Christopher Chabouté é um nome relativamente recente no mercado de quadrinhos mundial. O francês teve suas primeiras publicações na década de 90, mas foram nos últimos anos que foi descoberto pelo mundo quando teve seus trabalhos publicados no mercado americano, concorrendo inclusive a dois Eisner Awards.

No Brasil já tivemos três dos seus trabalhos publicados pela Pipoca & Nanquim: Moby Dick, Um Pedaço de Madeira e Aço e, o mais recente, Solitário.

Chabouté, como é conhecido, é um verdadeiro artista da arte sequencial, a mudança de quadros nas páginas de suas obras são como frames de um filme em plano-sequência. Aqui, em Solitário, é exatamente assim, vamos seguindo o vôo de uma gaivotas pelo mar até chegar em uma pequena ilha que possui apenas uma construção: um farol.

Um barco e um farol. Simples assim…

Logo um pequeno barco chega a ilha com dois tripulantes e somente depois de algumas páginas que temos as primeiras das poucas letras e falas da HQ. A maioria dos quadros não tem uma palavra… sinceramente, nem precisava mesmo, afinal, não costumamos ver pessoas falando sozinha (ou costumamos?).

Aproveitando, daí vem o nome Solitário: neste farol existe uma pessoa morando que nunca saiu da ilha, zero contato com outros humanos e apenas vê aqueles que chegam ali e lhe deixam comida para sobreviver. O porquê disso? Aí, você vai ter que ler.

Toda semana ele chega, deixa uns caixotes e vai embora.

Uma história muito emocionante que nos faz refletir sobre a vida e humanidade. Começamos a história pelo olhar de um barqueiro que não sabia o que estava acontecendo e indo acompanhar a vida de uma pessoa que nunca pisou no continente. Aquela leitura que vale para todos, até quem nunca leu quadrinhos antes.

Tô Lendovantagens
  • Para todo mundo: quem já lê quadrinhos, quem nunca leu, quem ama super-heróis, quem odeia…
  • É aquela história para você mostrar pro seu amigo ou familiar que torce o nariz achando que quadrinhos são coisas de criança com material supérfluo.
  • É sempre uma felicidade quando material europeu chega ao Brasil: obrigado Pipoca & Nanquim, Sesi-SP e outras que tem expandido nosso horizonte.
  • Tudo, sabe? Tudo de positivo.
Tô Lendodesvantagens
  • O Caruso costuma colocar “preto e branco”aqui: vai que alguém acha ruim.
  • Apesar de ser pra todo mundo, até por ter muita imagem e pouco texto, as crianças vão precisar de um adulto para pegarem a essência da história.

E você? Já leu algum material do Chabouté antes? O que achou? Prefere um material europeu ou prefere ficar nos quadrinhos Marvel/DC? Manda sua mensagem pra gente.

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.