Rebobinando #67 | Caverna do Dragão

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Imagina que você vai com os seus amigos a um parque de diversões. Aí imagina que tem um brinquedo maneiraço lá com uma fila enorme. Aí imagina também que dentro desse brinquedo você acaba sendo transportado para um mundo mágico cheio de perigos e o primeiro encontro aleatório que você tem é com um gigantesco dragão de cinco cabeças! Perfeito! Agora rola iniciativa, porque hoje nós vamos rebobinar a Caverna do Dragão!

Que estranho… então esta é a… Terra das Reprises?

Como muitos que nasceram em 1980 e foram crianças nessa década, assistindo os muitos programas infantis que dominavam as manhãs da televisão brasileira, eu fui um desses que simplesmente ficou apaixonado por Caverna do Dragão! Era um desenho bacana, com gente o suficiente para você se identificar e brincar com os amigos na hora do recreio. Tinha sempre quem queria ser o Hank, ou a Sheila, ou até mesmo o Eric (eu curtia ser o Presto!). Além disso, ele tinha um tipo de aventura que não fazia muito parte dos desenhos de praxe na tv da época. Eu não entendia bem o porquê dele ser diferente, e só fui descobrir depois de velho, claro. Era porque o desenho estava bem a frente de seu tempo, na verdade. Não com relação à animação, essa era bem parecida com os outros, mas no roteiro! Esse foi o grande diferencial que, acredito, deixou a série na memória de tantos brasileiros até hoje!

Estreando aqui no Brasil em 1986 no Xou da Xuxa, o desenho foi lançado originalmente nos EUA em 1983. Tendo apenas três temporadas de 13, 8 e 6 episódios cada, ele acabou cancelado em 1985 por uma série de razões. Entre elas de que o desenho era “adulto” demais, além da saída forçada de um dos criadores do jogo Dungeons & Dragons da empresa, Gary Gygax. Isso tudo levou a emissora CBS e a Marvel (produtora do desenho) a não renovarem a série para uma quarta temporada. Aqui no Brasil, as duas primeiras temporadas do desenho foi reprisado ad infinitum, até que a terceira finalmente chegasse em 1994 na saudosa TV Colosso. Nesse ponto, muitos de nós já estavam interessados em outras coisas e pode ser que os “novos” episódios tenham passado batido pela maioria.

Qual a velocidade de uma andorinha sem carga, meus jovens?

Rolem os dados

Não é segredo para ninguém que Caverna do Dragão foi baseado no famoso jogo de interpretação Dungeons & Dragons (Masmorras & Dragões, numa tradução livre), criado por Gary Gygax e Dave Ameson nos anos 70. Nos anos 80, mais especificamente em 1983, a tevê americana estava iniciando uma espécie de “Era Dourada” dos desenhos animados. No mesmo ano estreava He-Man e os Mestres do Universo e nos anos seguintes veríamos, entre outras coisas, Thundercats, She-Ra e Silverhawks… Nada mais justo que alguém achasse uma boa ideia levar um livro-jogo de aventuras super-famoso para a televisão.

O desenho animado tinha por trás um grupo de jovens autores que viriam a ficar muito famosos no mundo dos desenhos e, claro, dos quadrinhos também! Como Steve Gerber (criador de Howard, o Pato), Buzz Dixon (que escreveria também para inúmeros outros desenhos, como Comandos em Ação, Transformers e Tiny Toons) e Paul Dini (um dos responsáveis pela revolução do universo animado da DC Comics nos anos 90). Além de ser desenvolvido por ninguém menos que Mark Evanier, co-autor de Groo, o Andarilho. O famoso “episódio perdido” foi escrito por Michael Reaves que anos depois ganharia o Emmy pelo episódio “Coração Gelado”, que repaginava o personagem do Mr. Freeze para Batman: The Animated Series. Mas mais sobre ele daqui a pouco.

Batman em Caverna do Dragão? É porque Paul Dini trabalhou com Michael Reaves que trabalharam em Batman que foi o Michael Keton que teve uma ponta em “Ela Vai Ter Um Bebê” com… KEVIN BACON!

