Rebobinando #08

Rebobinando 08 - Morte e Retorno do Superman

Amém, pois aquele que morreu em sacrifício por nós ressuscitou. Em 1992 o último filho de Krypton deu sua vida em um arco infindável de histórias chamado “A Morte do Super-Homem” (na época ainda não o chamavam de Superman, a não ser nos filmes e na série.

Logo em seguida, com “O Retorno do Super-Homem”, fomos apresentados a quatro diferentes versões do herói que surgiram para ocupar a lacuna deixada por ele. Mas foi só em 1994 que chegou aquilo que me faria gastar incontáveis finais de semana na locadora de jogos: A Morte e o Retorno do Super-Homem, o Jogo!

Rebobinando 08 - Morte e Retorno do Superman

E agora? Quem poderá nos defender…? O Chapolin Colorado! Não! Péra!

Quem não lembra do velho esquema das locadoras de jogos? Onde você ia alugar um jogo na sexta ou no sábado e pagava uma diária a menos, por causa do final de semana. Nessa época, por volta de 1994 gastei muitos Cruzeiros Reais (cara, tô velho) alugando esse jogo por era praticamente impossível de chegar até o fim! O jogo nem era dos mais maravilhosos, mas tenho algumas boas memórias de gastar inúmeras tardes tentando zerá-lo.

A História

Pra quem leu a morte e retorno do Super, não existe nenhuma surpresa. A história do jogo é ipsi literis a do gibi. Em nove fases, você vai passar por todas as etapas das histórias, desde a revolução dos moradores do subsolo de Metrópolis, surgimento do Apocalipse, a aparição dos quatro Super-homens, a destruição de Coast City e o plano final do Super Ciborgue. Os caras até se deram ao trabalho de adaptar algumas das imagens mais icônicas dessa fase dos quadrinhos para pixelização dos videogames.

Por falar em “os caras” do desenvolvimento, a surpresa fica para quem perceber que, apesar de ter saído pela Sunsoft, o jogo também foi desenvolvido pela Blizzard. Sim, aquela Blizzard! Ainda assim, não sei se a super qualidade pela qual a empresa é conhecida hoje se reflete no jogo. Claro, ao seguir pela história do game, você tem a oportunidade de jogar com todos os super-homens, exceto o Super de Mullet. O que é uma pena, convenhamos, porque seria irado jogar com ele de uniforme preto e sua super metranca à la Cable.

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O Juízo Final chegou!

O Jogo

Os gráficos são bem bacanas para época, na verdade. E a jogabilidade também não é ruim. O jogo é um brawler / beat’em up clássico bem no estilo conhecido por muitos de Streets of Rage e afins. Infelizmente, era só para um player, e quem quer que estivesse contigo na hora só ia ficar assistindo mesmo. Dava até pra começar bem empolgado porque a liberdade do personagem era bem maior do que a dos jogos da época, você podia explorar bem os cenários de fundo arremessando os inimigos para encontrar itens extras. O Super podia socar, arremessar, pular, e até atirar com sua visão de calor, mas o feature mais interessante mesmo era a habilidade de voar pelo cenário. Afinal de contas, o que é um jogo do Super-Homem sem poder voar? Bastava dar um pulo duplo e pimba! Tava lá ele planando no ar. Nem sempre essa habilidade era útil, é verdade, mas ei! Eu tinha 12 anos. Eu tinha que achar isso irado!

As nove fases em si eram mega fáceis e bem repetitivas até. Se tem um ponto bem fraco do jogo é essa repetição de planos de fundo e de inimigos, na verdade. Era meio chato porque em certos momentos você já sabia exatamente que tipo de personagens enfrentar porque eles já haviam aparecido trocentas vezes antes. Ainda assim, não era difícil passar meio que incólume por qualquer uma das fases. Até você chegar no chefão. Valeimeminhanossasinhora, como eles eram difíceis, viu? Parece até que os desenvolvedores gastaram cada bit de memória das I.A.s nesses chefes super-agressivos. (hein? hein?) 👌 Às vezes até parecia que você estava jogando Mega-Man, porque das duas uma, ou você usava um combo muito específico de tiro-pulo-soco-repete-até-o-fim, ou gastava todos os especiais e gastava algumas vidas no processo. Como o jogo tinha Continues Infinitos, isso não chegava a ser um problema. A não ser que já fossem onze horas da noite e você estivesse jogando desde às nove da manhã.

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Que mané Batman V. Superman! Aqui é Apocalipse contra Super-Homem!

