NAS PRATELEIRAS #14 – Super Sons

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Super Sons - DC Comics TPB - Capa

Os primeiros Super-Sons foram criados láááá atrás na década de 60/70, onde o filho do Superman e o filho do Batman, respectivamente Clark Kent Jr e Bruce Wayne Jr (com seus nomes super inventivos), enfrentavam a árdua tarefa de serem filhos de seus Super-Dads!

Eram simplesmente uma versão mais nova dos heróis que conhecíamos, com os mesmos poderes e uniformes, e logo foi esclarecido que não passavam de uma realidade virtual ou simulação feita pelo computador da Fortaleza da Solidão. Tudo bem, porque nada daquilo fazia sentido, nem suas mães nem origens nunca foram mostradas de verdade.

Já recentemente, Superman & Batman: Generations, criado por John Byrne, reescreve a história e traz os super-heróis da DC enfrentando a passagem de tempo enquanto seus descendentes assumem seus postos. Aqui não temos só os filhos, mas netos, bisnetos, incluindo o cruzamento de genes entre a família Kent e Wayne em algum momento. É interessante e vale a leitura.

Muito legal tudo isso, mas estamos aqui hoje mesmo para falar das aventuras lançadas no exterior em 2016/17, dentro da linha Renascimento, acompanhando as histórias da dupla: Robin e Superboy. Para quem está parado no tempo, um resumão dos acontecimentos recentes: ainda antes dos Novos 52, Batman descobre que possui um filho com Talia al Ghul chamado Damian que, depois de várias confusões e traumas, acaba assumindo definitivamente o manto do Robin. Ainda mais recente, durante a saga Convergência, o Clark Kent pré-Novos 52, aquele que as pessoas gostavam, se une a realidade atual junto com sua esposa Lois Lane e seu filho Jonathan Kent, que veste um casaco nada discreto com um S gigante no peito. Assim, após aparições nos quadrinhos de seus pais (e nos Jovens Titãs) os heróis mirins ganham sua HQ própria.

Super Sons Annual - Super Pets

E ainda temos os Super Pets!! Não ainda, mas em breve…

Os novos parceiros de aventura não podiam ser mais diferentes. Damian passou a infância sendo treinado pela liga dos assassinos e mostra toda a malandragem com apenas 13 anos: burla sistemas de segurança, usa gadgets modernos e sai escondido pela janela do quarto da batcaverna. Jonathan ainda não desenvolveu seu poderes completamente e é o escoteiro perfeito com seus 10 anos, além disso, morre de medo de ser pego em flagra pelo seu pai. São aqueles amigos de colégio que discordam de tudo, trocam insulto até o tempo fechar (tipo quando o Superboy fala algo como: “Seu pai é um psicopata! Até minha mãe diz isso!”), trocam socos, mas, no fim, vão para a casa estudar juntos.

Com argumentos de Peter J. Tomasi (Batman e Robin) e ilustrado por Jorge Jimenez (Superman, Terra 2) temos no primeiro encadernado, com as cinco primeiras edições, uma história praticamente fechada que mostram esses “moleques” se metendo em muitas enrascadas e tentando resolver um grande mistério após alguns roubos na LexCorp. Temos também algumas participações especiais que alimentam a história, mas a grande sacada são as diferenças entre as personalidade. São muitas situações de rir sozinho com Robin se achando o máximo para cima do Kent e depois pedindo ajuda sem dar o braço a torcer ou o Jonathan esquecendo a lição número um de todo super e chamando o Dam… quer dizer… Robin pelo nome real.

Página de Super Son - Superboy e Robin

Essa dupla do barulho vai arranjar uma tremenda confusão

Me diverti bastante com as histórias que me lembram quadrinhos mais leves ou galhofa como Deadpool ou Arlequina, mas com uma história até mais interessante e bem amarrada que estes outros. Recomendo fortemente.

O único porém nisso tudo é que seria um ótimo quadrinho para leitores mais novos também, se não fosse, principalmente, por uma cena onde temos uma família morta no chão de uma casa com sangue espalhado pelo piso. Tá, adiciona uma certa preocupação à história e voltamos para uma situação de risco para os personagens, mas muda a faixa etária da revista quase que instantaneamente (lá fora foi indicado para maiores de 13 anos).

A boa notícia é que está chegando ao Brasil dentro da revista mensal dos Jovens Titãs pela Panini já na edição #8 (só esperar mais um pouco). Ah, você também encontra o encadernado americano por aqui ou na sua loja favorita.

Tô Lendovantagens
  • Muito divertido
  • Arte bem legal e dinâmica, afinal são crianças correndo o tempo todo
  • Participações especiais interessantes e a junção do “universo” de Metrópolis e Gotham
  • Apesar dos heróis crianças, a história tem um fundo que poderia ser de um quadrinho adulto
  • Já falei que é divertido?
Tô Lendodesvantagens
  • Apesar de um dos heróis ser o Damian, que não tem nada de criança, achei que poderia ser mais voltado pro público infantil… tem morte, bullying… realmente não sei
  • Os quadrinhos mensais estão com quase dois anos de atraso em relação ao lançamento americano, já estamos bem globalizados para esperarmos tanto tempo né?

