É um pássaro? É um homem de aço? Não é a ARANHA HUMANA! Quero dizer… é o amigão da vizinhança que veio levar o amor dos nerds até as alturas dos arranha-céus de Nova Iorque! E também elevar o nível dos filmes baseados em HQs, abrindo as portas de uma renascença nérdica do audiovisual. Então vem comigo rebobinar Homem-Aranha de 2002.

Se eu faço essa mesma pose hoje em dia, a idade quebra minha coluna, ai!

Sei lá, viu. Estou com muitos sentimentos conflitantes ao perceber que esse filme fez VINTE ANOS agora em maio de 2022. Em parte por causa do tempo que passa e a gente fica velho, e em parte porque eu me lembro muito bem de como eu me senti indo vê-lo no cinema pela primeira vez! Como um grande fã de Homem-Aranha desde os idos dos anos 80/90, vê-lo em ação em live action era um desejo de criança que eu já carregava há muito tempo. Sem contar, é claro, o seriado dos anos 1970 que eu vi em reprises na rede Manchete, que era super broxante.

Durante a comemoração dos 30 anos do personagem em 1992 havia muitas notícias, nas revistas que falavam de cinema e de quadrinhos, sobre uma possível adaptação do herói para as telonas. Geralmente, elas mencionavam grandes estrelas como James Cameron na direção, ou Leonardo DiCaprio no papel de Peter Parker, e até mesmo coisas absurdas como Arnold Schwarzenegger fazendo o Doutor Octopus (o que, anos depois, Batman & Robin iria nos provar que não era TÃO absurdo assim). Mas naquela época, a suspensão de descrença da possibilidade desse filme ser feito de um jeito decente era ainda maior do que a possibilidade de resolverem as tretas de direitos de produção para ele sair do papel.

Olha que multiverso maluco seria…!

Enfim, foram anos e anos esperando que em algum ponto dos anos 1990 acabei deixando essa vontade para lá e parei de esperar alguma coisa boa de filmes baseados em HQ (em geral porque a maioria era bem ruim mesmo). Pelo menos até o lançamento de Blade em 1998. A princípio, eu nem sabia que o personagem era da Marvel e deixei o filme passar em branco, mas no boca a boca, acabei descobrindo que ele era um pouco acima da média (ainda mais pelo período em que foi lançado). No entanto, só fui saber mesmo anos depois que, graças a ele, a Marvel percebeu que poderia investir um pouco mais em suas produções para o cinema para fazer filmes bacanas e, desta forma, repensou a possibilidade de jogar seus dois maiores powerhouses na tela grande! 

Foi assim que ela readquiriu os direitos de X-men e do Homem-Aranha para revendê-los para grandes estúdios e assim capitalizar a Marvel Revolution dos anos 2000! Além, é claro, de garantir um mínimo de controle criativo para que os filmes fossem fiéis o suficiente ao material original e usá-los para alavancar as vendas dos gibis e outros tipos de merchandising. Com isso, os mutantes foram para a então 20th Century Fox junto com mais uma pá de outros heróis e a Sony Pictures ficou com os direitos do Aranha (que, segundo eles, era o único personagem que “valia alguma coisa”). Ah, se eles soubessem.

Lições de “Uma Linda Mulher”, cara…

Quando X-men foi lançado em 2001, o filme do cabeça-de-teia tinha acabado de começar suas filmagens. Mas o enorme sucesso de bilheterias dos mutantes deu à equipe a segurança de que talvez estivessem no caminho certo para o lançamento no ano seguinte. O Homem-Aranha chegou então às telonas em 3 de maio de 2002, nos EUA, sendo lançado aqui duas semanas depois, no dia 17 do mesmo mês e foi uma explosão de bilheteria! O filme foi o primeiro filme na história a faturar mais de 100 milhões de dólares no primeiro final de semana e alvancou uma “aranha-mania” que garantiu pelo menos mais duas continuações (sendo uma delas O MELHOR FILME DE SUPER-HERÓI DE TODOS OS TEMPOS), inúmeros desenhos animados, muito merchandising, outros filmes, especulações e teorias… tudo isso culminando em uma experiência cinematográfica de estádio com a abertura do multiverso do MCU no mais recente Homem-Aranha: Sem Volta para Casa.

