NAS PRATELEIRAS #59 – Umbrella Academy

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Chega ao Netflix uma série baseada em uma HQ homônima sobre um grupo de super heróis onde seus integrantes são filhos adotivos de um cientista maluco e bilionário. Um tem o corpo de macaco, um viaja no tempo, um tem tentáculo no lugar de pernas, um não tem poder nenhum… tudo isso vindo da cabeça do vocalista de uma banda de Rock. Essa é a Umbrella Academy.

Você pode estar conhecendo esse nome só agora mas a HQ foi lançada em 2007 pela Dark Horse. A primeira parte das três já lançadas (com a quarta já anunciada), chamada de Apocalypse Suite, ganhou no ano seguindo o prêmio Eisner de melhor minissérie abrindo caminho para o sucesso que estamos vendo hoje.

O projeto foi idealizado pelo compositor e cantor da banda My Chemical Romance: Gerard Way, que após Umbrella Academy já se aventurou no mundo dos quadrinhos novamente com Killjoys. E, sinceramente, você realmente consegue ver influência de uma mente por trás de uma banda de rock também nesses quadrinhos. Ah, o próprio autor também cita a Patrulha do Destino de Grant Morrison como sua maior influência e, coincidência ou não, as duas séries foram lançadas no mesmo dia (se não conhece Doom Patrol, é porque não tem acompanhado o Rebobinando!).

Caverna do Caruso - Umbrella Academy - Cotovelada Voadora Atomica

Tudo começa com uma cotovelada voadora atômica

A arte fica por conta do brasileiro Gabriel Bá, conhecido muitas vezes por seu trabalho em conjunto ao seu irmão Fábio Moon, ele é responsável por outras boas leituras como Casanova e Daytripper. Digo que os traços de Gabriel são parte essencial da obra que temos aqui, hora num clima de terror, hora num tom de comédia peculiar. Resumindo o que disse Neil Gaiman na introdução de uma das edições encadernadas, “se uma HQ fosse só a história, você imprimia o roteiro e lançava como livro”, explicando a importância do ilustrador.

A premissa é simples, mas o desenrolar é bem mais complexo (com viradas do roteiro e definições de acontecimentos de maneira muito peculiar). Tudo começa com uma cotovelada voadora atômica e o nascimento de 43 bebês simultaneamente de mulheres que não estavam grávidas! Sir Reginald Hargreeves, cientista conhecido mundialmente e com muiiiiito dinheiro, adota sete dessas crianças e cria esse supergrupo chamado de Umbrella Academy.

Sete órfãos adotados, do Número Um ao Número Sete, literalmente

Com idas e vindas na linha cronológica, vamos conhecendo o passado desses personagens e como eles chegaram aos dias de hoje, cada um da sua maneira, inclusive descobrindo até que um nem sobreviveu aos anos na academia. O relacionamento com o pai e sua mãe adotiva, seu amigo Sr. Pogo… tudo que deveria ser normal dito assim, mas não é.

Se você já começou a ver a série na Netflix sabe um pouco mais da história do que estou colocando aqui, claro, mas saiba que as coisas são bem diferentes nas duas mídias. Não deixe de ler os quadrinhos se curtiu a série da TV, as HQs são bem melhores. Vale falar que a adaptação engloba, de forma bem misturada, os dois primeiros encadernados que já saíram no Brasil pela Devir: Suíte do Apocalipse e Dallas.

Vale avisar que os quadrinhos são mais “gráficos” na violência que a TV, então, mesmo com a história longe de parecer agradar o público mais jovem, não é recomendado mesmo assim para qualquer um.

