NAS PRATELEIRAS #49 – Empty Zone

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Já estou há tempos querendo escrever sobre essa série aqui, na expectativa ao seu lançamento no Brasil. Porém, como não li nada sobre isso até hoje, não quero privar outras pessoas de ler uma grande HQ de ficção e terror.

Empty Zone teve sua primeira edição lançada em 2015 através de um projeto de financiamento coletivo no Kickstarter, o que garantiu a continuidade da série em dez edições produzida pela Image Comics. O idealizador, roteirista e desenhista da série é Jason Shawn Alexander e talvez você já tenha visto seu trabalho em Gotham Central, Batman: Caos em Arkham City ou Abe Sapien, porém, sempre como ilustrador.

Aqui Jason traz para si a responsabilidade de escrever sobre Corinne, uma ex-soldada num futuro distante (ou nem tanto) dezenas de anos após um grande blackout mundial. Pode-se imaginar que não estamos em um mundo perfeito e com mentes sãs: nossa protagonista maníaca-depressiva com um braço biônico vive em em meio a vícios e traumas usando suas habilidades para o mercado negro. E sim, temos nudez e um pouco de gore (afinal é terror, né?), o que tira de cara cara o pessoal mais novo como público alvo.

Caverna do Caruso - Empty Zone - Arte

E essa arte hein?

São dois encadernados com cinco edições em cada, o primeiro é chamado Conversations With the Dead onde esse mundo e a história da Corinne são apresentados e o segundo arco é concluído com Industrial Smiles. Começamos em Pittsburg e vamos até Berlin na segunda metade. O visual cyberpunk é muito presente e a arte de J. S. Alexander ajuda bastante a nos colocar ali.

A história não demora nada a se tornar interessante, logo nas primeiras páginas já fui pego sendo surpreendido e fiquei grudado até o fim. Quando você acha que a história pode se perder, ela dá uma volta e te pega novamente. Apesar de estar na categoria do gênero terror, o que chama atenção é todo o lado psicológico. Sabe filmes de zumbis que eles só ambientam tudo para a relação humana? Tipo isso. Ah, tem bastante ação também!

Caverna do Caruso - Empty Zone - Corinne

Mais uma manhã na vida de Corinne

Claro que temos algumas comparações com outros materiais, afinal, muita coisa já foi escrita, como talvez o bilionário louco que quer… não, o que ele quer você descobre lendo… mas ele me lembrou de cara o Rei do Crime junto com seu capanga meio Dave Jones Biônico. Apesar de qualquer coisa, não dá pra falar que não é original.

Empty Zone é um bom exemplo do porquê vale a pena arriscar procurar algo diferente do que estamos acostumado a ler, ir lá do outro lado das prateleiras longe da Marvel ou DC, se interessar pelo plot, comprar pela arte e se surpreender com a história.

Tô Lendovantagens
  • Diferente e bom.
  • Ótima história sem abrir mão da arte… ou melhor ótima arte sem abrir mão de uma boa história.
  • Não lembro de ler uma HQ cyberpunk assim faz um bom tempo.
  • Apesar da edição gringa, já vi promoção dela na Amazon com 40% de desconto. Se pensar que um encadernado da Marvel está cerca de US15 ou R$60, aqui o preço de capa dessa revista é U$10 ou R$40 (isso no preço cheio).
Tô Lendodesvantagens
  • Bem, não saiu por aqui… ainda. Só em ingrês!
  • Se você se incomoda com qualquer tipo de nudez, sexo ou relacionamento homossexual… bem, vai se incomodar.

Antes de ir, deixe sua mensagem aqui! Curte quadrinhos do gênero cyberpunk? Terror? Sci-fi pelo menos? Fique a vontade para sugerir novas leituras. Até!

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2018-11-23T00:10:00+00:00 23 de novembro de 2018|5 Comentários
  • Ricardo Varotto

    Depois que vi o nome do autor, Jason Alexander, não consegui mais parar de pensar no George Constanza escrevendo a história…

    https://uploads.disquscdn.com/images/4aa25452ce6826e1194d642c727a2743985263f96faa76d98cbcb2a05c05876d.jpg

    • Hahaha Ia ser bem louco porque o estilo do traço tem uma personalidade bem diferente do George Constanza, ia ser uma coisa meio Paul Pfeiffer ter virado o Marilyn Mason.

      • Ricardo Varotto

        Vidas secretas.

  • Icaro Nunes

    Fala Tibério! Ótimo texto. Venho perguntar de curiosidade, você não sabe de outras HQs cyberpunk que sejam recomendáveis? haha

    • Fala Icaro! Maneiro o nome!

      Eu tenho maior dificuldade de lembrar assim de cara, mas vou tentar. Servem clássicos como Akira ou Juiz Dredd ou Ghost in The Shell? Ah, ou Transmetropolitan (esse não li tudo ainda, mas é beeem maneiro) Hehehe

      Hard Boiled do Frank Miller (e não o filme do John Woo) saiu no Brasil pela Devir… e do Frank Miller tem Ronin também, clássico.

      Tem um que tá virando febre que é Battle Angel Alita, ano que vem vai ter filme e tudo mais. Em breve vou escrever aqui sobre. Mangá, vale bem a pena.

      Mas de menos conhecidos Tokyo Ghost foi uma grata surpresa. Rick Remender e Sean Murphy. Mas só li o primeiro encadernado de dois. Não acho que vá ficar tão ruim na metade né?

      Tem um nacional que comprei na CCXP 2016 ou 2017 que não me vem o nome agora… se achar eu respondo aqui também.

      Ah, tem Batman do Futuro… hehehe, tô brincando… ou não.

      Abração