Tudo isso para mostrar que a série tinha lá seus quilates no roteiro e que isso refletiu diretamente no amor de muita gente por ele. Não fugiam de tópicos meio problemáticos como no episódio “O Cemitério dos Dragões”, onde as crianças ponderam se devem ou não MATAR O VINGADOR para poder voltarem para casa. Esse foi um dos episódios, inclusive, que teve problemas com a censura nos EUA, mas que de alguma forma acabou indo ao ar. Por conta disso, a produção teve que ceder em vários pontos para a Associação de Pais dos EUA (a mesma que impedia o He-Man de usar a espada), tipo transformar o Eric num personagem chato de galocha e reclamão para mostrar às crianças que “as decisões do grupo estão sempre certas e quem reclama está sempre errado”.

Que estranho… então esta é a… Terra das Reprises?

O Vingador também era um tipo de vilão perigoso, sem aquele tom de comédia que era normal na maioria dos desenhos, tipo o Esqueleto ou o Hordak. Por muitas vezes a sensação de ameaça era grande e que as crianças estavam enfrentando algo muito acima do nível delas! Era preciso muita astúcia e sorte para derrotarem o vilão e muitas vezes isso significava irritar alguém de poder maior, como o dragão Tiamat.

Presto, Eric, Sheila, Diana, Bobby e Hank. O Sexteto Sinistro do D&D!

A Folha de Personagens

Com seis personagens principais, o desenho adaptava as diferentes classes de heróis presentes no D&D original. Além claro, da figura do Mestre do Jogo.

  • Hank, o Arqueiro. Líder nato e o mais velho de todos (15 anos), Hank usava como arma um arco que produzia flechas de energia sólida que poderiam ser usadas para formar laços, escadas, e o que mais o roteiro precisasse na hora. No Brasil, foi dublado por Ricardo Schnetzer, que faz as vozes de Richard Gere, Tom Cruise, Nicolas Cage, entre outros.
  • Eric, o Cavaleiro. Também com 15 anos, Eric era o alívio cômico do desenho, assim como o Presto. Dotado de um escudo que projetava campos de força impenetráveis, Eric às vezes demonstrava caráter e coragem nos momentos mais difíceis. No Brasil, foi dublado por Mario Jorge, que faz as vozes de Eddie Murphy, do Gorpo e do Gilmar, da TV Colosso.
  • Diana, a Acrobata. Com 14 anos, ela era a “segunda em comando” quando Hank não estava por perto. Decidida e corajosa, ela era uma atleta de nível olímpico e tinha como arma um bastão mágico que aumentava e diminuia de tamanho. No Brasil, foi dublada por Mônica Rossi, que faz as vozes de Cameron Diaz, Teri Hatcher em Lois & Clark e Lois Lane nos desenhos da Liga da Justiça.
  • Presto, o Mago. Pouca gente sabe, mas o nome deste garoto de 14 anos na verdade é Albert. Inseguro e desajeitado, Presto ganhou como arma um chapéu mágico. Muitas vezes ele é o alívio cômico da série ao lado de Eric, mas diferentemente do amigo ele tem um bom coração. Suas magias em geral falham, mas sempre parecem dar certo na hora H! No Brasil ele foi dublado por Nizo Neto, dublador do Matthew Broderick, do Willycat em Thundercats, e do cachorro Dug em Up – Altas Aventuras.
  • Sheila, a Ladina. A paixão de todos os garotos de 8 a 10 anos. Sheila tinha 13 anos no desenho animado e era irmã de Bobby. Tímida e também um pouco insegura, ela geralmente mostrava bravura quando seus amigos, em especial seu irmão, estavam em perigo. Ela tem uma capa mágica que a permitia ficar invisível. Uma curiosidade bacana da série original era que o Mestre dos Magos sempre se referia às crianças pela sua classe e não pelo nome, à exceção de Sheila. Porque pegava meio mal chamá-la de “thief”” (ladra) no desenho. No Brasil ela foi dublada por Marlene Costa, que também dublou a Felina de She-Ra e a Profa. Elena de Carrossel.
  • Bobby, o Bárbaro. Esquentadinho e metido a corajoso, Bobby era o mais novo da turma, com apenas 8 anos. Durante o desenho, ele faz nove anos e tem um episódio onde comemoram o aniversário dele. Sua arma é um tacape mágico que aumenta sua força e pode derrubar paredes, destruir rochas enormes e causar terremotos. Ao chegar no mundo de fantasia, ele faz amizade com a unicórnio Uni, que era fofinha, mas causou muitos ataques de raiva nos fãs por ser um dos constantes motivos que impediam volta das crianças para o seu mundo. No Brasil, foi dublado por Henrique Ogalla, que também dublou o Brandon de Barrados no Baile, o Castor Bingo em Nossa Turma (Get Along Gang) e o Robin do seriado do Batman de 66.
  • Mestre dos Magos. No original chamado de Dungeon Master, o Mestre dos Magos na verdade representava a figura do “Mestre” de RPG, a pessoa que “cria” o jogo e desenvolve e guia a aventura para que os outros joguem. Ele era o responsável por dar as missões da turma, sempre com a promessa de que consigam voltar para casa. No Brasil foi dublado por Ionei Silva, que também dublou os personagens Tutubarão e o Imperador Palpatine em O Retorno de Jedi.

