Ele veio do inferno com a cara deformada! Ele é um herói que não dá segundas chances pros seus inimigos! Ele tem um uniforme com dois quilômetros de capa! Como ele se movimenta? Não sei, mas vem comigo rebobinar a cria do inferno! Hoje a Rebobinando é sobre Spawn.

Criador e criatura. McFarlane e a Cria do Inferno. Tio Todd é o capeta?

Não dá para falar de Spawn sem mencionar antes o seu criador, o desenhista Todd McFarlane (que para todos os efeitos eu costumo chamar de “Tio Todd”). Em primeiro lugar porque acho que é difícil entender o impacto cultural da Cria do Inferno durante os anos 1990 sem entendermos primeiro o impacto cultural de McFarlane e seus amigos no mercado de quadrinhos norte-americano desse mesmo período.

Em 1992 eu era um reles menino de 10 anos de idade e tinha recém-começado a ler gibis de heróis, justamente com A Teia do Aranha e O Homem-Aranha, da Editora Abril Jovem. O personagem em si já era empolgante o suficiente para me entreter e capturar a minha atenção infanto-juvenil, mas com o habitual gap da editora brasileira, que publicava os gibis aqui com até 4 anos de diferença, foi nessa época mais ou menos que comecei a ter contato com a arte de Todd McFarlane nos gibis do Cabeça-de-Teia. Claro, o Tio Todd já trabalhava com o herói desde 1988 nos EUA, mas aqui a primeira edição dele saiu só em fevereiro de 1992!!! (obrigado, Guia dos Quadrinhos!)

“Com os espetaculares desenhos de Todd McFarlane!”

No entanto, alguns fãs já conheciam sua arte desde as histórias do Hulk Cinza e de alguns heróis da DC Comics que saíram aqui no Brasil desde 1988 também. Entre os mais famosos temos o controverso Batman Ano 2, e algumas edições da minissérie Invasão! Mas já nesse período sua arte chamava a atenção dos leitores por fugir um pouco dos padrões das duas maiores editoras de quadrinhos da época. Porém, por causa do atraso de publicações entre os EUA e o Brasil, quando começamos a notar por aqui uma melhora no seu estilo de desenhar (além, é claro, das mudanças estilísticas que ele acabou implementanto também), lá nos States ele já tinha  saído da Marvel com seus amigos para bancar a maior empreitada do mercado editorial americano: A Image Comics.

Um bando de garotos, né? Nenhuma ruga, todo mundo com cabelo, até o Larsen!

IMAGEM X CONTEÚDO

Talvez o nome da editora seja muito mais irônico do que podemos imaginar. McFarlane sempre se declarou ser um cara focado e vidrado em “imagem”, em como transformar algo que parecia chato e estático em algo muito mais dinâmico e talvez até cinematográfico dentro das páginas que desenhava. Ele, como muitos de nós, pegou seu primeiro quadrinho ali nas portas da adolescência e ficou fascinado com o tipo de arte que usavam para contar histórias. Em suas entrevistas, ele já detalhou diversas vezes como comprava gibis aos borbotões para copiar, desenhar, analisar e fazer os mesmos desenhos de novo, e de novo, e de novo até ficarem bons.

Mas curiosamente, ele sabia que não era tão bom quanto os grandes da sua época (isso ali por volta dos 16 anos, no finalzinho da década de 1970), então o seu objetivo foi tentar desenhar melhor do que a galera “mais ou menos” que já estava trabalhando e perturbar os editores sem descanso até que lhe dessem uma chance! Seu primeiro trabalho foi para a segunda história de um gibi chamado Coyote da Epic Comics e, já nessas páginas, podemos notar que ele entrou com vontade de quebrar paradigmas, em especial na quadrinização. Segundo ele próprio, sua vontade era deixar as coisas “mais sexy”, “mais dinâmicas” e o seu diploma em design lhe dava um certo amparo acadêmico na hora de modernizar o visual dos quadrinhos… mas não por querer ser revolucionário pura e simples, nada disso. McFarlane só queria fazer algo que ele achava mais “legal”, simples assim.

