Rebobinando #100 | Piada Mortal

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O Coringa é um personagem muito diverso e já teve várias encarnações nos quadrinhos, na tevê e no cinema. De comediante frustrado a assassino dos Wayne, o certo é que poucos criadores conseguiram chegar a uma versão definitiva do personagem, ou mesmo de sua origem. “Poucos”, eu disse. Porque se tem alguém que conseguiu este feito, foi Alan Moore com sua Piada Mortal! Bóra rebobinar!

“Uno, Batman”. “Compra 7, Coringa.”

O Coringa sempre foi um personagem muito carismático nas histórias do Batman. Meu primeiro contato com ele foi, que eu me lembre, o seriado dos anos 60 que passava no SBT e também os desenhos dos Super-amigos. Em cada uma dessas encarnações, o Batman e o Robin eram um tanto diferentes, mas o Coringa não. Ele essencialmente era o mesmo, um cara vestido de palhaço, que curtia roubar um dinheiro e dar umas gargalhadas. E no fim era só isso mesmo. Um personagem criado para crianças num desenho animado, ou seriado infantil, com uma temática de palhaço que não chegava a ser super assustadora, mas até meio engraçada. Era uma vibe meio como os vilões do He-Man ou da She-Ra, sabe? Vilão meio atrapalhado que se dava mal no fim e “oh, puxa” *chuta pedrinha* “o Batman me venceu mais uma vez!”.

Para mim, ele só ganharia um remake mais assustador no filme do Batman de 1989. Nele, o diretor Tim Burton faria uma referência à Piada Mortal dizendo que era “o único gibi que ele já leu na vida, e adorou” (confesso que acho super-estranho um cara que era animador na Disney tão versado em artes conceituais ter uma aversão tão grande a quadrinhos como o Burton, mas deixa estar). Em Batman 89, no entanto, o Coringa ganhou um up na sua origem que o colocou como o assassino responsável por matar Thomas e Martha Wayne e, consequentemente, criando o Batman. Considerando que no início do filme, é a presença do Batman que faz Jack Napier cair em um tonel de produtos químicos e se tornar o Coringa, temos aí um ouroboros de origens onde um não existiria sem o outro. Claro que isso deixou muitos fãs de cabelo em pé na época, mas o trabalho perfeito de Jack Nicholson como o Príncipe Palhaço do Crime compensou muita coisa, até mesmo o “Já dançou com o demônio sob a luz do luar”

“Droga, peguei o coringa. Vou ter que esperar mais uma rodada pra bater o uno.”

Foi só a partir daí que eu passei a levar o personagem mais a sério e, conforme eu fui crescendo e gostando de outros tipos de quadrinhos, as minhas expectativas em relação ao personagem foram mudando. Ele foi deixando de ser só um “palhaço criminoso, porém atrapalhado” para se tornar um “criminoso insano e caótico altamente perigoso”. Suas versões em Batman: Asilo Arkham, em Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, e na interpretação de Heath Ledger no filme de 2008, são algumas das mais tenebrosas do personagem. Quer dizer, sem contar a versão da qual estamos tratando aqui, é claro.

Quem diria que as origens de um cara que garagalha à toa seria em um filme mudo alemão?

A PREPARAÇÃO

Piada Mortal surgiu basicamente de uma ideia que o artista Brian Bolland teve depois de assistir O Homem Que Ri (The Man Who Laughs, 1928), um filme do expressionismo alemão baseado na obra de Victor Hugo (O Corcunda de Notre Dame, Les Misérables). O filme conta a história de Gwynplaine, um homem tem o pai executado como punição por trair o rei. No entanto, a punição do monarca vai além e um cirurgião é chamado para desfigurar o rosto de Gwynplaine colocando nele um sorriso eterno. O homem passa então a vagar pelas cidades da França em um “Show de Horrores” onde ganha a vida. Como de praxe nas obras de Victor Hugo, tudo é muito cercado de melodrama e situações limite que colocam a prova a vontade do protagonista. Bolland deve ter tirado daí a ideia de que o Coringa tivesse que ter passado por um trauma severo para estar com um sorriso permanente em seu rosto.

