras do gênero, desta vez literárias, também entraram no balaio de gato das referências e tomaram forma, como Neuromancer de William Gibson (considerado o “pai” do cyberpunk) e as obras de Phillip K. Dick. O próprio Gibson chegou a comentar em seu blog em 2003 que:

“Estava preparado para não gostar de Matrix. (…) Mas gostei bastante. Achei mais parecido com o trabalho de (Phillip K.) Dick do que com o meu, muito embora mais coerente e mais razoável do que a obra dele em geral parece pra mim. (…) (O filme) tem um tema mais agnóstico, coisa que Neuromancer não tem.

O que quer que exista do meu trabalho ali, parece que chegou lá através da mesma osmose cultural da qual eu sempre dependi. Se existe algo de Neuromancer em Matrix, certamente existe algo de Estrelas O Meu Destino e Dhalgren em Neuromancer, e muito mais aliás.”

O que, se você parar para pensar, foi bem isso o que foi feito sim. Até aquele presente momento, no cinema, não se tem ideia de um universo que juntasse tanta filosofia, ficção científica e ação desenfreada como essa produção. Claro, o que não quer dizer que os mesmos temas não tenham sido tratados em outras obras, como animes e quadrinhos, mas daquela forma, naquele momento, Matrix foi uma produção única que só poderia ter saído na época em que saiu. Curiosamente, na virada do século!

Ghost in the Shell e Akira foram grandes influências… Agora, vocês já repararam que a pílula na jaqueta do Kaneda é AZUL E VERMELHA?!?!?!

Tô LendoPontos Fortes
  • Influência. Pro bem e pro mal, claro. Muitas produções de cultura pop depois disso tentaram embarcar na onda e procuraram trazer coisas que fizessem o público pensar um pouco mais além de se divertir. Não era tudo, mas dá pra pinçar obras boas aqui e ali na década de 2000.
  • Animações. Esqueça Reloaded e Revolutions. A continuação com a “alma” da Matrix, se podemos dizer assim, é a antologia de animações Animatrix, produzida pelas criadoras daquele universo em conjunto com figuras tarimbadas da animação japonesa como Mahiro Maeda (Nausicaä, Escaflowne, Evangelion), Shinichiro Watanabe (Cowboy Bebop, Samurai Champloo), Estúdio Madhouse, e Peter Chung (Aeon Flux), só pra citar os mais óbvios.
  • Bullet Time e Wire-Fu. O desenvolvimento dessas técnicas trouxe novas ideias para os estúdios poderem usar e criar suas próprias na hora de produzir filmes mais maneiros. Eu, particularmente, credito boa parte dos filmes de super-heróis serem tratados como “blockbusters sérios” hoje em dia, à Matrix e seus “super-heróis de couro preto e sobretudo”.
Tô LendoPontos Fracos
  • Uso indiscriminado da Tecnologia. Quase como num grande aviso irônico, várias produções (incluindo as continuações) tentaram copiar o que achavam que foi a razão de Matrix ter dado certo e repetiram os usos de bullet time em situações completamente ordinárias. De paródias a giros em 360º sem razão nenhuma (OI, WOLVERINE NA ESTÁTUA DA LIBERDADE), tudo foi tão desgastado que hoje em dia ninguém mais pisca o olho ao ver uma câmera lenta.
  • Continuações. Eu acredito ser um dos poucos que ainda curte Reloaded. Pra mim ele é uma continuação bacana que expande aquele universo apresentado no primeiro filme. O problema é que ele não é um filme em si, que funcione sozinho. Para entendê-lo por completo você precisa assistir Revolutions… que é uma bosta. E aí vai tudo pro buraco. Se você quer uma continuação mais bacana, alinhada com o filme original, Animatrix é a melhor pedida.
  • Festas à Fantasia. Todo mundo passou dez anos indo de Neo em festa à fantasia. Bastava uma roupa de padre e um par de óculos escuros.