Olha o jeito que ele já diagramava a página no primeiro trabalho oficial dele!

Mas essa “quebração” de paradigmas foi o que gerou muitos problemas para ele. Aos poucos, quando ele começou a trabalhar para as editoras maiores (a Marvel em especial), seu estilo foi fugindo cada vez mais do método de desenho da casa e, com isso, passou a atrair mais leitores. Mas ao mesmo tempo, também atraiu a raiva dos editores, única e exclusivamente por “fugir do padrão”. As pessoas achavam impressionante a capacidade do Todd em “modernizar” o Aranha com suas poses, a teia espaguete, o cabelo encaracolado da MJ, etc. etc., mas ele mesmo sabia que não estava fazendo nada de muito óbvio. Para o seu estilo, era muito natural trazer o herói para os anos 1990 e parar de desenhar “imitando” o estilo do John Romita dos anos 1970. E aí quando os leitores perceberam isso, não tinha mais volta.

Ali por volta de 1992 os sete fundadores da Image Comics eram os principais artistas responsáveis por 44 dos 50 dos gibis publicados pela Casa das Ideias. Homem-Aranha #1, X-Force  #1 e X-Men #1 foram respectivamente os maiores sucessos de vendas da história do mercado de quadrinhos daquela década, com respectivamente 2,5 milhões, 5 milhões e 8 milhões de cópias vendidas. Ok que houve uma certa especulação financeira e uma estratégia de marketing envolvendo as famigeradas capas variantes, mas ainda assim… E com essa bala na agulha, os artistas queriam mais liberdade de criar sua arte e seus personagens sem ter que precisar se sujeitar às burocracias de uma grande editora. O passo mais lógico, foi fundarem a sua própria.

Tantos heróis… Tantas pochetes…

E assim surgiu a Image e com ela um número enorme de gibis novos, mais modernos, mais dinâmicos, produzidos por seus próprios criadores que podiam fazer deles versões “melhores” do que os heróis com mais de 30, 40 ou 50 anos de idade. Gibis como Wild C.A.T.s, Cyberforce, Youngblood, Savage Dragon e o próprio Spawn foram sucessos absolutos de venda em maior ou menor grau. Com o passar dos anos, o fogo da novidade baixou, mas a Image continuou sendo uma espécie de porto seguro para artistas e criadores trazerem seus personagens para publicação, funcionando mais como uma “cooperativa de desenhistas” do que como uma editora em si. Das equipes originais, no entanto, poucas ficaram. Rob Liefeld saiu da editora pouco tempo depois e Jim Lee voltou para a DC Comics como diretor de criação em 2018 e depois como editor-chefe da editora em 2020. Já Erik Larsen e seu Savage Dragon continuam firmes e fortes; McFarlane e o Spawn passaram por alguns altos e baixos, mas continuam juntos já passando da casa das 300 edições. Além disso, o gibi comemora 30 anos agora em junho de 2022. 

O estigma de ser uma editora “só de imagem, sem conteúdo” que muitos críticos apontaram no início foi sumindo aos poucos, e hoje em dia ela é o lar de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica tanto nos quadrinhos, quanto na TV e no cinema. Basta olhar o sucesso de obras como a imortal The Walking Dead, ou ainda as continuações de Kick-Ass, a saga de (err) Saga, ou a violenta e divertida Invincible. Todas são revistas que valem bastante a pena investir um tempo para ler, mesmo diante da quantidade homérica de edições publicadas. Que o dia o próprio Caruso que lê Dragon até hoje!

E tem muito mais coisa boa (e talvez coisas ruins em igual número).