Tô Lendovantagens
  • Já saiu no Brasil e é fácil de encontrar.
  • Diferente de outros matérias de super heróis ou ate mesmo diferente de outros materiais de super heróis diferentes.
  • Não sei se teve alguém que não entendeu muito bem a serie de TV, mas ler a obra original sempre ajuda ou pelo menos acrescenta informação.
  • Comparando com a TV, os quadrinhos são mais dinâmicos e mais coisas acontecem ao mesmo tempo. Não tem nem espaço pra barriga na história.
Tô Lendodesvantagens
  • Eu implico com a Devir por as vezes demorar em lançar um material que eles tem direito no Brasil, não é o caso e espero ver a terceira parte logo que possível (nesse caso não saiu o encadernado nem la fora ainda).
  • A história é boa e divertida, mas é bem malucona e as soluções podem ser mais fáceis do que se espera). Não que seja uma desvantagem, mas fique avisado.

É, por último, peço desculpas pela falta de texto na última semana, mas foi por um bom motivo, nasceu mais um futuro leitor de quadrinhos no mundo!

Ah, e não deixe de comentar aqui no post, sempre bom saber das outras opinões sobre o material que estamos lendo.

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2019-03-11T09:23:47+00:00 21 de fevereiro de 2019|11 Comentários
  • Alexandra Gregório

    Então n é MT meu gosto sabe, porém eu penso q sempre podemos ler coisas novas q pode surpreender e descobrir um mundo novo, por isso que sempre passo aqui na caverna!

    • Vale dar uma chance, mas acredito que não deva agradar a todos mesmo.

      Já viu a série na TV? Talvez seja uma boa forma de saber se os quadrinhos irão agradar. Mas, como falei, acho a HQ melhor em ritmo e história.

      • Alexandra Gregório

        Eu n gosto de série, mas posso ver tbm…

  • Bruno Messias

    Parabéns pela chegada do novo membro da família!!!
    Primeira vez que vi meu filho “lendo” um quadrinho no quarto dele, aos três anos de idade (hoje tem 15), os pés em cima da mesinha cheia de giz de cera… Que emoção! Consegui fotografar sem ele perceber.

    Umbrella parece muito patrulha do destino! Eu dei um azar quando fui ler, porque só tinha a segunda edição na biblioteca onde peguei emprestado… Então não entendi nada. Só fui ler a primeira no social comics. É legal, mas os desenhos são melhores que o roteiro.

    • Obrigado Bruno.

      Imagino que ler Dallas antes deve ter dado um no na mente hehehe

  • Ricardo Varotto

    Comecei a ler Hotel Oblivion e não me prendeu tanto assim. Vamos ver no que vai dar.

    • Eles foram surtando nas ideias, tentando fazer coisas mais absurdas cada vez mais e tá muito estranho. Também não curti a confusão que tá, gostava mais da pegada inicial onde tinha mais relação com a realidade.

  • Êêêêê, valeu pela menção honrosa, hehe.

    Sempre tive vontade de ler Umbrella Academy, mas nunca tirei um tempo pra isso. Durante um tempo, aliás, eu nem sabia que tinha saído no Brasil. Vou aproveitar a estreia da série e ver se acho os dois encadernados em algum lugar pra poder ler logo de uma vez!

    • Lê que vale a pena. Acho melhor que a série.

  • João Dôu

    Umbrella Academy é muito legal, porém sua publicação é muito bissexta pro meu gosto. Teve uns 3 encadernados nos EUA mais umas 2 ou 3 historietas avulsas, e 2 encadernados publicados no Brasil. Acho pouco pra um universo que parece tão rico e tão pouco explorado. Esses artistas hipsters tipo o Gerard Way ou o Paul Pope não são muito dados a volume de trabalho, lançam uma hq hypada e pra eles já está bom. Uma pena. A série de TV é bem legal e as mudanças não me incomodaram em nada.
    Um comentário: O Horror não tem tentáculos no lugar das pernas, pelo menos nas hqs que saíram no Brasil. Até onde vi, saem da barriga ( tanto ele moleque quanto na estátua póstuma ).

    • Quando esses caras não vivem de quadrinhos ou possuem um contrato com uma empresa maior que impede de continuar o material mais independente, acontece isso.

      E sim, são tentáculos da barriga, mas quando escrevi eu lembrava de ver ele voando com os tentáculos, mas vendo a série na TV eu me liguei nisso. Valeu pela correção.