Bem vindo, ao deserto da seção de comentários do G1…

No fim, Matrix cresceu além de suas amarras e praticamente criou vida própria. Lembro bem de, entre 1999 e 2003, ficar enlouquecido buscando mais informações sobre o filme. Por volta do lançamento de Reloaded a internet toda estava em polvorosa tentando descobrir como seria o filme e rolou um faniquito geral no estilo de Star Wars Episódio I. Só que diferentemente da saga Skywalker, essa eu tinha acompanhado desde a concepção! Com o lançamento de Animatrix, eu tive a minha primeira experiência com baixar e assistir vídeos da internet, já que os DVDs não chegariam tão cedo ao Brasil e o primeiro curta tinha ligação direta com a continuação.

Nos fóruns e seções de comentários de páginas de, ahem, “nerds jovens” foram incontáveis horas de discussão e teorias das mais infundadas sobre os filmes (sdds teoria RGB). Além disso, na própria página oficial foram publicados contos no universo de Matrix que sugeririam o nascimento de um novo Universo Expandido que infelizmente não foi pra frente. Os contos não estão mais disponíveis no site oficial, mas eles foram adaptados depois para quadrinhos e você pode encontrá-los aqui (ou pelo menos as referências para poder ler em outro lugar). O meu conto favorito é “Goliath”, do Neil Gaiman. O conto, esse sim, você pode ler aqui! E é mucho loco, como só o Gaiman sabe fazer!

Por fim, fica a pergunta. Onde você estava quando Matrix estreou? Você chegou a ver nos cinemas? Ficou sem palavras com o bullet time? Percebeu algum glitch na Matrix? Algum déjà vu?

Matrix vale cinco coelhos brancos! 🐇🐇🐇🐇🐇

Kadu Castro

Por: Kadu Castro

Quadrinista, criador do “Escalafobético, O Ornitorrinco” ( e ainda esperando o sucesso). Professor de Inglês. Fã de quadrinhos. Aprendeu a desenhar vendo o Jim Lee, mas é fã mesmo do Scott McCloud. Acessórios vendidos separadamente. Não inclui pilhas.

2019-04-01T21:04:38+00:00 1 de abril de 2019|6 Comentários
  • Tulio Queto

    Engraçado que eu lembro bem do Matrix, assisti no antigo cinema do Shopping Tijuca. Me lembro de muita gente reclamando que não tinha final enquanto achava o final estonteante (e se não tivesse continuação, tudo certo). Esperei Reloaded desesperadamente e refutei algumas teorias da Matrix dentro da matrix que rolou na época, mas fiquei desapontado pois exageraram nas lutas e mataram boa parte da filosofia do primeiro, mesmo assim, concordo contigo, o problema do Reloaded é o Revolution que achei até a concepção genial, mas o filme e história uma bosta. Valeu a leitura e a volta a 1999.

    • Eu assisti no antigo cinema do Barrashopping, onde hoje é a Fast Shop, acho. Fui com um colega do colégio e estávamos ansiosos com a história toda do “que é a matrix”, que “ninguém podia falar, só ver pra entender”. E achei o filme fantástico! Porém, ao sairmos da sala de cinema, meu amigo vira pra mim e pergunta “mas então, o que é a Matrix”? Eu quase tive uma síncope! hahahahahha

  • Ricardo Varotto

    Já tinha 27 anos quando estreou por aqui, e gostei muito. Foi meu primeiro DVD de filme, que comprei antes de ter o DVD player. Na verdade, comprei o filme no supermercado e consegui ficar uns trinta minutos depois de chegar em casa até decidir comprar o player pela Internet. E não foi só a virada do século, foi a virada do milênio. As continuações foram caindo de qualidade até o Revolutions, que acho bem fraco.

    • Certamente. Que gosto muito de Animatrix, no entanto. E Reloaded eu acho legal, mas concordo que Revolutions é o mais fraco, sem sombra de dúvida.

  • Cara, eu vi no cinema e fiquei muito impactado. A filosofia eu já conhecia por alto, pq já tinha 26 anos e era formado em Comunicação. Mas nunca tinha imaginado um filme de ação tocando nesses temas. E as lutas mexeram tanto comigo que resolvi entrar no kung-fu. Na primeira aula o professor me perguntou, com tom reprovador, se eu tinha buscado o kung-fu por causa de Matrix. Fiquei com vergonha de admiti e neguei.

    • Hahah. Quem nunca pensou em fazer Kung fu depois de Matrix? Eu quase fiz aula de kendô depois que comecei a ler Rurouni Kenshin! 😂😜