NAS PRATELEIRAS #118 – O Legado de Júpiter

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Em pouco mais de um mês teremos a adaptação de O Legado de Júpiter chegando nas nossas casas através da Netflix. Mas você já conhecia a história que pretende rivalizar com The Boys nos canais de streaming?

Fundada em 2004 pelo roteirista Mark Millar, a Millarworld foi responsável por dos trazer boas histórias como Kick-Ass, Kingman, A Ordem Mágica, Wanted, Renascida, entre outras e, como pode perceber, é um conteúdo que os produtores adoram adaptar. Sempre com bastante ação, Millar parece saber exatamente a fórmula de um material bem adaptável que enche os olho$ de Hollywood.

Aparentemente esse parece ter sido foi um dos motivos da Netflix ter comprado a empresa em 2017, já que logo em seguida anunciaram o início da produção de filmes baseados em Empress, Huck (graphic novel em parceria com o brasileiro Rafael Albuquerque) e Sharkey além das séries sobre Jupiter’s Legacy e American Jesus.

O primeiro resultado chegará nas nossas casas em 07 de maio de 2021 e vale a pena saber o que esperar tanto dessa ótima HQ quando da série.

Caverna do Caruso - Legado de Jupiter - Netflix- Mark Millar Frank Quitely - Comparacao

Bem, pelas imagens iniciais podemos ao menos esperar fidelidade visual.

O Legado de Júpiter se passa em um mundo onde os super-heróis existem e caminham entre nós, quase todos sem uma identidade secreta, usando da sua imagem como grandes astros de cinema ou dos esportes fazem. Presença em eventos, bebedeiras em boates ao mesmo tempo que precisam sair enfrentar inimigos poderosos e ameaças mundiais é só mais um dia normal.

Este mundo em si não é uma novidade, podemos ver algo parecido em Poder Supremo ou na recente série The Boys (que falamos lá no podcast aqui e aqui). A diferença na obra do Millar para as duas citadas anteriormente, além da sensacional arte de Frank Quitely, é exatamente o tal “legado” onde acompanhamos a segunda geração, os filhos ou netos dos grandes heróis! Crianças que já nasceram nesse mundo como celebridades, com super poderes e nem sempre possuem um bom relacionamento com os pais, apesar de esperarem que sejam como eles (pensando aqui a série lembra bem Invincible… talvez). Como já li há algum tempo: imagine uma Paris Hilton super-poderosa?!?!

Sem entrar em detalhes dos acontecimentos evitando spoilers, ao mesmo tempo que a história no mundo presente se desenrola, temos flashbacks de 1932, após a Grande Depressão, e como tudo começou. Então, a medida que vemos o mundo como está, conhecemos a origem dos poderes, a relação entre heróis e vilões, desentendimentos e até sobre decisões que foram tomadas. A HQ também deixa o que pensar: até onde os super-heróis devem influenciar a sociedade como um todo? Qual o limite de usar seu poder a favor ou contra um governo? Ou uma pessoa? Essas são questão vão sendo tratadas no decorrer das páginas.

Caverna do Caruso - Legado de Jupiter - Netflix- Mark Millar Frank Quitely - Pagina

Gosto muito da arte do Frank Quitely, pena que ele não continuou em Jupiter’s Circle.

A minissérie foi lançada originalmente em dez edições pela Image Comics e chegou ao Brasil em dois encadernados pela Panini. Logo em seguida tivemos também O Círculo de Júpiter, com doze edições em dois encadernados, mas nessa temos uma compilação de contos sobre a primeira geração de heróis, histórias anteriores ao Legado e que mostram detalhes de acontecimentos que são apenas citados na série inicial. Vale a pena conhecer, expandir esse mundo e entender melhor os personagens, mesmo que não ache tão boa quando a minissérie inicial.

Embarcando no hype, O Legado de Jupiter: Requiem está planejada para ser lançada durante este ano, esta sim uma continuação, cronologicamente falando, à história principal. Ficamos no aguardo!

Tô Lendovantagens
  • A série é bem dinâmica, do jeito que o Mark Millar gosta para atrair os produtores. Não tem barriga. Difícil parar de ler.
  • A arte do Frank Quitely é muito boa. Somada as cores de Peter Doherty ficou sensacional.
  • Além das duas séries iniciais, ter uma nova a caminho é interessante se estamos falando de um universo que você curte e que ler mais sobre.
Tô Lendodesvantagens
  • Quando terminei de ler, queria mais e achei que poderiam ter trabalhado mais alguns personagens. Porém, não posso negar que é bem dinâmica.
  • O volume 2 está em falta por aí, mas não duvido que tenha reimpressão com a chegada da série.
  • Não que seja um ponto contra, mas tem bastante violência e não é recomendado para crianças, vale avisar e limitar a leitura.

Acredito que a série possa adaptar coisas tanto de O Legado quando de Círculo Júpiter quando quiser estender uma história, intercalando os materiais, mas só vamos saber em alguns dias. Fato é que tem tudo para dar certo e ser um concorrente à série da Prime Video.

Não vá embora sem deixar seu comentário aqui embaixo! Diz aí se já leu a história, se não leu e suas expectativas para a TV! Vamos ser felizes ou nos decepcionar juntos! 🙂

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2021-03-18T10:54:58+00:00 18 de março de 2021|0 Comentários