NAS PRATELEIRAS #58 – Battle Angel Alita

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Battle Angel Alita para uns, Gunnm para outros, estamos falando de um mangá cyberpunk lançado em 1990 que deu origem ao novo filme que chega em breve aos cinemas do Brasil. Se ainda não conhece a história, chegou na hora certa.

Alita, nome do mangá como é conhecido no ocidente, foi originalmente lançado como Gunnm no Japão em 1990. Criado por Yukito Kishiro, ele teve seu primeiro mangá escrito quando tinha apenas dezessete anos, seis antes do seu maior trabalho.

O primeiro volume, com 52 capítulos, foi publicado até 1995 e conseguiu atrair a atenção de muita gente, inclusive tendo seu primeiro arco adaptado para um anime em 1993 (e fato: foi dele que a maior parte do filme foi adaptado). Aliás, não é de hoje que os direitos de Alita estão nas mãos de James Cameron e ele mesmo já havia dito no passado que esperava o momento certo onde a tecnologia permitisse que ele fizesse o filme que gostaria.

No Brasil os direitos de publicação foram adquiridos pela editora JBC e tivemos a primeira distribuição em 2003, porém, com as notícias da produção do filme, Alita foi relançado em quatro encadernados em 2017. E, se você não pode ler antes há 15 anos atrás, está mais que na hora!

Caverna do Caruso - Alita - Ido

Alita vista pela primeira vez

Alita, que em japonês tinha o nome de Gally (sim, Alita é um nome inventado na tradução americana), é uma ciborgue encontrada no lixão da Cidade Sucata (ou Cidade de Ferro, dependendo da tradução) e adotada por pelo cybermédico Daisuke Ido (ou seja lá o nome ao médico/mecânico que conserta ciborgues).

A história começa em 2533 (este volume dura cerca de treze anos) e o mundo está naquele famoso futuro distópico onde os ricos vivem na mordomia com o melhor que a tecnologia pode oferecer e a maior parte da população vive na pobreza na superfície. A cidade sucata, onde nossos protagonistas se encontram, está debaixo da cidade flutuante de Salem (lembra de Elysium?) onde está a nata da sociedade.

No início não sabemos muito sobre esse mundo (na verdade, não sabemos nada) da mesma forma que a própria Alita que é encontrada com seu cérebro humano perfeito, mas sem memória de seu passado. Aos poucos vamos conhecendo o que aconteceu com a Terra e com Alita. (E isso acontecesse beeeem lentamente…)

Caverna do Caruso - Alita - Combate

Um mangá com muita ação

Logo vemos que ela não é (ou era) uma pessoa ou ciborgue comum, seu instinto e suas técnicas de luta são surpreendentes, logo chamando a atenção da população. E luta é o que não falta, é um mangá bem violento (como muitos), mas não apela para o erotismo. Alita é uma grande representação de uma jovem se tornando uma mulher determinada que quer descobrir seu passado sem medo de enfrentar o futuro, passando por cima de quem precisar. Dentre os vários quadros borrados em movimento e cabeças voando, temos um enredo forte de libertação e descoberta.

A arte tem nítida evolução entre as primeiras e últimas edições nesses cinco anos. Imagina então como estaria hoje? Na verdade, nem precisa, Alita ainda é uma série em andamento. Entre 2000 e 2014 o segundo volume chamado de Alita: The Last Order com 124 capítulos, mais que o dobro da série original, foi lançado (a JBC está no segundo encadernado desta fase) e no fim de 2014 o terceiro volume Mars Chronicles se iniciou, atualmente no 32º capítulo.

Tô Lendovantagens
  • O relançamento recente deixa Alita fácil fácil de encontrar para ler, ainda mais a JBC lançando a mídia física e digital, só escolher.
  • Mesmo vendo o filme ou assistindo ao OVA, a história do mangá se aprofunda ainda mais além de várias mudanças que fazem cada mídia uma experiência diferente e até complementar.
  • Não tem aquelas mil histórias paralelas, inícios diferentes… é uma história linear e fácil de acompanhar. E a vontade é ler um atrás do outro.
Tô Lendodesvantagens
  • Eu não sei se é uma história fácil para não-iniciados na leitura de mangá. Tem muitos quadros caricatos, explicações de termos inventados (ou não) e aquelas coisas bem doidas dos japoneses.
  • Ah, cabeças rolando, sangue e essas coisas que muita gente pode não estar acostumadas se não lê mangás.
  • O segundo arco, que fala do Motor Ball é meio uma barriga e não é minha favorita… apesar do filme trabalhar bem isso mesmo em só poucos minutos.

Tá, se você acompanha a coluna, semana passada eu falei que iria falar de Umbrella Academy… desculpa, semana que vem ela estará aqui. É que não aguentei para falar logo do mangá depois de ter visto o filme. Sim, vi e me controlei para não ficar falando dele, viu?

Também não falei do OVA e vou contar com o Kadu para escrever sobre o anime no Rebobinando, vamos cruzar os dedos!

No mais, deixe seu comentário aí! O que já leu de Alita? Viu o anime? E o filme? Quer spoiler? Hehehe

Dica: assista o filme no IMAX ou na maior tela que puder! Vale a pena!

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2019-02-08T10:54:18+00:00 7 de fevereiro de 2019|2 Comentários
  • Só consegui ler um pouco antes de escrever a Rebobinando. Não sabia que ainda tinha coisa atual sendo lançado de Alita, achei que esse mangá novo fosse mais velho mesmo hahahah. Um bom motivo pra começar a ler ontem!

    • Mangá dura enquanto der grana. A história atual foca no passado da Alita, mas tipo criança mesmo com indas e vindas no tempo.

      Mas, sinceramente, bom mesmo é essa arco original com início e fim. Depois eles ignoraram o final original e seguiram com Last Order que é loooongo.

      Agora vieram com essa nova que é legal sim, mas com risco deles levarem além do limite