A CRIA DO INFERNO

Se a Image foi a revolução visual dos gibis nos anos 1990, o seu mascote sem sombra de dúvida foi o tenente-coronel Al Simmons, mais conhecido como a cria do inferno, Spawn. O nome inglês, significa exatamente isso: “cria, prole”, ou mais especificamente neste caso “filho”. Metaforicamente falando, o Spawn é bem isso mesmo, o “filho dos anos 1990”. Tudo porque, além do visual maneiro, ele representava bem a década do estilo sujo e sombrio que se espalhou por todas as revistas. O herói era um mercenário/assassino que trabalhava para o governo, mas que foi traído e assassinado a mando do seu próprio chefe e mentor. Ao morrer, ele obviamente é lançado às chamas do inferno, mas faz um pacto com o demo para retornar à vida. O problema foram as letras miúdas do contrato… e Al retorna totalmente desfigurado, mas dotado de superpoderes e um uniforme simbiótico com a missão de enviar mais almas ao inferno, ao matar os bandidos como um super-herói.

Pela trama, ele parece ter sido criado por um garoto de 15 anos. E foi. 

Quem nunca, né? Eu mesmo tenho pastas e pastas com heróis rabiscados como o Tio Todd.

Ao formar a Image, cada um dos artistas envolvidos resolveu criar o seu próprio projeto de super-heróis e Todd McFarlane foi lá em 1977, quando ainda era um adolescente para ressuscitar o herói que tinha criado. Originalmente, Spawn seria um alienígena, mas depois de trabalhar em tantos gibis e de ver tantos heróis e vilões (e de criar alguns heróis e vilões que viriam a se tornar clássicos), o Tio Todd resolveu mudar a origem e deixá-lo um pouco mais casca-grossa. Com isso, em vez de vir dos céus, ele viria das entranhas da terra do fogo e do enxofre, disposto a fazer aquilo que a maioria dos heróis “caretas” não era capaz de fazer.

Como seu forte não eram os roteiros (e McFarlane sabia disso) as primeiras edições de Spawn, contaram com a presença de grandes nomes do mercado como Frank Miller, Alan Moore, Dave Sim e Neil Gaiman. Os dois últimos viriam a dar uma dor de cabeça sem tamanho ao personagem e seu criador, após disputas sobre direitos de personagens e outras encrencas jurídicas. Chega a ser até irônico que uma editora que pregava a liberdade de criação e que os criadores teriam os direitos dos seus personagens, de repente se visse na justiça brigando pelos direitos de personagens co-criados com outros. Enfim. Essa é uma mancha no currículo do Tio Todd difícil de sair.

Violador, Angela e Capela. Personagens originais e os co-criados. Quem é dono de quem?

Ainda assim, o personagem seguiu com bastante força até o fim dos anos 1990. Mesmo com as vendas dos gibis não sendo iguais aos primeiros meses, porque os roteiros não levavam basicamente a lugar nenhum e nada de significativo acontecia, essas colaborações com outros autores traziam um novo gás. Em geral, eu sou da opinião que o Todd McFarlane funciona quase como o George Lucas: ambos possuem uma história boa, com uma premissa boa que pode ir a vários lugares, mas que funcionam muito melhor na mão de outras pessoas (TÔ OLHANDO PRA VOCÊ TRILOGIA PREQUEL). Ainda assim, quando Spawn #1 estreou aqui em 1996, eu fiquei V-I-D-R-A-D-O com as histórias! Uma delas até hoje segue sendo um MdMoments meu, com a morte de Billy Kincaid ao final da edição #5. E com a conclusão da história do personagem pela mão do mago comunista Alan Moore na edição #8. Foram dois mindfucks gigantes na cabeça de um Kaduzinho de 14 anos!

Ainda em 1997, a cria do inferno ganharia um filme em live-action que tentava surfar na onda da Batmania (era a única franquia de heróis no cinema que a gente tinha, molecada). Mas o filme foi recebido com duras críticas porque era, err… Era ruim, né gente? Vamos ser sinceros. Ainda assim, o filme não foi um fracasso total, deu um certo lucro aos envolvidos, mas depois dessa o Tio Todd vem tentando emplacar um outro filme até hoje, sem muito sucesso. Ainda assim, ele se aventurou em outros mercados e lançou uma linha de brinquedos e colecionáveis chamada McFarlane Toys e também entre 1997 e 1999, lançou três temporadas da série animada Spawn pela HBO, que ganhou DOIS EMMYS de melhor série de animação! 