Veredicto

Vá lá, o jogo começa legal, mas fica meio chato se você não for um obsessivo por completar. O fato dos chefões serem mega difíceis também não colabora muito, apesar dos Continues. Algumas fases são bem repetitivas, mas as “fases de corrida”, que na verdade são “fases de vôo” dão um respiro, de certa forma. Com um pouquinho de paciência e tempo, dá até pra chegar ao final. E convenhamos, é até bacana ver algumas das cenas clássicas da morte e do retorno do Super pixelizadas contando a história por entre as fases. Dá pra pegar um emulador, ou tirar a poeira do seu Mega Drive e matar a saudade.

Ou se matar quando você descobrir que não consegue mais passar da segunda fase. 😑

No fim, de cinco rebobinadas, o jogo ganha três. 📼📼📼

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Quem será o verdadeiro Super-Homem?

2018-01-19T00:31:20+00:00 13 de novembro de 2017|21 Comentários
  • Cara, lembro bem desse jogo, mas era difícilprac@rAlHo!! Me lembrava o jogo do Rocky pra Master System que se, por um milagre, ganhasse do Mr T, era impossível ganhar do Drago

    • Pois é. Eu dei uma jogada antes de escrever o artigo e não achei as fases incrivelmente difíceis, mas pqp TODOS os Chefões eram difíceis pra burro.

  • Pô, eu lembrava dele em Super Nintendo, nunca joguei no Mega Drive! Mas cara: só pelo Superboy Pixalizado, o jogo já merecia quatro rebobinadas e meia PELO MENOS

    • Eu tava pensando que seria uma boa se a Blizzard resolvesse rebootar esse jogo. Aí dava pra encaixar uma fase com o Super de Mullet e uma fase bonus com o Lanterna Verde.

      Ia ser bem foda. Aí eu dava sete rebobinadas de cinco!

    • não sei voces, mas eu achava os games do mega drive mais divertidos, o do supernintendo era mais moderno, mas não achava divertido.como explicar… ahhh
      MARVEL = MEGA DRIVE
      DC = SUPER NINTENDO

  • Diego Paulino

    Eu lembro de jogar a versão dele de SNES na casa de um amigo quando era moleque. Mas foi uma experiência tão ruim que praticamente exclui tudo do jogo da minha cabeça. Só lembro de uma coisa, a maldita tela de game over hahahahahahaha

    • Hahahahaha. Era muito frustrante. Lembro de só ter chegado até a fase 8 uma vez. Isso pq minha mãe regulava meu videogame no fim de semana e dessa vez ela tinha saído com meu pai e eu fiquei em casa sozinho. Num dia normal eu não passava da 4.

      • Diego Paulino

        Cara, eu acabei de jogar um pouco aqui e o jogo não é ruim, só é fraco mesmo. O lance de voltar ao início da fase depois de um continue é um saco, principalmente por morrer no chefe. E ele tem uma falha bizarra de gameplay. Se você juntar mais de dois inimigos para bater ao mesmo tempo, o jogo só reconhece que está batendo em um e deixa o outro livre pra te atacar. Mesmo tentando colocar cada inimigo em lados opostos, sempre dava ruim por que não dava tempo de bater em um e voltar para o outro.

  • pô… acho que nessa epoca (1994) eu ja não jogava mais (foi a epoca que descobri que namorar é bom) mas entre 1991-1993 jogava bastante.
    como eu não era rico como o caruso, não tinha game em casa e por isso ia nas “lojas” de game, aonde pagava por hora

  • Ken-Oh

    YAHAHAHAHA!!! Tive o desprazer de jogar e zerar esse jogo em emulador.
    Joguei a versão do Snes por emulador e só Deus sabe pq eu fui zerar esse cacareco. Mas sinceramente admito q esse jogo n me marcou muito, tanto q só lembro de ficar com aquele gosto amargo pois zerar, mas sem sabe dizer o pq.

    • O final era meio brochante, né? Os graficos eram decentes pro que tinha na época, mas ver aquele final com uma maçaroca de texto e as mesmas figuras pixelizadas dos heróis dava uma sensação de vazio mesmo.

  • Hugo Carlos

    Esse jogo era maneiro, ao lado daquele do spiderman com Venom contra carnage.

    • Nossa, o Maximum Carnage! Eu era louco nesse jogo. Joguei pouquíssimo, aliás, mas achava beeem maneiro.

  • Mr_MiracleMan_Jr

    Aluguei umas duas ou três vezes lá na década de 90 para o meu Super Nintendo. Nunca consegui zerar… lembro que curti muito nas primeiras vezes, mas fui vencido pela frustração de ter que sempre voltar para o início da fase depois de perder todas as vidas.

    Enfim, é um dos meus traumas de infância, “obrigado” pela lembrança. Agora estou em dúvida se pego no emulador para tentar zerar (e passar raiva).