Quanto ao autor da obra, segundo o próprio Bolland, “só poderia ser o Alan Moore”. E como nesta época o roteirista já não estava muito de bem com a DC Comics, ele acabou embarcando e continuando no projeto como uma espécie de favor a Bolland. No fim, a história demorou horrores para sair muito embora só possuísse 48 páginas. Exatamente. Parece que acontece tanta coisa, mas a história é estranhamente curta para o padrão de uma graphic novel deste calibre.

Tá me achando com cara de palhaço?

Aproveitando a conexão feita por Bolland com O Homem Que Ri, Moore foi buscar nas origens do Coringa em 1940 a inspiração para os flashbacks que recontam a origem do personagem para os dias atuais. Veja bem, não foi apenas em A Piada Mortal que a imagem do ator Conrad Veidt como Gwynplaine foi utilizada como a base do Coringa, e sim desde o princípio! Houve uma certa discordância entre Bob Kane, Bill Finger e Jerry Robinson sobre “quem” criou e “como” foi criado o Coringa. Robinson, que havia começado como estagiário de Finger e já desenhava algumas histórias por conta própria, dizia que o conceito do personagem foi desenvolvido por ele por causa de uma carta de baralho, e que Kane disse que isso lhe lembrava o ator Conrad Veidt. Robinson afirmava ainda que Bill Finger teria trabalhado neste conceito e desenvolvido o visual final do Coringa se baseando em Veidt e na carta. Já Bob Kane, que todos nós sabemos que era um sacana dos grandes, dizia que era tudo ideia dele e que ele se baseou no ator do filme antigo e que Finger fez todo o resto, restando a Robinson apenas o desenvolvimento da carta de baralho que o Coringa deixava para trás como “marca registrada”.

Todos os envolvidos já faleceram, infelizmente, deixando o caso mais mal resolvido do que antes. Parece apenas que faz sentido, dado que um personagem tão caótico, sem uma origem definida no lore do bat-verso, tenha na vida real uma origem tão confusa e imersa em segredos e possíveis passadas de perna.

A capa de Detective Comics #168 e algumas das cenas do Capuz Vermelho adaptadas para “Piada Mortal” por Alan Moore.

Sabendo disso, ou não, Moore foi lá longe buscar uma outra história do Batman do fundo do baú. The Man Behind The Red Hood (literalmente “o homem sob o capuz vermelho”) foi uma história publicada em Detective Comics #168, de 1951, escrita por Bill Finger e desenhada por Lew Sayre Schwartz e George Roussos. A história em si é bem bobinha, tipo a maioria desta época. Nela, Batman e Robin são convidados pelo reitor de uma universidade para dar uma “oficina” de criminalística para os alunos. Eles dão as aulas e vai tudo bem até que o Batman resolve apresentar como “caso final” do curso um caso que ele mesmo não conseguiu resolver: o caso do Capuz Vermelho! Ele conta que por três vezes ele encarou o criminoso, que conseguiu fugir e depois desapareceu. Enquanto os alunos estudam as informações fornecida pelo Batman, o Capuz Vermelho retorna e resolver roubar artefatos raros da universidade. Enfim, papo vai, papo vem, descobrem que o Capuz Vermelho originalmente era o próprio Coringa! Ele havia trocado sua identidade, mas quando soube das aulas do Morcegão na universidade, resolveu ressuscitar sua antiga persona só para irritá-lo um pouco mais.

Moore saca dois conceitos de um roteiro de 37 anos e os adapta de forma coesa em uma história que tem como pano de fundo a premissa parecida com a de Um Dia de Fúria. A ideia de que basta apenas um “dia ruim” para acabar com tudo aquilo que sustenta um homem e levá-lo aos limites da loucura.

É interessante notar quadro a quadro os elementos usados por Moore na adaptação do Capuz Vermelho para a origem do Coringa.