O maior evento cinematográfico da década!

GRANDES RESPONSABILIDADES

De fato, levar o personagem para o cinema era uma enorme responsabilidade. Desde os anos 1970 a Marvel queria fazer algo cinematográfico com o cabeça-de-teia, nos mesmos moldes dos filmes do Hulk, mas nunca havia conseguido. O seriado durou duas curtas temporadas entre 1977 e 1979 (uma com seis e a outra com oito episódios) onde o herói mal aparecia, mal soltava teia e mal sabia lutar. Sem contar, é claro, a aparência meio… “subnutrida” dele com o uniforme. Por conta disso, muita gente passou anos acreditando que seria impossível adaptar suas histórias para live action devido à dificuldade em fazê-lo se mover e se balançar pelos prédios de maneira convincente.

Acredito que nem mesmo o Superman de Richard Donner, lançado em 1978, que convenceu o mundo inteiro de que “um homem poderia voar”, chegou a convencer os produtores de que o “Aranha poderia se balançar”. Infelizmente. Ainda assim, nos anos 1980, os direitos de produção do personagem passaram por várias mãos até culminar nas da Cannon Films. Era uma produtora especializada em filmes de terror de baixo orçamento e, desconhecendo a origem do Homem-Aranha, adquiriram os direitos pensando que se tratava de um personagem no estilo “lobisomem”… e chegaram até mesmo a produzir um roteiro em que Peter Parker era apenas um fotógrafo de crachás de um laboratório (hein?) que foi vítima de um experimento de um cientista louco (hein??) que o transformou em uma tarântula humana (HEIN???). Stan Lee obviamente odiou a pegada de terror e pediu um novo roteiro com base no material original.

O Aranha de Horror podia fazer um crossover com a Mosca do Jeff Goldblum…

No entanto, após inúmeras idas e vindas do roteiro e de muitas especulações sobre o elenco (em que mencionavam Tom Cruise como o herói, Bob Hoskins como Otto Octavius e Katherine Hepburn como Tia May), a Cannon Films acabou tendo que reduzir o orçamento do filme de US$ 20 milhões para US$ 7 milhões… Tudo porque eles bancaram outras duas produções baseadas em heróis na esperança de faturar rios de dinheiro! Quais eram os filmes, você me pergunta? Apenas Superman IV: Em Busca da Paz e Mestres do Universo! Sim, os caras foram responsáveis pelo pior filme do Superman e pelo filme que tentou transformar o He-Man numa versão pior de Duna! Não é de se admirar que não tenha ido para frente!

Depois disso, houve a época nos anos 1990 em que surgiram muitas especulações sobre um filme dele dirigido por James Cameron. Os direitos do herói haviam sido divididos entre produções de TV, home vídeo e cinema e vendidos para três estúdios diferentes, causando uma confusão legal que só viria a ser resolvida no fim da década (em 1998, não coincidentemente o mesmo ano de lançamento de Blade) quando a Marvel Comics declarou que todos os direitos haviam expirado e estavam voltando para as mãos dela! O roteiro que Cameron escreveu, no entanto, ainda estava para jogo e logo em seguida rolou o acordo entre a editora e a Sony Pictures que tomou as rédeas do projeto! Esse roteiro ainda tinha um certo… odor de “filme de ação dos anos 90” onde o cabeça-de-teia enfrentava versões meio diferentes do Electro e o Homem-Areia: o primeiro era um chefe de empresa chamado Carlton Strand e o segundo era o seu guarda-costas, um cara chamado Boyd (afe!). Além disso, o filme seria bem violento, com palavrão pra car@ale0 e o Aranha transaria com a MJ no topo da ponte do Brooklyn! Além do DiCaprio, Cameron ainda considerava escalar Edward Furlong (o guri de Exterminador do Futuro 2) ou Charlie Sheen pro papel principal. 

Bicho, esse filme deve ter sido uma loucura no Multiverso Maluco, né não?