Como sempre, não deixe de comentar aqui no post o que achou do super filhos. Já leu alguma coisa? Pretende acompanhar? Ficou curioso pelo menos?

Mais novidades Nas Prateleiras semana que vem!

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2018-03-08T14:23:16+00:00 25 de janeiro de 2018|16 Comentários
  • Jean Carlos

    Gostei da arte e do enredo também e ta na moda essa parada de super filhos assim como a X-23 e agora vai lançar Os Fugitivos da Marvel, boa dica.

    • Bem colocado Jean, entenderam que tá na hora de catequizar um novo público. Tem que manter a roda girando.

      Abraço

  • João Paulo Hanke

    Eu adorei a revista! Desde Batman e Robin (ainda nos N52) e agora na revista do Superman (Renascimento) o Peter Tomasi mostra que consegue escrever muito bem não só Batman e Superman mas também seus filhos, e essa revista, ao meu ver, só confirma isso. É realmente um título bem leve e divertido e a dinâmica criada pelo contraste do Damian com o Jon é bem legal.

    Eu só acho uma pena não sair aqui no formato encadernado que a Panini tem feito com vários outros títulos da DC, acabei pegando o volume importado mesmo.

    • Issaê JP Hanke, Tomasi mandou bem no Batman e Robin inclusive durante a tão criticada fase dos Novos 52.

      Mas sobre a Panini, acaba sendo estratégia de venda. O título dos Jovens Titãs hoje são os Jovens Titãs e uma mini-série da Raven anterior. Como essa série só possui 6 edições, ou eles passam a lançar duas edições americanas dos Jovens Titãs por mês (e já já chegam junto) ou colocam um título bem parecido e com um personagem em comum, que é o caso dos Super Filhos.

      • João Paulo Hanke

        Sim, realmente faz sentido a publicação de Super Sons na revista mensal junto com Jovens Titãs. Mas é só uma questão de gosto mesmo, já que eu não estou acompanhando as mensais do Renascimento e achei esse formato encadernado um excelente custo/benefício!

  • Mr_MiracleMan_Jr

    Esse encadernado está supimpa! Terminei hoje de ler e gostei muito da história.

    Me lembrou umas que saiam aqui no anos 90 na coleção Invictus (formatinho, P&B), que tinham os super-filhos (acho que deve ser essas que vc citou no texto).

    O trecho que tem a “morte” da família nem precisaria existir para poder ser indicada para crianças, pois, na minha opinião, não é relevante para a trama, mas, infelizmente, hoje em dia gibis de super-heróis são feitos só para adolescentes e adultos…

    • Supimpa é uma ótima definição!! hehehe

  • Bruno Messias

    Eu gostava da dinâmica da Justiça Jovem, com o Superboy descolado, o Robin nerd e o Impulso sem-noção! Depois entrou mais gente, ficou chato.
    Essa dupla agora meio que repete a dinâmica dos contrastes, com o Super bonzinho e o Damien psicopatinha. Bacana!

    • Psicopatinha foi ótimo.

      Mas vc fala da animação certo? Teve uma formação assim nos quadrinhos ali pelos Novos 52, não era de todo mal. Ah, era o Red Robin…

      • Bruno Messias

        Não, não a animação… O grupo Justiça Jovem no gibi, mesmo. A primeira história, se não me engano, saiu na revista Melhores do Mundo, da Abril ainda. O Superboy de brinco e jaqueta, Robin Tim Drake. Eu adorava aquele Superboy e suas histórias no Havaí!

        • Ah tah, antes ainda… lembro lá do fim da década de 90 isso. Tinha a Moça Maravilha também.

          • Bruno Messias

            Isso! Mas era legal mesmo quando eram só os três. Depois apareceu até uma versão mirim do Lobo… Só foi ficar legal de novo quando viraram pupilos dos Titãs.

          • groucho marx

            Ah. Eu ainda gostava quando a flechete apareceu pra misturar tudo. E a arte do todd nauck casava perfeitamente com o tipo de roteiro do peter David. Sem falar na interação com o tornado vermelho. Pena que pouca coisa disso foi publicado no brasil.

          • Eu lembro de umas edições em alguma coisa ali entre 99/02 (meus marcos na história são os filmes de Star Wars hehehe), acho que no Melhores do Mundo que o Bruno falou. Na verdade esses mixes sempre confundiam quem saia em que, mudava no meio, amanhã tava junto do Batman, depois tava na SuperQQcoisa…

            Mas era algo pequeno mesmo, não lembro de uma saga grande que envolvia eles. Bem, pode ser só eu mesmo que perdi na época. Taí, vou procurar aqui alguma coisa pra ler.

          • groucho marx

            Na melhores do mundo saiu uma saga que envolvia a liga. A história em que todos os adultos sumiam da terra.
            E que foi adaptada no desenho animado. História bem maneira

          • Lobinho! UAHuhAuhA