NAS PRATELEIRAS #111 – Diabolik

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Com anúncio e trailer de um novo filme para o final deste ano, resolvi tirar da prateleira Diabolik, um clássico dos quadrinhos italianos, para continuar uma leitura que havia parado há uns meses e conhecer um pouco mais das aventuras desse vilão com pinta de herói.

Diabolik é uma série de quadrinhos italianos criada em 1962 pelas irmãs Angela e Luciana Giussani e publicada pela Astorina, empresa criada pela própria Angela na época, o que nos faz sair um pouco dos títulos da popular Bonelli.

Enquanto o título é um sucesso na Europa, no Brasil estávamos há quase 30 anos sem ver as caras do ladrão mais famoso da Itália. Isso mudou há dois anos quando a Editora 85 publicou sua primeira edição da revista no Brasil através de financiamento coletivo.

Após anos lendo quadrinhos, recentemente, graças à uma certa popularização do material europeu, pude ler e conhecer Diabolik. Afirmo que me diverti. Não estamos falando de um primor de roteiro e arte, mas é um ótimo custo-benefício para sairmos da onda de super-heróis ou algo mais sério ou profundo, mesmo que estejamos falando de um anti-herói ou vilão que tenha tantos truques quando um 007 ou Sherlock Holmes e envolva crimes e assassinatos de alguma forma em todas as histórias.

Caverna do Caruso - Diabolik - Editora 85 - Pagina 2

Tipo um 007 do lado oposto da lei…

Primeiramente queria chamar atenção para o formato Diabolik de 12 x 17 cm. É uma revista menor que os padrões italianos (ou até nosso antigo), mas gera uma passada de páginas mais rápida já que tem menos quadros por folha. Você acha que vai acabar de ler em segundos, mas cada edição brasileira tem cerca de 500 páginas com 4 histórias cada. Ainda bem.

Quanto as histórias, assim como de costume com o material da Itália, quase nunca elas possuem uma ligação entre si e todas envolvem um objetivo ou objeto que o protagonista quer alcançar. Junto da sua parceira (no amor e no jogo) Eva Kant há sempre uma forma mirabolante de conseguir com eficiência a joia mais cara do mundo e um roubo do século, mesmo que tenha que passar por cima de seus inimigos, vivos ou mortos. Em algumas histórias você até vê o ladrão como um anti-herói ou um Robin Hood, mas ele não é nenhum exemplo a ser seguido apesar de possuir um “código de ética” próprio.

Caverna do Caruso - Diabolik - Editora 85 - Pagina 1

O bandido mais famoso da Itália sempre tem a polícia no seu encalço

A forma que utiliza para roubar, por exemplo, talvez seja o ponto interessante. É uma HQ de crimes, às vezes vários numa mesma história e vamos vendo como é feito ou solucionado o crime. Confesso que alguns momentos são muito explicadinhos, com diálogos em excesso, mas no final diverte. Como falei, não é excelente, mas é bom.

Graças ao amigo Ricardo Varotto, grande colecionador de clássicos do cinema e tv, pude ver o filme de 1968 e me diverti bastante também, independente de ser um “filme italiano de 1968” (cenas demoraaaadas, efeitos visuais medianos…)! Continuo lendo Diabolik aguardando pelo próximo longa para ver como o personagem será tratado mais uma vez em live action.

Tô Lendovantagens
  • Histórias individuais que não precisam de uma explicação gigante de quem é quem, o que aconteceu… e termina no fim.
  • É um formato que estamos desacostumados, mas pra carregar na mochila e ler por aí sem amassar é uma beleza.
  • Sempre tem uma coisa na história que a deixa mais interessante. Se tá fácil demais, tem algo errado. 😉
Tô Lendodesvantagens
  • É um material simples, ao mesmo tempo que nada é simples demais nas histórias. Só funciona mesmo como um aviso de não colocar altas expectativas.
  • Acabei de ver no site da editora e o volume 1 está esgotado… xiii… pode ser difícil de encontrar.

Não vá embora sem deixar sua contribuição aqui nos comentários. Cada novo fumetti que leio gosto ainda mais desse mundo italiano de quadrinhos. Você já conhecia o personagem? As HQs? O filme? Os desenhos animados (sim, saiu na Itália!)? Escreve aí sua experiência.

Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2020-11-12T16:29:26+00:00 12 de novembro de 2020|0 Comentários