A Rainha dos Dragões, Tiamat. E o Vingador, com suas pernas fortes, que carregam o seu cavalo (que não tem asas) quando voa.

Os vilões:

  • Vingador. O grande vilão da série, sempre atrás das crianças para roubar seus artefatos mágicos e aumentar o seu poder. Desta forma ele pode destruir a única força maior que a sua, o Dragão Tiamat, e conquistar o mundo! Vingador é uma figura maligna, mas no decorrer da série algumas pistas dão a entender que ele foi bom algum dia e que foi corrompido por algum poder maior. As respostas são dadas apenas no “episódio secreto” da série, que jamais foi filmado. No Brasil ele foi dublado pelo eterno Orlando Drummond, o inesquecível Scooby-Doo, Popeye, Puro Osso e toneladas de outros personagens!
  • Tiamat. A única força maior que mete medo no Vingador, Tiamat na verdade é uma “DRAGOA”. Dotada de cinco cabeças, cada uma com um poder diferente, ela é praticamente uma força da natureza. As crianças cruzaram o seu caminho algumas vezes e, apesar de terem lutado um contra os outros, a birra do dragão é mesmo com o demônio mono-chifrudo. Suas cinco cabeças são: A principal, vermelha, que cospe fogo. Uma cabeça branca que cospe gelo, uma verde que cospe gás venenoso, uma azul que cospe relâmpagos e uma preta que cospe ácido! Eca. No Brasil ninguém sabia que ela era fêmea e quem a dublou foi Amaury Costa, que foi um dos pinguins em O Mundo de Beakman, o cachorro Astor em Jetsons, e o Dino em Flintstones, e também o Comandante Walsh em Galaxy Rangers.

Os “title cards” do desenho eram maneiríssimos. Este é o de “O Cemitério dos Dragões”, um dos episódios do roteirista do “episódio final” da série.

O Episódio Perdido

O desenho, como de praxe nos anos 80, foi produzido de forma que pudesse ser reprisado em qualquer ordem por quanto tempo fosse. Os episódios eram fechados e contavam uma história com início meio e fim. Tanto que o primeiro episódio, “A Noite Sem Amanhã”, já começa com a galera no meio do deserto num random encounter com um Tiamat de nível alto! Todo o backstory necessário se dá nos poucos segundos da abertura, que não tem música nem nada. Só mostra a garotada entrando na montanha russa e caindo no mundo de D&D já fantasiados e ganhando as armas.

Como as temporadas foram ganhando cada vez menos episódios, já havia uma certa desconfiança de que o desenho seria cancelado. Por essas e outras, um dos roteiristas da série entregou um roteiro que “terminava” parte da história, mas deixava algumas partes em aberto, caso uma quarta temporada fosse anunciada. Muita gente nos primórdios da internet diziam que havia um  “final perdido” que havia sido gravado, mas nunca exibido. Outros diziam que havia um “roteiro secreto” jamais aprovado, que dizia que as crianças haviam morrido e estavam no Inferno! (acho até que o seriado The Bad Place veio daí, viu?)

Maravilhosa arte do desenho pelas mãos do talentosíssimo Bill Sienkiewicz.