Haja dedo pra apontar, hein Miranhas?

Enfim, James Cameron cansou de esperar pelo projeto e emendou em Titanic que, convenhamos, foi muito mais jogo para ele.

ESSE É O MEU DOM, MINHA MALDIÇÃO

Depois que a Sony embolsou os direitos, foi só uma questão de tempo. Mas primeiro, era preciso definir um diretor. Como pretendiam utilizar o roteiro do James Cameron (mesmo que de forma adaptada), chegaram até a considerar chamá-lo. Outros nomes como Tony Scott, Roland Emmerich, Chris Columbus e até mesmo M. Night Shyamalan foram considerados, mas no fim não havia outro cara para trazer o cabeça-de-teia para o cinema que não fosse Sam Raimi

Conhecido por seus filmes de terror trash, ele havia dirigido o ótimo Darkman, que já era basicamente um “filme de super-herói de HQ” em espírito e estilo. E ganhou o trabalho fazendo uma espécie de declaração de amor ao herói diante dos produtores Avi Arad (o pica das galáxias da Marvel Entertainment) e Amy Pascal (a pica das galáxias da Sony), tentando convencê-los de que não havia outra opção se não ele, fã do personagem desde criança. O tiro no escuro deu certo e ele foi confirmado ainda em 2000, para lançar o filme no verão americano de 2001. Porém, por conta de problemas na pós-produção (que envolveram mudanças de cenas extensas devido aos ataques do 11 de Setembro), o filme acabou sendo adiado para maio de 2002. 

Olha as torres ali, no cantinho do olho…

Com meio caminho andado, ainda faltavam escolher os atores para o filme, claro. A Sony queria um ator principal que não fosse exatamente alto e belo como Christopher Reeve, mas que tivesse o “coração e alma” que pudessem fazer o público se identificar. Vários nomes foram considerados, como DiCaprio (sempre ele), Heath Ledger, Jude Law, Chris O’Donnell e Freddie Prinze Jr. (que, graças a Hulk não foi escolhido, hehe). No fim, graças ao filme Regras da Vida (1999), Sam Raimi finalmente escolheu Tobey Maguire para ser Peter Parker/Homem-Aranha, numa das decisões mais acertadas!

Ele definitivamente não era tão alto, nem tão bonito quanto Christopher Reeve, mas sabia trazer a inocência e nerdice necessárias para o papel, bem como o espírito de luta do herói. Durante algum tempo, o próprio Stan Lee fez campanha para dar vida ao editor J.J. Jameson, mas a essa altura ele já estava bem velhinho, o que fez a Sony dar o papel para o excelente J.K. Simmons. Outra decisão super acertada. Para o interesse amoroso, Kirsten Dunst foi escolhida, mas só aceitou depois que soube da escalação de Tobey Maguire porque, segundo ela, a presença dele teria dado um ar de “filme independente” ao mega-blockbuster. A própria personagem, no fim das contas, acabou sendo uma espécie de mistura entre as duas maiores paixões do herói nos quadrinhos: Gwen Stacy e Mary Jane. Para o vilão, a Amy Pascal chegou a chamar os atores John Malkovich e Jason Isaacs para o papel de Norman Osborn, mas eles recusaram (até porque os filmes de herói ainda carregavam um certo estigma), e deixaram o caminho livre para o excelente e topa-tudo Willem Dafoe!

Sabe, eu também sou meio que um cientista!

Eu lembro de ter ficado com um pouco de raiva desse casting na época porque a minha memória do Dafoe era só do vilão de Velocidade Máxima 2, o que não me encheu muito de esperanças. O uniforme também não foi uma das escolhas mais acertadas do filme, mas ok, depois de assisti-lo em ação pela primeira vez, todas as reclamações foram por água abaixo.

Sabe, eu também sou meio que o vilão!