A “gota d’água” da saída de McFarlane da Marvel foi a alteração nessa arte do Fanático. Na Image, ele não havia esse problema!

Como seu criador prezava muito pelo visual desde sempre, os brinquedos e colecionáveis vinham com detalhes incríveis (o que fez eles venderem muitíssimo bem). Além disso, a série animada tinha uma qualidade de design muito incrível para a época e parecia até uma “versão mais adulta do desenho do Batman” e, não por acaso, contou com o produtor e designer do desenho do morcego, Eric Radomski, para as temporadas 2 e 3 (justamente as que venceram o Emmy). No fim, mesmo com a baixa de vendas da revista em quadrinhos, o Tio Todd ainda conseguiu se manter muito bem de vida, graças a diversificação do seu personagem infernal. 

Além disso, o personagem gerou inúmeras minisséries e spin-offs dos seus personagens coadjuvantes. A Angela e o vilão Violador ganharam algumas minisséries, e até mesmo os policiais Sam & Twitch tiveram seu título solo. Algumas outras expandiam o universo demoníaco da série principal como a ótima A Maldição do Spawn que mostravam as crias do inferno de outras eras. Ele ainda chegou a ter dois crossovers com o Batman e também com outros personagens da Image, como Witchblade, Youngblood, Shadowhawk, Savage Dragon, etc. 

Quando eu disse “crossover” não era isso que eu tinha em mente.

Com o passar dos anos, mesmo com vendas moderadas, Spawn ainda segue sendo uma figura importante das HQs e tem um grupo de fãs dedicados até hoje. Ele já passou por diversas fases e diversos retcons que foram adaptando os problemas do próprio autor na vida real, como depois da saída de Rob Liefeld, quando o personagem responsável por assassinar Al Simmons deixou de ser o Capela, herói do grupo Youngblood, e passou a ser uma mulher chamada Jessica Priest. Ou ainda depois da treta do Neil Gaiman que o fez alterar o personagem Cogliostro consideravelmente e depois sumir com as figuras do Spawn Medieval e da anja caçadora Angela (que acabou indo pra Marvel, ironicamente).

Não a toa ele criou sua empresa de brinquedos. São perfeitos para virar bonequinhos.

Tô LendoPontos Fortes
  • Visual. Inegável, né? A capa, as correntes, as caveiras… tudo gritava “sinistro e sombrio” e chega a ser até a epítome dos anos 1990 (que depois foi duramente criticada pelas editoras em tramas como o Reino do Amanhã). O visual era uma mistura de alguns personagens já conhecidos, mas tinha muito dos próprios conceitos e estilo do autor também.
  • Impacto. Querendo ou não, Spawn e a Image tiveram um impacto muito grande na indústria, tanto pro bem quanto pro mal. As outras editoras perceberam que estavam marcando bobeira em não adaptar os seus personagens para acompanhar o avanço dos anos e, com a saída de seus grandes astros, veio um certo declínio nas vendas. Todo mundo teve que correr atrás do prejuízo e mudar seus estilos… ou morrer na praia.
  • Diversificação. Graças ao sucesso do personagem tivemos um grande avanço também no mercado de colecionáveis. A McFarlane Toys pautou muita coisa na área dos brinquedos e estátuas, com peças cuidadosamente montadas e com detalhes incríveis. Talvez sem ela, nós não tivéssemos coisas como a Hot Toys, ou a Neca, ou até mesmo uma mudança de estilo nos produtos das gigantes Hasbro e Mattel.
Tô LendoPontos Meh
  • Roteiros. Olha, não vou negar. Acompanhei a revista até o número #30, quando notei que nada avançava depois de quase dois anos colecionando. Contudo, dá para peneirar umas pérolas escritas por outras pessoas ou até pelo próprio McFarlane. Há outras histórias solo interessantes que funcionam como “contos de terror”, mas no geral, a primeira fase do herói (até a edição #50) é bem irregular.
  • Impacto. De novo, para o bem e para o mal. O impacto negativo de Spawn funciona quase como o impacto negativo de Watchmen. Todo mundo que leu e viu o sucesso, achou que se deu única e exclusivamente porque era algo “sinistro, sombrio e violento”… E copiaram apenas esse aspecto do estilo. Por conta disso, muitos personagens passaram por mudanças forçadas que os tornaram mais “modernos”, mais ao “estilo Image”. E tivemos o Bat-Azarel hiper violento de capa e ombreiras gigantes, a Mulher-Maravilha loira e hiper violenta, os 4 Supermen que tinham um adolescente, um com metade do corpo biônico, um de armadura e um hiper violento, etc. etc.
  • Filme. Bicho, o filme é bem ruim. Está disponível na HBO Max se você tiver coragem. Mas eu não recomendo.

