NAS PRATELEIRAS #57 – Jessica Jones

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Há duas semanas falamos de Homem-Aranha: Miles Morales aqui e hoje vamos falar de outra personagem também idealizada por Brian Michael Bendis. Jessica Jones chegou à Marvel Comics bem depois de grandes nomes da editora, mas com peso e um passado que jogaria ela rapidamente entre os melhores.

A história de Jessica Jones vai se meio curta hoje já que nosso amigo Kadu nos fez o favor de, há quase um ano atrás, falar sobre Alias aqui mesmo no Rebobinando #23. Então vou avançar um pouquinho na história e focar na série iniciada em 2016.

Uma coisa que você já pode ter percebido de diferente nas revistas da Jessica é que sua história é contada por flashbacks. Como ela foi criada somente em 2001 não tinha como a colocar junto com outros heróis que já conhecemos há muito mais tempo apenas citando e deixando pra lá qualquer continuidade. Esse é aquele grande problema dos heróis que não envelhecem, como o Batman e o Homem-Aranha que são idosos e com a mesma cara até hoje. Por exemplo, para adicionar um filho na linha temporal temos duas opções: ou veio de outro universo ou era de alguém que o mantinha escondido do resto do mundo por anos.

Caverna do Caruso - Jessica Jones - Spider Woman - Jessica Drew

Jessica Jones e Jessica Drew batendo um papo

Foi por flashbacks que conhecemos um dos grandes vilões da personagem e das maiores interpretações entre as séries da Netflix recentemente, o Killgrave ou Homem-Púrpura. No quadrinhos aprendemos tudo que ela sofreu nas mãos dele e como ela se tornou a melhor amiga da Carol Denvers, nossa Capitã Marvel. Esses dois pontos, especificamente, vão ser importantes para a nova saga. Para se ter uma ideia, se você não leu Alias (e deveria ter lido), Carol seria a amiga que foi substituída por Patsy Walker na TV (já que a Marvel tinha planos maiores para ela no cinema).

Estamos novamente em 2016 e agora Jessica Jones tem uma revista com seu nome na capa! Nada de Alias ou Pulse… depois de varias participações em séries e outras revistas, ela tem novamente uma casa pra chamar de sua. Essa nova serie teve dezoito edições e já foram lançados dois encadernados pela Panini em terras tupiniquins (o terceiro deve estar chegando já já).

Antes de entrar um pouquinho na história (sem spoilers), vale ressaltar que cada capa ter a arte de David Mack… só isso seria o suficiente para ter cada edição avulsa! Coisa linda!

Ainda sobre arte, até comentei em algum lugar do passado que não era fã de Michael Gaydos… era. No início em Alias eu achava a arte muito carregada no preto. Sobras desnecessárias que atrapalhavam a leitura. Quinze anos depois esse excesso de tinta deu uma suavizada e comecei a curtir mais e jogou Jessica Jones para um novo patamar (pelo menos pra mim ué!).

Caverna do Caruso - Jessica Jones, Maria Hill e Duende

O Duende veio dar as caras por aqui

A história continua sendo escrita por Brian Michael Bendis e, como sempre, muito boa. Estamos falando de uma heroína que não quer assumir esse papel, com uma filha pequena para criar que chegou ao ponto de se esquecer como voar. Os casos ainda batem às portas e envolvimento com alguns inimigos (e amigos) do Aranha acontecem. Os diálogos que trazem esse universo de super para mais perto da realidade e mostrando o lado que não vemos normalmente, incluindo dos vilões são muito interessantes, mas a história dá uma guinada com o retorno de Killgrave e daí para o fim são de arrepiar.

Esse é o cara que torturou e estuprou ela durante meses (vale lembrar aqui que estamos no selo Marvel MAX, recomendado para maiores de 18 anos). A raiva e o psicológico vão a mil. Do outro lado uma pessoa obcecada… como lidar com isso? A história fecha em si, mas termina como uma temporada da Netflix com um gancho para a minissérie lançada no fim do ano passado lá nos EUA (e ainda não terminou).

E onde entra a Capitã Marvel nisso tudo? Pô, tem que ler né?

Tô Lendovantagens
  • Molezinha de encontrar nas bancas ainda e com a última edição para sair, dá tempo fácil.
  • Aliás, ler tudo da Jessica Jones é bem tranquilo já que não tivemos muitas edições de 2001 para cá. Então rapidinho você passa a conhecer a história principal da personagem.
  • As revistas saíram aqui em capa cartão, custo baixo e cabem certinho nas prateleiras.
  • Um dos últimos trabalhos do Bendis na Marvel. A continuação da série da Jessica (que saiu ano passado) já é outra equipe criativa.
Tô Lendodesvantagens
  • Na verdade não pensei em nenhuma desvantagem: arte… gooood, saiu no Brasil…. gooood, história… gooooooood! (leia com a voz do Joey comendo o english triffle da Rachel).

E antes de partir para a leitura (ou depois se prometer voltar aqui), deixe seu comentário! Já leu Jessica Jones? Alias? Pulse? Não deu….

Ah, em 15 dias estreia Umbrella Academy na Netflix, quem sabe falaremos deles em breve. Até semana que vem!

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2019-01-31T12:00:09+00:00 31 de janeiro de 2019|3 Comentários
  • Yago Ghuttyerrys

    Sinceramente, eu acho muito interessante o contexto e o conceito da personagem. Eu sinto que atualmente, apostar em séries ou ler a hq… Fiquemos com as HQ’s. Pois, na série eles tentam inovar, mas só fazem deixar buracos e superficialidade no roteiro. Irei ler sim, sua recomendação me fez querer voltar a leitura. Tinha apenas a primeira edição. Tibério, eu havia enviado um e-mail e tentado entrar em contato, pois, gostaria de escrever junto a vocês. Meu foco estaria em Hqs de ficção cientifica e/ou mais pesadas, como um universo distópico e cyberpunk. Já estou até mesmo lendo uma no momento e formulando um texto.

    • Fala Yago, eu consigo consumir as duas mídias sem problemas. Só saber diferenciar e tratar como mundo separados.
      Claro que a HQ, pelo tempo que se consegue publicar uma história, consegue-se também trabalhar melhor o personagem.

      Mas esse e-mail acabou indo pro Caruso, manda mensagem para ele.

      Abraço.

  • Ricardo Pires Ferreira

    Só a referência a Friends já valeu o review. Mas – como um belo bônus – ainda temos Jessica Jones escrita pelo Bendis. E por um Bendis em boa forma, o que não tem sido muito comum nos últimos anos.