GRANDES PODERES

Inegável que o filme foi um enorme sucesso. Mas mesmo assim, há vários detalhes que poderiam tê-lo deixado diferente e talvez até criado um certo “universo unificado” entre os heróis da Marvel desde o início do século. Há histórias de que haviam arranjado uma aparição rápida de Hugh Jackman como Wolverine em um momento do filme e que ele chegou até a ir nos estúdios para gravar, mas que tudo deu errado porque a produção não conseguiu o uniforme que ele tinha usado em X-men (2001). Imagina só?

No entanto, há uma gag nos extras do DVD do filme dos mutantes em que o Aranha aparece de repente:

Além disso, depois de muitos anos revelaram que havia um projeto de fazer com que o Duende Verde fosse mais parecido com sua versão dos quadrinhos, utilizando uma máscara animatrônica ameaçadora. Porém, tanto os produtores quanto o próprio Willem Dafoe acharam que ela não era “assustadora o suficiente” e optaram por fazer o uniforme uma espécie de “power ranger militarizado” com uma máscara/capacete. Dafoe depois disse que fez várias das cenas ele mesmo vestindo o uniforme pois não achava que um dublê fosse capaz de transmitir a linguagem corporal que ele havia criado para o personagem, já que não era possível se expressar usando o rosto.

Jesois, onde essas pessoas estavam com a cabeça?

O uniforme do Aranha acabou sendo uma espécie de marco nos filmes de super-heróis, ainda mais pós anos 2000, pois foi talvez o primeiro filme em que a roupa foi retratada como uma espécie de lycra/borracha que imitava o visual colante dos gibis de uma maneira mais realista. Diferente do look “armadurado” do Batman ou do lycra-espumado-de-veludo do Flash dos anos 90, ou até mesmo do couro preto dos X-men pós-Matrix, a roupa do Aranha trouxe uma nova era mais colorida e mais próxima dos quadrinhos mesmo, sem parecer tão datada ou tão brega quanto o visual clássico dos filmes do Superman, por exemplo.

Funcionou bem demais.

Lembrando que na virada do século, todos os heróis dos gibis estavam passando por uma espécie de reformulação. Em parte por conta de influências cinematográficas, em parte por causa do cansaço gerado por tramas e histórias confusas dos anos 1990. Coisas como o Universo Ultimate, a Marvel Revolution e as reformulações da DC nos anos 2000 deram aos heróis um novo estilo, uma nova cara, que começaram a se refletir tanto nas histórias quanto nos uniformes. Há uma teoria de que os uniformes dos heróis nos anos 1940 e 1960 tinham como influência “pessoas fantásticas” de circos e apresentações itinerantes, por isso as capas e as cuecas por cima das calças. Com a virada dos anos 2000, essas “pessoas fantásticas” já não eram mais do circo, mas sim atletas olímpicos como corredores e nadadores, ou até mesmo soldados e militares, então isso se refletiu no “realismo” não só no estilo como também no material dos uniformes. E o filme do Aranha foi o primeiro exemplo desse novo estilo, tanto que muita gente se perguntou “como é que ele criou esse uniforme em casa”?

Ele aprendeu a costurar instintivamente, por causa da mordida da aranha.

De qualquer maneira, deixando a suspensão de descrença de lado, funcionou. E muito bem.