A PIADA

Começamos com o Batman chegando ao Asilo Arkham para um téte-a-téte com o Coringa. Parece ser uma conversa franca sobre a relação de ódio entre eles e uma tentativa de se chegar a um cessar-fogo. Batman parece genuinamente interessado em ajudar o vilão a se recuperar, porém perde logo a cabeça ao perceber que lidava com um impostor e que o verdadeiro Coringa havia escapado! Sem nenhuma pista sobre o seu paradeiro, o Homem-morcego se tranca na batcaverna e busca no banco de dados do seu computador todas as referências ao Coringa na esperança de ter alguma ideia de onde encontrá-lo. No fim, ele não encontra muita coisa e se pergunta “como duas pessoas que mal se conhecem, podem odiar tanto uma a outra?”. 

Nisso, o Comissário Gordon e sua filha Bárbara estão em casa conversando sobre a mais nova fuga do Coringa enquanto tomam um chá e montam o livro de clipping do comissário sobre as notícias de cada vilão de Gotham. Você sabe, passatempo de velhinhos. Ao ouvir a campainha, Bárbara atende e, para sua surpresa, encontra o próprio Coringa e seus capangas na porta. Ele com uma arma em punho, uma camisa florida e um sorriso sinistro no rosto. Seus olhos como dois pontinhos iluminados na escuridão. O tiro vem como uma surpresa para todos! Lembremos que este é o final dos anos 80, e que o próprio Moore já tinha causado um certo furor no mundo dos quadrinhos com uma desconstrução mais séria do meio. Um tiro na barriga de uma personagem como a Batgirl teve um impacto tremendo, não só em Gordon ou no Batman, como na gente também!

“Que tiro foi esse?”

Ela cai em “câmera lenta” diante de todos e Gordon, indefeso, é nocauteado em meio ao choque. Aqui temos uma das partes mais controversas da história, onde o Coringa, somente para provocar o amigo do seu arqui-inimigo aleija e desnuda a Batgirl a fim de tirar umas fotos. Muitos dizem que há um estupro velado nesta cena, mas de acordo com a arte de Bolland não fica muito implícito. Ou explícito. Enfim, fica a cargo de quem lê, na verdade. Mais tarde, com Bárbara no hospital e toda a polícia de Gotham atrás de Gordon e seu raptor, Batman conversa com ela e descobre, preocupado, que está lidando com um Coringa “diferente”. Em meio as suas buscas, ele acaba sendo convidado pelo próprio vilão ao seu QG. Heh. Um parque de diversões abandonado!

Lá, o comissário passa por todo tipo de tortura psicológica. E, segundo uma amiga minha, “se o estupro da Bárbara está implícito na história, o de Gordon também está”. Isso tudo porque ele permanece preso em uma jaula pequena e é aterrorizado pelo “show de horrores” que compõem a gangue do Coringa. E, convenhamos, se é para levar um homem até a beira da loucura, só torturas psicológicas não bastam. Durante todo o tempo, somos apresentados a duas versões do vilão. Uma no presente, como um galhofeiro perigoso e outra no passado, em flashbacks, mostrando o homem comum e inofensivo que viria um dia a se tornar um vilão altamente perigoso! 

A violência sempre velada, mas ainda assim traumática para a mulheres nos quadrinhos em prol do plot dos homens.

Precisamos deste flashback porque o cerne da história é esse de que “basta um dia ruim para levar uma pessoa à loucura”. O Coringa diz isso ao Batman constantemente no decorrer da história e até adivinha que ele, também, teve um dia ruim antes de vestir a capa e o capuz de morcego! Seu plano é destruir a mente de Gordon e provar que ninguém está acima da loucura. Que todos tem em si a capacidade de se tornarem uma pessoa como ele. 

É nos flashbacks que vemos um ex-assistente de laboratório frustrado que larga o emprego para se tornar comediante. Vemos o comediante casado, esperando um filho, e morando numa espelunca, com dificuldades de arranjar dinheiro. Vemos esse cara se juntando a criminosos que bolam um plano para roubar o antigo lugar onde ele trabalhava e arriscando muita coisa para dar um futuro à sua família. Vemos ele perder a família em um acidente insensato e inesperado e vemos ele ser forçado a cometer um crime, a despeito do trauma que acabara de sofrer… É muita coisa para um cara passar e, quando a invasão da antiga fábrica falha e seus “companheiros” são mortos, ele tenta de tudo para escapar e se joga em um tonel de produtos químicos que o leva para um rio próximo. Ele foge, consegue a liberdade, mas acaba de perder tudo. 