Michael Reaves, o roteirista que eu mencionei anteriormente, respondeu em seu próprio site (agora desativado) há alguns anos que a idéia de um final onde as crianças estariam na verdade mortas era um absurdo. Ele ainda complementou que:

Se você parar para pensar, é obvio que tal episódio não existe. Caverna do Dragão foi um programa muito sombrio, muito a frente de seu tempo – tipo um Gargoyles dos anos 80 – e boa parte do crédito vai para Judy Price, que era a presidente da Programação Infantil da emissora CBS. Ela aproveitou a chance de exibir o nosso desenho e não colocar mais uma cópia safada de Ursinhos Carinhosos no ar. Nós levamos o programa até os limites da época, como por exemplo o episódio “O Cemitério dos Dragões” (o sétimo episódio da segunda temporada, que eu escrevi), onde as crianças contemplam a possibilidade de matar o Vingador para poderem voltar para casa. Isso causou uma guerra com a emissora. As chances de um episódio com um enredo desses passar eram – e ainda são – tão grandes quanto o Superman cheirar pó de kriptonita!

Mas eu sei que só falar isso não vai ser o suficiente para acabar com os boatos. Então eu resolvi colocar evidências, ao invés de só explicar. Aqui está “Requiem”, o misterioso e tão-falado episódio final de Caverna do Dragão – é o primeiro rascunho, que eu entreguei em 18 de maio de 19985. Espero que ele atenda as suas expectativas. Se sim, fico feliz. Se não, minhas desculpas – mas por favor, tenha em mente o mantra que me serviu muito bem há muitos anos: “É só televisão”.

E é isso. Se você é daqueles que ainda não leu o tão falado roteiro, você pode baixá-lo aqui (em inglês apenas, sorry).

Que estranho… então esta é a… Terra das Reprises?

Tô LendoPontos Fortes
  • Histórias instigantes. Tem muitos episódios bons. Muitos mesmo. Se você perguntar para qualquer um que curtia o desenho antigamente, com certeza essa pessoa vai poder te contar por inteiro um ou dois episódios.
  • Se sustenta. A animação pode ser meio qualquer coisa em alguns momentos, como também era comum na época, mas é muito boa no geral. E, novamente, os roteiros são muito bons! Vale mostrar pra garota que curte boas histórias hoje em dia!
  • Disponibilidade. Tem coletâneas de DVD em português e inglês. Tem no youtube também, todos os episódios disponíveis. Também em inglês e português. Divirta-se!
Tô LendoPontos Meh
  • Não tem final. Heh.
  • É antigo. Apesar de se sustentar, como eu disse antes, fico com a impressão de que algumas crianças de hoje em dia estão acostumadas com desenhos repletos de ação a todo instante e mais curtos (cerca de 11 minutos, mais ou menos). Então os moldes de desenhos antigos, mais longos (22 a 24 minutos), com mais momentos de respiro entre a ação, podem parecer mais entediantes pra molecada atual.

“Mas Papai, você não entende! Eu sou gótico!” “Meu filho, você tem mais de 40! Essa roupa tá ridícula!” “Afe, pai!”

Caverna do Dragão era um grande desenho. Rever algumas coisas para a coluna de hoje foi uma viagem! Você pode curtir vendo todos os episódios aqui, ó. E o tal Cemitério dos Dragões, está lá por 6:10:00.

Caverna do Dragão vale com certeza cinco rebobinandos! 📼📼📼📼📼

Kadu Castro

Por: Kadu Castro

Quadrinista, criador do “Escalafobético, O Ornitorrinco” ( e ainda esperando o sucesso). Professor de Inglês. Fã de quadrinhos. Aprendeu a desenhar vendo o Jim Lee, mas é fã mesmo do Scott McCloud. Acessórios vendidos separadamente. Não inclui pilhas.

2019-01-28T11:18:15+00:00 28 de janeiro de 2019|14 Comentários
  • Tem um errinho aí na tradução do texto do Michael Reaves: o ano, tá 19985.

    Excelente texto, aliás. E o final teve uma versão em quadrinhos “não oficial” adaptando o roteiro: https://www.sedentario.org/internet/final-caverna-dragao-quadrinhos-67843

    • Opa, valeu. O ano é 1985. Viu corrigir, lá.