Tô LendoPontos Fortes
  • Revolucionário. Sim, eu sei que o mérito de ser o “primeiro” filme bom de super-heróis ficou para os X-men (bom, pelo menos o primeiro da virada do século, né?). Mas Homem-Aranha tem o mérito de expandir essa espécie de “renascença” dos filmes baseados em HQs, mesmo com seus erros e acertos nas continuações seguintes. Sem ele, talvez não tivéssemos o MCU hoje em dia.
  • Colorido. Mas do jeito certo. Galhofa, mas também do jeito certo. Talvez a presença de Raimi tenha sido realmente providencial, por ele ser um grande fã e conhecer o material original e saber adaptá-lo corretamente. Não que seja um requisito imprescindível (taí o Batman do Burton que não me deixa mentir), mas foi bom descobrir que um nerd era capaz de dirigir um filme com um herói nerd, para nerds mas que também falasse com um público maior.
  • Icônico. Raimi sabe imprimir o seu estilo como poucos. O filme tem pelo menos uns dois bons sustões, tem momentos de leveza, momentos super tensos e é super bem amarradinho. Mesmo levemente contido, Raimi carrega nos gritos, no desespero dos transeuntes (marcas dos seus filmes de horror) e a batalha final entre o Duende e o Aranha chega até mesmo a ser brutal.
Tô LendoPontos Meh
  • Mary Jane. Não é uma reclamação da atriz em si, mas a personagem dela é apenas uma mocinha indefesa durante boa parte do filme. Como ela foi um misto de duas namoradas dos quadrinhos, a personalidade forte da MJ ficou um pouco “aguada” no filme. Uma pena. 
  • Teia Orgânica. Não a mudança em si, já estou em paz com isso, juro. Mas por conta do filme, muitas mudanças foram efetuadas nos quadrinhos… Os lançadores de teia orgânicos acabaram sendo adaptados em um plot tenebroso nas HQs. E mesmo assim, é engraçado o Sam Raimi achar que um adolescente criar as próprias teias em casa exigia mais suspensão de descrença do que criar um uniforme daqueles.
  • John Cusack. Mentira, tô zoando. É só porque há anos eu digo que acho o John Cusack OS CÓRNO do Peter Parker e só hoje eu descobri que durante os anos 1990, o próprio Stan Lee fez campanha para o John Cusack viver Peter Parker nos cinemas… Quem sabe não tem um filme com ele aí no multiverso subindo pelas paredes e fazendo piada?

Cenas que já nasceram icônicas!

O fato é que ele foi um marco. Se não pro resto do mundo (o que eu duvido), pelo menos para mim. Como fã, lembro exatamente do dia em que fui vê-lo na estreia brasileira, num cinema da Barra da Tijuca… Lembro do quanto estava ansioso, empolgado e de como uma menina atrás de mim ficou reclamando “nossa, que fã chato” cada vez que eu vibrava quando o Aranha balançava nas teias! Imagino a tristeza dela em ir ao cinema hoje em dia, com as salas virando estádios de futebol, praticamente. Coitada, hahahah. Enfim, tenho até hoje um pôster que ganhei ao comprar um baita balde de pipoca (na época a gente ganhava pôsteres, em vez de meros baldes de pipoca supervalorizados).

Chega de balde de pipoca! Eu não aguento mais balde de pipoca! EU NEM COMO TANTA PIPOCA ASSIM EM CASA!

Na virada do século, a internet ainda não era esse monstro repleto de spoilers que é hoje em dia, e sempre que saía algum tipo de informação sobre algo que a gente gostava, íamos atrás de tudo nos mínimos detalhes. Sem youtube, era preciso BAIXAR os trailers num formato super escroto (te odeio quicktime) para a gente poder ver, já que nem sempre eles eram exibidos nos cinemas… Pouco antes do 11 de Setembro, a Sony havia liberado um trailer em que o Aranha prendia os bandidos em uma teia entre as torres do World Trade Center, mas com o atentado, ele praticamente sumiu da internet até o lançamento do trailer 2, em janeiro do ano seguinte. Era um trailer que contava praticamente a história toda, mas quem ligava, né? Era basicamente só aquilo que a gente tinha para matar a curiosidade antes do filme sair. Pois é, gente. Nessa vida de nerd pós-milênio, quando eu cheguei aqui tudo era mato!

No fim, nem vou fazer resumão da história porque, né? Se você ainda não viu essa joia, o que diabos está fazendo aqui? Se a saudade e a vontade de revê-lo bateu aí, ele está disponível em diversos serviços de streaming entre eles a Netflix, a HBO Max e o GloboPlay. Escolha o de sua preferência.


Homem-Aranha (2002) vale cinco rebobinandos! 📼📼📼📼📼

Kadu Castro

Por: Kadu Castro

Quadrinista, criador do “Escalafobético, O Ornitorrinco” ( e ainda esperando o sucesso). Professor de Inglês. Fã de quadrinhos. Aprendeu a desenhar vendo o Jim Lee, mas é fã mesmo do Scott McCloud. Acessórios vendidos separadamente. Não inclui pilhas.