Só sobra a loucura.

Achou que eu não ia usar essa imagem, né?

O PUNCHLINE

Dizer que a graphic novel é polêmica é um eufemismo. Ela causou muito impacto na época em que saiu por diversos motivos (entre os quais eu mencionei dois logo acima). Em primeiro lugar ela foi uma das que trouxe o Coringa para uma nova luz, menos abobalhada e mais perigosa, seguindo até mesmo a linha de Frank Miller e seu Cavaleiro das Trevas. Em segundo porque ela se propôs a trazer uma nova origem para o personagem, algo que, para muita gente é completamente desnecessário. De qualquer maneira, Moore não dá ponto sem nó e fez um favor para todos (nós) defensores desta linha criativa e amarrou muito bem essa origem com a primeira mencionada lá em 1951! 

Duas versões da mesma personagem, empoderada e indefesa. Não era tão difícil, Rafa!

Além disso, temos todo o legado de Bárbara Gordon, a Batgirl. E em como ela foi de “vítima refrigerada” só para “criar drama” para o herói, a uma nova heroína por conta própria na cronologia da DC Comics. Graças aos autores John Ostrander e Kim Yale, que trouxeram a personagem de volta nas páginas de Esquadrão Suicida como a cadeirante Oráculo, a “central de ajuda” dos super-heróis. Polêmica por polêmica, Bárbara Gordon voltou a ser a Batgirl num dos muitos reboots da DC (JÁ PERDI A CONTA), e ainda tivemos todo aquele problema com a capa do Rafael Albuquerque.

E, claro, quem lembra bem da primeira edição de Piada Mortal sabe que eu não podia deixar de falar das cores! A produção da história foi tão complexa e cheia de prazos que no final Brian Bolland não teve como pintar a edição do jeito que ele gostaria. O trabalho ficou então a cargo de John Higgins que até fez um serviço bacana em alguns pontos, mas para Bolland, ficou tudo muito aquém do esperado: “terrível… uns rosas e roxos horroroso… Minhas páginas de flashback à lá Eraserhead mergulhadas em um tom alaranjado”. Em 2008, aproveitando o lançamento de O Cavaleiro das Trevas no cinema, a DC relançou o gibi em um encadernado repleto de extras, e com as cores originais pretendidas por Bolland, que foi chamado para refazer o livro de acordo com o seu conceito original.

Na moral? Parece os filmes do Joel Shumacher.

E finalmente, para encerrar as polêmicas, temos o final! Sabemos que inicialmente Piada Mortal foi lançada como uma one-shot graphic novel, ou seja, era um exemplar único e, a princípio, fora da cronologia do herói segundo o próprio Alan Moore. Ou pelo menos fora o bastante para não ser considerada, se não fosse bem em vendas, sei lá. Foi a DC que decidiu fazer a história canon, afinal muitas das suas mudanças no status quo dos personagens foi mantida por anos a fio. Porém, o final gerou muitas dúvidas. Segundo a melhor xerox do Alan Moore, Grant Morrison, no entanto, o final da graphic novel é muito claro:

“É por isso que se chama “A Piada Mortal”. O Coringa conta sua “piada mortal” no fim e o Batman estica o braço e quebra o pescoço dele. E é por isso que a risada para e as luzes se apagam, porque esta era sua última chance de cruzar a ponte. Foi Alan Moore quem escreveu a história suprema entre o Batman e o Coringa. Ele encerrou tudo.”

Você pode ouvir essa e outras entrevistas onde o Morrison fala sobre isso no podcast do Kevin Smith, clicando aqui. Muita gente embarcou na controvérsia, mas o ponto é que, como a história definitivamente faz parte do bat-verso esse final fica só na nossa cabeça, ainda assim, ele não deixa de ter o simbolismo que o Moore adora trazer para as suas obras mostrando como a “ponte” entre o Batman e o Coringa se fecha ao final da graphic novel, mostrando que os dois são lados diferentes da mesma moeda, com origens muito parecidas, uma loucura muito similar, mas com abordagens diferentes quanto ao seu “dia ruim”.

