NAS PRATELEIRAS #36 – Trindade: Renascimento

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Há 10 anos atrás a DC Comics resolveu criar um título mensal que reunia seus principais personagens: Superman, Mulher Maravilha e Batman juntos formam a Trindade.

O título que mostra que a editora não está para brincadeira, afinal Trindade é um nome relacionado a divindades nas religiões cristãs ou hindus, traz histórias onde vemos uma relação mais próxima entre os super-heróis e também de seus alter egos. Aliás, tanto na série de 2008 quanto na atual, iniciada em 2016 na fase Renascimento, começamos por uma reunião entre os amigos Clark, Bruce e Diana até, claro, as coisas esquentarem e seus uniformes aparecem.

Bem, se você não acompanha as revistas mensais, saiba que a Panini Comics lança as revistas da DC pós-Renascimento de duas formas: ou edições mensais que unem uma ou duas revistas de linha ou através de encadernados de maior periodicidade, seguindo o conteúdo das edições americanas O segundo caso acontece, por exemplo, com Asa Noturna (que já está no quarto volume), Supergirl, Aves de Rapina e, entre outras, Trindade. Sendo assim, o foco é falar dos dois volumes já lançados no Brasil.

Caverna do Caruso - Trindade - DC Comics

Grande trabalho de Francis Manapul

Com o primeiro volume lançado em Janeiro e o segundo em Julho deste ano, já temos as onze primeiras edições traduzidas no Brasil. Com esse material em mãos, uma coisa que me chamou mais atenção de cara é o nome de Francis Manapul. Trabalhando para a DC exclusivamente desde 2007, Manapul ganhou o direito sobre o argumento, arte e cores sendo simplesmente a “umquipe” por trás da Trindade nesses primeiros encadernados (mesmo com uma participação aqui ou ali de Clay Mann ou Emanuela Lupacchino).

No volume 1 vemos Diana e Bruce indo fazer uma visita a esse “novo” Clark Kent, casado com Lois Lane, pai de Johnathan Kent, e presente nessa realidade desde os eventos em Convergência. Sim, se você não tem acompanhado os acontecimentos “recentes” dos últimos 5 anos, o Superman atual é aquele mesmo que morreu láááá atrás e assumiu o manto após a morte do Super dos Novos 52 (e ele ainda não está muito confortável com isso, nem a fim de aparecer para o mundo).

A história inicial foca muito no íntimo dos personagens: seus passados, medos… apesar de uma trama simples, a complexidade que descobrimos em cada um deles nos leva a conhecer ainda mais esses heróis. Com personagens inesperados (que você precisará ler para saber quais) e referências a outras histórias, o primeiro encadernado nos coloca na mente de cada um, gerando uma certa intimidade e os conhecendo melhor, numa sensação que essa revista poderia servir até como primeiro contato de um novo leitor com os heróis.

Caverna do Caruso - Trindade - Pagina 2

No segundo volume temos vilões de maior calibre

O segundo volume começa muito bem com uma história que envolve uma certa trindade do mal, um para cada super, envolta em misticismo e que nos deixa empolgado para o que virá a seguir. Sim, apenas empolgados pelo que virá porque o duelo entre as trindades não segue adiante quando, na edição seguinte do encadernado, pulamos para outro plot onde os vemos se unindo a outros membros da Liga da Justiça para uma aventura espacial quando seu satélite está caindo em direção a Terra.

Não entendi muito bem o fato de não fecharem este arco que só irá continuar a partir da edição 12 (volume 3), mas não deixa de ser instigante e deixar aquele gostinho de quero mais. Ao mesmo tempo, isso faz com que o encadernado fique mais fraco que o anterior, mesmo sendo muito bom ver Luthor ou Ra’s al Ghul. (Ah, a arte continua excelente!) E também, a história que envolve também Cyborg, Flash e amigos é legal e mostra bem o trabalho de equipe entre eles.

São duas boas aquisições para quem quer conhecer ou voltar a acompanhar a Mulher Maravilha, Batman ou Superman nesta nova fase.

Tô Lendovantagens
  • Sinceramente, curto em mais as edições da DC lançadas em encadernados do que em edições avulsas. Então é uma boa vantagem.
  • Francis Manapul é uma grande surpresa nesse título assinando roteiro e arte.
  • Apesar de bons quadros de ação, o foco no psicológico da primeira edição foi uma pegada interessante. Afinal, qual seria o inimigo dos maiores heróis do universo?
  • Faz a gente esperar por mais vai entrar aqui no ponto positivo. Com certeza vira para minhas prateleiras quando for lançado o próximo.
Tô Lendodesvantagens
  • Apesar de tudo, o volume 2 não tem o mesmo ritmo que o 1. Então, se tiver que escolher, vá no primeiro.
  • Também nos segundo tive a sensação que precisava ter um conhecimento do que estava acontecendo com os heróis nas suas próprias revistas para pegar todos os detalhes da trama. Então, se você não leu mais nada, me diz aí se isso foi ruim para você!

E se você gostou, deixa um comentário aí!!! Conta para nós se tem acompanhado essa fase da DC Comics no Brasil após o Renascimento, se tem acompanhado direto das edições americanas ou o que tem achado do tratamento que eles estão recebendo. Venha bater um papo conosco.

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2018-08-03T14:16:21+00:00 2 de agosto de 2018|10 Comentários