NAS PRATELEIRAS #77 – Poder Supremo

Início/Destaques, Leia!, Nas Prateleiras/NAS PRATELEIRAS #77 – Poder Supremo

Vendo os episódios finais da série The Boys fiquei pensando em outros super-heróis que foram colocados em uma realidade mais realista (e copiados descaradamente da Distinta Concorrente). Olhando Nas Prateleiras vi um encadernado lançado no fim do ano passado pela Panini Comics e (não li em nenhum lugar, mas que ninguém me tira da cabeça) que parece ter servido de inspiração para o Garth Ennis escrever sua série: Poder Supremo.

Um personagem que não pode deixar de ser citado nos casos de plágio no universo dos quadrinhos é Hyperion. Não, nem a Marvel parece ter tentado disfarçar que este foi criado como uma cópia ou sátira – ou seja lá o nome que der – do Superman. Só muda o nome. Junto com ele veio o Esquadrão Supremo ou Esquadrão Sinistro que, nada mais é, que a Liga da Justiça. Simples assim. A Marvel fez sua “homenagem”. Isso aconteceu em lá em 1969, quando este grupo de seres superpoderosos foi criado para enfrentar (e serem derrotados) pelos Vingadores.

Muitas linhas temporais e universos se passaram até 2003 quando J. Michael Straczynski e Gary Frank receberam da Marvel o pedido de uma minissérie sobre estes heróis em uma outra realidade (Earth-31@$&5 que ninguém se importa o número) dentro do selo Marvel Max, dando liberdade para o autor escrever para o público adulto (resumindo, com nudez e violência). “Sabe a Liga da Justiça? Nós temos um grupo parecido, pega eles aqui e pira na batatinha“, disse o seu Marvel para eles. O resultado: maior venda de uma revista da Marvel voltada para o público adulto até então.

Aquawoman, Flash, Lanterna Verde, Superman, Batman e Mulher-Maravilha... #sqn

Aquawoman, Flash, Lanterna Verde, Superman, Batman e Mulher-Maravilha… #sqn

A história começa com um casal andando de carro no interior quando uma nave alienígena cai do espaço. Ao chegarem perto descobrem que dentro dela existe uma criança bem pequena vindo de um mundo à beira da destruição. Juntos o casal adota essa criança e a leva para casa. Já viu isso em algum lugar certo? Só que, se o mundo que estamos falando não é um conto de fadas, claro que o governo identificou esta nave alienígena caindo na Terra e logo aparecem na casa do casal para recolher tudo que chegou na nave.

A criança então é criada pelo governo dos Estados Unidos, por um casal de pais adotivos recrutados, que testam e moldam o ideais da criança segundo sua vontade. Depois de matar um cachorrinho ganho de presente com o descontrole de sua rajada ótica, Homelan… quer dizer… Hyperion vira o maior bem dos estados americanos.

Já no fim da primeira das dezoito edições de Supreme Power, nome original da série nos EUA, entendemos também que a queda da nave extraterrestre na Terra geraram consequências para outras pessoas na Terra… uma criança que respira debaixo da água, uma com super velocidade…. soma-se a isso um vigilante de roupa preta, um cristal que é acoplado na mão de um humano e lhe dá poderes além uma deusa presa em uma tumba que volta a vida após anos. Temos Superman, Flash, Aquaman, Batman, Lanterna Verde e Mulher-Maravilha na sua forma marvelmaxizesca.

Lembra quando o Hal Jordan lança pessoas na direção do Superman e elas morrem se chocando contra a parede? Então…

Não vou entrar em detalhes dos acontecimentos para evitar possíveis spoilers, mas, o resultado disso, eu gosto bastante. Gosto mais do que The Boys, por exemplo (falo da HQ, porque a série é bem boa e bem melhor que os quadrinhos). É um novo olhar numa história que já conhecemos bem e aumenta ainda mais o papo de lanchonete: como seria se o Superman existisse de verdade.

Poder Supremo voltou a ser Esquadrão Supremo pouco tempo depois, Hyperion já esteve junto do Thor mais de uma vez, mas, sinceramente, o material posterior é bem “mais ou menos”. Teve até Esquadrão Supremo da América! Fique pelo material encadernado aqui que tá bom, mas digo que ele deixa aquela vontade de quero mais.

Você pode encontrar Poder Supremo aqui!

Tô Lendovantagens
  • Straczynski é um grande autor, de filmes como Guerra do Mundo Z, séries como Sense 8 e outras HQs como Superman: Terra Um ou Midnight Nation. Não deixa a peteca cair aqui.
  • Gary Frank não seria escolhido para desenhar Doomsday Clock por nada né?
  • Se você curtiu esse universo de super-heróis para maiores de idade que The Boys apresentou ao público de séries ou se você nem viu a série mas tem curiosidade de dar uma olhada, lê isso aqui. Só não tem o humor ácido do Garth Ennis.
  • Ter um conhecimento prévio dos heróis que a HQ faz referência ajuda a se divertir mais com as comparações.
Tô Lendodesvantagens
  • Se você se incomoda com gore, sangue e sexo (não tem nada explícito que lembre), guarda seu dinheiro para outra semana.
  • Falta mais material bom desta Terra-12#$@45 da Marvel, as continuações são bem inferiores.
  • O encadernado da Panini do fim de 2018 não sai muito barato, mas é um formato de luxo, 440 páginas… não tem como ser muito diferente.

Não vá embora sem deixar seu comentário aqui embaixo. Já conhecia o Hyperion? Esquadrão Supremo? Nem mais recentemente quando eles apareceram no universo 616? Curte esse tipo de história: “e se super-heróis existissem”?

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2019-08-22T14:18:56+00:00 22 de agosto de 2019|0 Comentários