Essa arma estava DE FATO descarregada! Heheheh!

Tô LendoPontos Fortes
  • Edição Única. One-shot, altamente disponível e fácil de achar. Duas versões, uma mais antiga, super colorida e outra mais recente, com cores mais “pé no chão”. Fica a seu critério, acho que vale a pena qualquer uma das edições.
  • História. Clássica. Marcante. Essencial para qualquer fã do morcegão. Alan Moore em grande forma, como de praxe.
  • Arte. Brian Bolland. A arte tá muito sensacional. Bolland foi buscar novamente as referências do Homem Que Ri e isso se faz notar em vários momentos com o Coringa. A arte não é caricata, o que só faz as tragédias que acontecem terem um peso muito real nas páginas. Em especial o tiro em Barbara Gordon.
Tô LendoPontos Meh
  • O final. Pura birra minha, mas apesar do final mostrar um momento de irreverência entre os dois personagens que geralmente se pegam como gato e rato, eu tenho um pequeno problema com ele. Curto o “estender de mão” que o Batman oferece ao Coringa no final, até porque no início da história ele vai até o Arkham para conversar com o vilão seriamente e com essa ideia de que “um dia vamos nos matar, precisamos parar com isso”. Consigo enxergar essa piedade no Batman a este ponto. Mas, argh, dado tudo o que aconteceu antes ele cair na gargalhada com o Coringa? Ainda mais depois de uma piada tão besta (mesmo que cheia de simbolismo)?

Revista do Batman com final do He-Man. OU SERÁ QUE NÃO?

Apesar de ser uma história que se propõe a dar uma origem a um dos personagens mais caóticos das HQs, acho legal que a graphic novel não se proponha a ser uma “origem definitiva” do Coringa, deixando suficientemente em aberto o que levou o “comediante sem nome” a se tornar o Príncipe Palhaço do Crime. Num determinado momento da história, ao falar sobre o seu passado, o Coringa diz para Gordon “Às vezes eu lembro de um jeito… às vezes eu lembro de outro… Se eu for ter um passado, eu prefiro que seja múltipla escolha!”. Ou seja, nem mesmo nele podemos confiar para saber o quanto isso é verdade! O Coringa é um narrador super não-confiável, muito parecido com a versão do Heath Ledger em 2008 e suas histórias sobre as cicatrizes.

E se você quiser fazer um esforço, isso ainda casa com a versão do próprio Morrison do caso de “supersanidade” do Coringa, fazendo-o criar novas versões de si mesmo para lidar com o mundo lá fora, com o Batman, com os próprios traumas, etc. Será que o Coringa é niilista diante do mundo porque sabe que é um personagem de quadrinhos? Será que ele não mata o Batman porque sem o Batman ele deixa de existir? Ou será que estamos levando a sério demais um personagem que foi criado só para assustar crianças nos gibis de 80 anos atrás? Se por um acaso perdeu as suas edições antigas, ou nunca leu e tomou todos os spoilers possíveis aqui, pode adquirir um dos exemplares clicando aí embaixo.

 

E você? Qual a sua versão favorita do Coringa? Cesar Romero? Jack Nicholson? Mark Hammil? Heath Ledger? Alan Moore? Frank Miller? Grant Morrison? Joaquin Phoenix? Ou HAHAHAHAHAHAH, desculpa, Jared Leto? HAHAHAH! Desculpa, desculpa. Eu sei que nem deveria considerá-lo, né? 

Afe, que piada. Quase morri de rir!

Hmmm. 

Coincidência?

A Piada Mortal vale cinco coringuinhas! 🃏🃏🃏🃏🃏

Kadu Castro

Por: Kadu Castro

Quadrinista, criador do “Escalafobético, O Ornitorrinco” ( e ainda esperando o sucesso). Professor de Inglês. Fã de quadrinhos. Aprendeu a desenhar vendo o Jim Lee, mas é fã mesmo do Scott McCloud. Acessórios vendidos separadamente. Não inclui pilhas.

2019-10-09T15:11:15+00:00 7 de outubro de 2019|0 Comentários