NAS PRATELEIRAS #20 – Placas Tectônicas

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Caverna do Caruso - Placas Tectonicas

Placas Tectônicas foi a terceira HQ da artista francesa Margaux Motin, mas foi a primeira a ser traduzida para o português e lançada no mercado brasileiro. Publicada pela editora Nemo em 2016, acompanhamos um pouquinho da vida da autora durante cerca de 2 anos na qual se passam as histórias.

No início do quadrinho, Margaux é uma mulher de 32 anos, mãe, que acabou de sair de um casamento em mais um ano que se inicia. Acompanhamos a protagonista durante vários meses, uns 2 anos talvez, com suas dúvidas, certezas, inseguranças, vontades, uma nova paixão, uma nova vida… Porém, se você acha que não tem nada de diferente aqui (quem lembra de Radical Chic de Miguel Paiva levanta a mão!), tudo isso é contado de forma bem divertida, com situações que até podem ser consideradas constrangedoras para alguns, mas que a autora sempre tira o melhor de cada uma. Erros e acertos, vemos tudo isso de uma forma bem legal, leve, descontraída e com humor no ponto certo.

São mais de 250 páginas com pequenas histórias lançadas no formato de tirinhas, mas meio sem ser uma tirinha literalmente, sabe?. Uma história dura 10 páginas, outra apenas uma. Curti bastante o traço dos desenhos, que parecem simples, em vários momentos sem fundo até, com apenas a personagem em quadro, mas com muita expressão! Podia ser até em preto e branco, mas temos ótimo uso de cores, degradê, colagem… cada página é diferente da outra, demonstrando os diversos momentos nessa autobiografia.

Placas Tectônicas - Página

Quem nunca?

Parte do público masculino de leitores pode se perguntar se essa HQ é para eles, digo que é para todos! Todos nós podemos nos divertir com as situações, independente de sexo ou gênero, e entender suas decisões.  É fácil se identificar com muitas delas, afinal, somos todos humanos pensantes (tá, nem todos humanos parecem ser pensantes, mas isso é outro assunto), com sentimentos e que passamos por momentos bem parecidos, senão iguais às de Margaux.

Tô Lendovantagens
  • Ótima qualidade gráfica, Nemo mandou bem.
  • Ótimo custo-benefício. Já vi váááárias promoções por aí.
  • Ótima porta de entrada para aquela pessoa que acha que quadrinhos são só super-heróis saindo no tapa.
  • Gostei bastante da arte… mesmo! As expressões corporais, os trejeitos… muito legal!
  • Com certeza as mulheres se identificarão muito mais com a personagem, mas qualquer um vai se divertir. Eu me diverti!
  • Você termina de ler se sentindo amigo íntimo dela.
Tô Lendodesvantagens
  • Claro que sempre pode ter alguém que não se sinta como público alvo, que a história foi escrita para outra pessoa e não se identifique em nada, não tem jeito.
  • O preço de capa não é dos melhores para um quadrinho independente, mas hoje você acha fácil por um bom preço, como disse lá nas vantagens. Se não achar, espere um pouco que já já baixa.

Não deixe de escrever para nós o que achou da HQ de hoje! Se gostou, se não gostou, se conhecia ou não.

E parabéns à todas as mulheres!

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2018-03-09T02:15:24+00:00 8 de março de 2018|4 Comentários
  • Bruno Messias

    Eu adoro esse livro! Nao tinha pensado na Radical Chic, mas faz sentido. Pra mim lembrou mais a argentina Maitena. As interações da Margaux com a mãe e com a filha são as melhores partes!

    Eu fui lendo e me apaixonando pela protagonista…

    • Não conheço Maitena, mas nada que não possa ser resolvido. hehehe
      E a primeira grande risada que dei com esse quadrinho foi com a filha e a mãe na mesa. Aquela é demais.

      Valeu Bruno!

      • Bruno Messias

        Poxa, precisa conhecer a Maitena! Ela faz uma série chamada “mulheres alteradas”. Muito parecido, mas não é autobiográfico.

  • BOA, Tibério! Ganhei de presente de um amigo leitor do Abacaxi Voador (que tá hoje no nosso grupo de quadrinhos…)! Mas a Mariana me roubou e leu antes de mim, SE A-M-A-R-R-O-U! Leu duas vezes seguidas! Eu ainda não li, mas tá na minha pilha! Achei que o traço dela lembrava muito aqueles longas de animação 2D dos anos 90! Que faltam que aquilo me faz…
    Excelente indicação!