Hoje em dia, a McFarlane Toys continua fazendo brinquedos, colecionáveis e estátuas que vão desde personagens de HQ, até os de cinema e figuras dos esportes (uma outra área da qual McFarlane é fã). Há planos para um novo filme desde 2015 mais ou menos, aparentemente com Jamie Foxx no papel principal, mas não há nada muito definido até o momento. E o desenho animado está disponível para streaming na HBO Max e, pode até parecer um pouco breguinha hoje em dia, com o próprio autor aparecendo nas aberturas de cada episódio, mas é divertida.

Essa entrevista acima com o Todd McFarlane é bem interessante e resume bem o estilo e a visão dele com relação a tudo o que fez desde que entrou no mercado de quadrinhos ainda no finalzinho dos anos 1980. Acho engraçado que ele sempre tem aquela pinta de “tiozão que não cresceu”, sabe? Desde aquela época. Mas na própria entrevista ele diz que procura sempre manter a visão de adolescente para contar suas histórias, o que justifica todas as decisões editoriais dele, no fim das contas, heheh. É essa visão meio juvenil que guia o personagem e faz dele relevante pra tanta gente hoje em dia, tanto os adolescentes que o acompanham a pouco tempo quanto os adultos que não cresceram que o acompanham até hoje (e eu me incluo nessa).

Eu sei que era só impacto visual, mas fala sério, era muito foda!

Lembro da primeira vez que ouvi falar do Spawn, devia ser ali por volta de 1994, na escola. Um amigo meu tinha um irmão mais velho que colecionava quadrinhos, e ele trouxe a notícia de que o McFarlane tinha saído da Marvel pra criar o próprio personagem, um herói saído do inferno chamado “ISPÁUN” (nossa pronúncia era horrorosa). Só tínhamos uma imagem genérica que esse meu amigo tinha descrito e passávamos o dia desenhando um “Homem-Aranha de capa” na ânsia de ler o gibi assim que possível. Quando a Abril Jovem anunciou a publicação, uns dois anos depois, foi uma festa!

Cheguei até a ganhar um boneco do “Wolverine de Prata” da Image, o Shadowhawk em uma promoção da revista em que você tinha que pensar o que aconteceria quando Spawn retornasse ao inferno, depois que seus poderes acabassem. Não lembro direito o que escrevi, mas era algo na linha dele voltar ao inferno e tirar Malebolgia do poder, se tornando o Rei do Inferno em seu lugar. Mal sabia eu que depois de centenas de edições era exatamente isso o que ia acontecer!

O Spawn sou eu, pensando na vida…

Só mostra como o Tio Todd fez bem em pensar como um adolescente na hora de escrever.


E você? Chegou a ler Spawn na época? Veio ler só anos depois? É fã do Tio Todd? Qual o seu gibi favorito com ele? Conta aí nos comentários.

Spawn vale quatro rebobinandos. 📼📼📼📼

Kadu Castro

Por: Kadu Castro

Quadrinista, criador do “Escalafobético, O Ornitorrinco” ( e ainda esperando o sucesso). Professor de Inglês. Fã de quadrinhos. Aprendeu a desenhar vendo o Jim Lee, mas é fã mesmo do Scott McCloud. Acessórios vendidos separadamente. Não inclui pilhas.