NAS PRATELEIRAS #71 – Batman e Mulher-Maravilha

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Quando a morte de um deus celta pode causar o fim da paz no milenar mundo mitológico e afetar o equilíbrio com nosso mundo, a Mulher-Maravilha é convocada e recorre à ajuda do maior detetive da Terra. Nessa união incomum, Batman e Mulher-Maravilha se unem numa história policial em um reino fantástico, onde nem tudo é o que parece.

Olha, essa introdução ficou legal hein? Será que vou ser chamado para fazer slogan para a DC? Mas é por aí mesmo.

Escrito e desenho por Liam Sharp, já conhecido no meio dos quadrinhos há vários anos e recentemente pela arte em Mulher-Maravilha: Rebirth, temos um roteiro de investigação bem escrito onde vamos descobrindo os motivos por trás do eventos pouco a pouco. Um ponto muito interessante foi a união da mitologia européia com nossos super-heróis e, como fã de quadrinhos e da cultura celta, não lembro de ter visto uma relação tão próximas entre esses dois mundos com personagens tão populares. Mesmo sabendo que a amazona veio de uma outra mitologia (até próxima), essas culturas não costumam ser misturar.

A morte do rei deixou o povo exaltado

Os eventos principais se passam em Tír na nÓg, nome dado ao mundo das deidades celtas (ou parte desse mundo). Lá, Cernuno protege a passagem entre os mundos e faz manter o juramento de que estes portais não serão abertos novamente, porém nem todos concordam com estas promessas e acham que devem retornar ao mundo dos humanos novamente.

O resultado disso tudo é a presença dos heróis nesse mundo de fantasia e repleto de magia tendo que entender as motivações por trás de todo acontecimento dos últimos milhares de anos (pior para o Batman que está longe da sua zona de conforto). O legal é que nós vamos juntos, descobrindo um pouco dessa mitologia, dos eventos épicos e, quem sabe, nos fazendo querer conhecer mais sobre ela.

Estaria Batman apto a usar suas habilidades nesse universo de magia?

Como curiosidade, originalmente a história foi lançada como The Brave and the Bold: Batman and Wonder Woman e reunida neste encadernado com todas as cinco edições originais. A série The Brave and The Bold original da DC Comics se iniciou lá em 1955 e durou muitos anos. Conhecida como “superduplas” no Brasil, em algum momento a mesma acabou sendo direcionada ao Batman, principalmente pelo seu sucesso na TV, até a sua última edição #200 (era um Batman: Team up com outro personagem da DC)! Isso mudaria no relançamento do título na década de 90 e que depois passou a ser lançado esporadicamente em forma de minisséries.

Vale a pena procurar pelas outras histórias da linha e é bem provável que você já tenha visto esse nome em um episódio de Arrow ou na série animada do Batman mostrando que não é uma novidade na editora.

Tô Lendovantagens
  • Uma boa história, fácil de encontrar e custo de banca.
  • Ver nossos heróis preferidos adentrando este mundo mitológico celta.
  • Minissérie fechada, o que significa que não precisamos ficar comprando revistas por anos.
  • Roteiro e arte de Liam Sharp me agradam muito. A cores de Romulo Fajardo Jr dão um toque especial.
Tô Lendodesvantagens
  • Minha empolgação nessa HQ vai bastante do conhecimento da cultura celta, será que é legal assim pra todo mundo?
  • O final não fecha tudo 100% e temos vontade de ler mais sobre aquele mundo ali. Não encontrei continuação desse material, mas se encaixaria bem em um arco solo da Mulher-Maravilha.

Leia e comente. Queremos saber sua opinião, crítica, dúvida ou sugestão. Até a próxima!

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2019-06-27T12:24:34+00:00 27 de junho de 2019|0 Comentários