NAS PRATELEIRAS #70 – Justiceiro: Ano Um

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Justiceiro foi criado em 1974 para ser mais um inimigo do Homem-Aranha, porém ele conseguiu seu espaço na Marvel para se tornar um dos mais conhecidos anti-heróis dos quadrinhos. Com diversas tentativas fracassadas no cinema e uma boa série (com alguns poréns) se você quer mesmo saber da história por trás desse personagem que passa por cima da lei e de todos para atingir seu objeto, essa aqui é sua melhor opção.

Francis Castiglione, nome de batismo de Frank Castle, o Justiceiro, foi um dos primeiros anti-heróis a assumirem a dianteira no “boom” que tivemos nos finais dos anos 80 e início dos 90. Spawn, Deadpool, Lobo, Wolverine e alguns mais assumiram esse manto de herói mas entendendo que os meios justificam o fim. Eles estão ali naquela linha tênue entre o herói e o vilão.

Capa da edição da editora Abril na década de 90

Porém, uma das coisas que nos fazem “comprar” um anti-herói é sua história. Precisamos acreditar que eles têm algum motivo forte para agirem fora da lei, de não acreditarem no sistema e querer a justiça pelas suas mãos (ou caso como Deadpool e Lobo apenas por serem cômicos e fora da caixinha).

Sempre soubemos o motivo por trás do surgimento do Justiceiro, mas a história do que aconteceu nos primeiros dias foi contada aqui. Justiceiro: Ano Um foi escrita em 1994 por Dan Abnett e Andy Lanning que juntos, nos anos anteriores, já se encontravam à frente do personagem na revista mensal . A arte fica por conta de Dale Eaglesham, muito boa por sinal, mas com aquelas cores “chapadas” que estávamos acostumados na década de 90.

O Justiceiro nasce quando Frank Castle morre

A HQ publicada originalmente em quatro edições começa no exato momento da chacina da família de Castle no Central Park e seguimos acompanhando a história por alguns pontos de vista: do repórter fracassado que é o primeiro a chegar a cena e vê sua chance de retornar à capa do jornal, do policial que vê a oportunidade de finalmente incriminar a máfia, do mafioso que vê Frank como uma ponta solta a ser eliminada e do próprio Castle que se encontra sem chão após a morte de sua esposa e filhos.

Para quem acompanhou a série na Netflix vai conseguir identificar algumas referências. Quem leu as duas edições lançadas pela editora Abril lá atrás, bem, nenhuma mudança aqui. A história é curta, mas bem legal.

Tô Lendovantagens
  • A história é curta, porém boa. Pode ser uma porta de entrada para o personagem.
  • Não precisa ter um conhecimento prévio do Justiceiro para curtir, mas se você só tinha ouvido falar, fica mais legal ainda ler.
  • É um bom item de colecionador.
Tô Lendodesvantagens
  • O preço de uma edição em capa dura costuma não ser os melhores… podia ser uma edição com capa cartão. Vale pesquisar.

Não vá embora sem deixar seu comentário aqui. Sempre gostou do Justiceiro? Já tinha lido o Ano Um? Achou que a série da Netflix finalmente fez jus ao personagem?

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2019-06-14T13:00:49+00:00 13 de junho de 2019|0 Comentários