NAS PRATELEIRAS #69 – Deadly Class

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A safra atual de escritores por trás dos quadrinhos da Image Comics é de colocar inveja nas outras editoras e não é por menos que, normalmente, eles fazem seu trabalho mais autoral por ela e continuam levando um outro título na Marvel ou DC. Jeff Lemire, Marjorie Liu, Joshua Williamson e até Brian K. Vaughan já estiveram lá e cá. Porém, foram nos anos 2000 que surgiu esse cara na Marvel que sou muito fã e autor da HQ de hoje: Rick Remender (Remender remender, the 5th of November… desculpa, sempre tenho que fazer trocadilho com o nome).

Responsável por uma das melhores fases da X-Force durante os anos 2011 e 2012, em 2013 Rick Remender (lembre-se Rick!) voltou para a Image para lançar a ótima (e ignorada no Brasil como tudo da Image até que seja anunciada uma série de TV) Black Science. No ano seguinte tivemos o lançamento da premiada Low e de Deadly Class, no outro ano Tokyo Ghost e depois Seven to Eternity. Pode ler qualquer um desses materiais que vale a pena.

Essa vida nada boa de medo e paranóia

Mas o foco de hoje é Deadly Class! Ilustrado por Wes Craig e colorido por Lee Loughridge, escrito, não se esqueça, por Rick Remender, seguimos a vida de Marcus na sua juventude vivendo como mendigo nas ruas e cometendo crimes após seus pais terem morrido em um violento acidente. Pouco sabemos no início sobre a infância do protagonista (assim como dos seus amigos de escola), mas as informações vão sendo apresentadas aos poucos.

A loucura e a falta de perspectiva permeiam a vida de Marcus a ponto de pensar em suicídio até que o dia em que, sem mais nem menos (pelo menos pra gente), ele é perseguido por um grupo de homens de terno e gravata e é ajudado por outros jovens desconhecidos que sabiam muito bem o que estavam fazendo ali. Marcus Lopez Arguello então é levado para um local secreto onde é convidado pelo reitor a ingressar na escola de assassinos. Arrá!

Estamos de um quadrinho que podemos resumir (resumir bem mesmo) como uma Hogwarts para assassinos. Com sangue, suor e lágrimas, diferente de Harry Potter, não é um quadrinho para crianças, mas já focado no público mais jovem ou adulto. Tem uma pegada, propositalmente, bem anos 80 (até por a história se passa nessa década) e vemos claramente e explicitamente referências a Clube dos Cinco. Vários clichês estão lá também, mas a temática é bem interessante.

Estamos em 1987, San Francisco e com um ótimo trabalho de cores de Lee Loughridge

Qualquer coisa além disso é spoiler e tudo isso resumido aí em cima tá só na primeira edição. Não se assuste, mas Deadly Class é uns 4 anos de idade, estamos no número 38 nos EUA. O bom é que, antes tarde do que nunca, os irmãos Russo resolveram desenvolver uma série com este material e a Devir Livraria resolveu investir trazendo os dois primeiros volumes para o Brasil. O que a Devir não contava é com a série ter sido cancelada pelo Syfy este ano e os produtores estarem procurando uma nova parceria… só eu ouvi Netflix?

A série eu não sei, mas os quadrinhos eu curti e curto ainda. Vale a leitura.

Tô Lendovantagens
  • Um material diferente e interessante que pode pegar de um público adolescente até adulto.
  • Referências à década de 1980 que nós, balzacs, curtimos.
  • A série da TV está parada, mas os quadrinhos não, então tem bastante coisa pra ler.
  • Na internet você encontra facilmente a versão original ou nacional do material, molezinha.
Tô Lendodesvantagens
  • Vou sempre reclamar: precisa esperar quanto tempo para sair um material desses no Brasil? Vamos conversar mais com a Image galera.
  • Olhei AGORA na Amazon e a edição americana do primeiro encadernada sai por R$32,50 enquanto a edição nacional R$50. Alguém me explica isso, por favor!! Além: a edição americana tem em formato digital, a brasileira não.

Bem, com não assisti a série ainda, não vou entrar no mérito da adaptação baseado nas opiniões alheias, porém, se você já viu, manda sua opinião aqui para a gente! Se não viu, pode mandar uma mensagem também, sem problemas. Conta como foi seu dia, como foi na escola… quantos assassinatos hoje?

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2019-06-06T13:38:04+00:00 6 de junho de 2019|1 Comentário