      Fiquei sabendo dessa adaptação também, mas acabei esquecendo de mencioná-la na coluna. Que bom que vc colocou aqui. 😉

  • Jean Carlos

    Com certeza esse foi o melhor desenho que eu assisti na minha infância e vale sim 5 rebobinadas, meu sonho sempre foi uma adaptação para filme.

    • Nossa, eu tb. Sempre quis uma adaptação específica do desenho animado, pq teve um filme de Dungeons & Dragons HORROROSO há alguns anos. Vai rolar uma outra adaptação, mas acho que tb não vai ter nada a ver com o desenho.

  • Ricardo Varotto

    Boa rebobinada. Eu não era exatamente mais criança quando o desenho estreou por aqui, mas sempre gostei e realmente acho que ele ainda se sustenta.

    • Acabei vendo uns três ou quatro episódios antes de escrever a coluna simplesmente pq eu ficava investido demais na história para poder largar. Hahaha.

  • Boa Kadu!! Obrigado pelas lembranças desse desenho!

  • Luan Frainer

    Primeira coisa, como aquele unicórnio era chaaaatoooo. Desculpe pelo desabafo. Amava caverna do dragão, curioso q quando criança parecia q o desenho tinha uns 100 episódios (minha sensação era essa), como eu dava risada com o Presto e o Eric. Realmente era um desenho a frente do seu tempo. Sempre gostei da teoria do episódio final seria revelado q eles estavam no inferno pq, não faz muito sentido, há não ser q o objetivo deles fosse traumatizar todas as crianças do planeta.
    P.S. O mestre dos magos era um cuzão.

    • Pois é muita gente veio me perguntar se era sério esse lance dos poucos episódios pq parece mentira, né? A gente assistia tanto e parecia tudo novo!

      Eu acho que essa teoria do inferno foi criada por alguém que não soube lidar muito bem com a falta de final e resolveu estragar pra todo mundo, hehehe.

      E sim, tanto o Mestre dos Magos quanto Uni só vieram pra complicar a vida das crianças. Segundo a minha avó “se tivessem ficado em casa, nada disso tinha acontecido”.

  • Leonardo Vieira

    Que foda, muito obrigado Kadu Castro por rebobinar esse clássico, Como eu brinquei de Caverna do Dragão no meu quintal (bem mineiro isso). O cenário era perfeito (ao menos na minha imaginação), cheio de árvores e cacarecos velhos, e um vira latas que eu amava, que fazia com maestria o papel de Tiamat (que pra mim sempre será um “dragão”). Minha irmã era a Sheila e eu, na maioria das vezes, o Erik. o Vingador era minha mãe, sempre que ela vinha nos dar bronca porque estávamos exagerando na bagunça, não saímos da personagem e corríamos dela chamando-a de Vingador, ela óbvio, nunca soube disso, e mesmo que soubesse nem saberia do que se tratava. Anos 80, que saudade!

    • Hahahaha! Que sensacional! Quintal é realmente um terreno mágico para uma imaginação fértil. Também tive um e aproveitei bastante, hehehe!

  • Bruno Messias

    “Andorinha africana ou europeia, Mestre dos Magos?”

    Acho que não existe ninguém de nossa geração que não curta esse desenho. Claro que assisti a todos os episódios, mas… Escondido! Minha família é religiosa e personagens como o Demonio das Sombras e Demodragão faziam com que o desenho fosse proibido lá em casa.

    Eu curtia muito o Eric! Era o personagem mais coerente de todos! Vai dizer que as reclamações dele eram injustificadas? O cara prova seu valor quando virá Mestre dos Magos por um dia (e até quando virá fera do pântano).

    Só nunca entendi uma coisa: existe uma classe “acrobata” no D&D? Acho que mesmo o monge só apareceu bem depois…

    • Hahaha. Alguém notou a referência!

      Eu sei como é esse lance de ver desenhos escondidos. Minha mãe odiava Cavaleiros do Zodíaco! Eu sempre tinha que dar um jeito de ver sem ela notar.

      E pô, o Eric era a pessoa mais pé no chão, é verdade. Mas ele tb era meio metido a besta, né? Acho que por isso muita gente reclamava dele.

      Eu tb me pergunto sobre essa classe acrobata. Mas tudo o que eu li em inglês definia a Diana como “acrobat”, só em português que eu vi as referências sobre “amazona”.