NAS PRATELEIRAS #113 – Three Jokers

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O selo Black Label da DC Comics tem trazidos boas leituras para um público mais adulto e Three Jokers não foi diferente. Vamos entender qual é essa teoria que o Coringa não é uma única pessoa.

Uma coisa comum nos quadrinhos onde o personagem existe por anos ou mesmo décadas é a mudança da equipe criativa e, ao mesmo tempo que os novos autores trazem novas histórias, trazem também uma certa mudança de personalidade. Um anti-herói que matava vilões sem piedade se torna um defensor da vida ou um vilão que só pensava no dinheiro passa a ter um dilema moral. Já vimos isso acontecer algumas vezes, certo?

O Coringa foi criado em 1940 e já tivemos muitas interpretações do personagem em diversas mídias. Por mais que essas variações do personagem se pareçam, “cada” Coringa tinha sua personalidade um pouco diferente dependendo do roteirista e é com isso que essa graphic novel brinca. Poderia, inclusive, ser uma série chamada “Ten Jokers” que faria sentido do mesmo modo, mas três foram escolhidos.

Caverna do Caruso - Three Jokers - Capas

As revistas tiveram muitas variações de capas, homenageando vários Jokers

O roteiro gira em torno de três “heróis” (Batman, Batgirl e Red Hood) fazendo uma relação aos três Coringas: O Criminoso, mais clássico talvez (que tem um pensamento lógico mesmo com a loucura), O Comediante, baseado no Coringa de A Piada Mortal (que sabemos ter atacado Bárbara Gordon) e O Palhaço, o mesmo que “matou” Jason Todd em Morte em Família.

A história de Geoff Johns começa com o Batman retornando de mais uma noite de combate ao crime quando três crimes sem relação aparente acontecem em Gotham ao mesmo tempo onde a única coisa em comum é que foram cometidos pelo Coringa. Batgirl e Red Hood se unem ao Batman quando a investigação e perseguição pelos criminosos se inicia.

A arte de Jason Fabok e Brad Anderson cai bem nas cenas sempre sombrias da cidade e detalha a caracterização dos próprios coringas, tornando-os bem reconhecíveis a partir de cada arco do qual foram retirados.

Caverna do Caruso - Three Jokers - Pagina

Gotham deve ser a cidade que mais chove no mundo… e a noite deve durar 22 horas. 🙂

Essa é uma história fora da linha temporal do personagem (como as outras do DC Black Label), mas não quer dizer que poderia se encaixar bem ali no meio. A questão (que, pessoalmente, acho excelente) é tem muita referência ao passado do Batman, Batgirl, Jason Todd e do Coringa e pode fazer com que os novos leitores não se sintam envolvidos com a trama. Tem também alguns flashbacks para ajudar nisso, mas acho que eu curti muito por estar relambrando momentos que já tinha vivido e conhecia. Não sei como seria se tivesse zero ou pouco conhecimento prévio.

Bem, a trama se fecha em três edições, mas ainda não foi lançada no Brasil. Vale ler assim que puder!

Tô Lendovantagens
  • Uma história fechadinha, do gente que gostamos.
  • Um prato cheio para fãs do Batman ou Coringa ou Batgirl… dá vontade de ler ou reler mais histórias deles.
  • Batman é a única revista mensal que vinha acompanhando mensalmente no Brasil e estava com saudades do Coringa. Tom King deixou ele de lado por um bom tempo.
  • Uma ideia legal que era quase uma piada transformada em uma boa trama. Falar que sempre foram três Coringas é quase arrumar o multiverso. rs…
Tô Lendodesvantagens
  • Não foi lançado no Brasil… ainda.
  • Como disse, conhecimento passado foi importante para mim durante a leitura. Se você nunca leu A Piada Mortal, por exemplo, leia! Se não sabe do que se trata o Morte em Família, leia! Vai fazer toda diferença nesses dois casos principalmente.

Antes de ir, diz pra gente qual sua versão do Coringa favorita? Quem não gosta daquele cara caótico como do The Dark Knight nos cinemas? Preferia a versão mestre do crime? Conte-nos!

E aproveitando o espaço para desejar a todos um ótimo final de ano e que 2021 seja melhor que 2020 para todos nós. Janeiro temos coluna nova, mas continuaremos acompanhando os comentários e as redes sociais. Que a Força esteja conosco!

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2020-12-17T20:11:54+00:00 17 de dezembro de 2020|0 Comentários