NAS PRATELEIRAS #11 – Blacksad

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Blacksad - SESI-SP - Capa

O ano de 2017 foi um excelente para leitores de quadrinhos no Brasil, grandes sagas da DC e Marvel finalmente chegaram aqui, autores nacionais com grandes projetos sendo produzidos de forma independente ou com apoio de editoras e quadrinhos europeus chegando na quantidade e qualidade gráfica que deveriam desde sempre.

Como já havia escrito antes aqui a SESI-SP Editora é uma das editoras que mais cresceu (no meu conceito) recentemente e taí mais uma prova disso. Ela é responsável por ter uma edição brasileira de Blacksad após 16 anos desde seu lançamento na França.

John Blacksad é um investigador particular no melhor estilo detetive noir hardboiled gangster anos 50 com direito a escritório com nome na porta, máquina de escrever, sobretudo, femme fatale… vocês entenderam né? (E eu curto muito o estilo detetive/policial como em Atômica) Só que a grande sacada dessa HQ foi que estamos em um mundo de animais! Sim, animais que andam em duas patas, falam e agem como humanos, levando em conta suas características como olfato mais apurado do cão policial da raça pastor alemão, claro! Os guarda-costas: gorilas. E nosso protagonista, um gato (no sentido de felino e não que ele é bonitão hehehe).

Blacksad - Gato preto

John Blacksad é esse gato preto meio ranzinza às vezes

Os autores espanhóis Juan Díaz Canales (escritor) e Juanjo Guarnido (ilustrador) publicaram Blacksad pela primeira vez em 2000 na França e desde então já tivemos 5 edições. No Brasil tivemos os dois primeiros volumes lançados este ano: Algum Lugar em Meio às Sombras e Arctic Nation. Ambos possuem 56 páginas, capa cartão e sensacionais.

O roteiro é simples e direto, não seria nada demais se fosse num mundo “normal”, mas quando transportamos isso para o universo de Blacksad, fica extraordinário. E a arte…. ah, a arte… pesquisa pelo nome da HQ aí no Google enquanto eu espero aqui rapidinho que você vai ter uma noção maior do que irá encontrar nas páginas da revista. Pela arte e roteiro a obra já ganhou vários prêmios pelo mundo, incluindo o Eisner Award. Inclusive, chegou a ser cogitada para virar um filme em 2006, mas não aconteceu, afinal, não era do Mark Millar (ainda bem porque acho que o CGI da época ia ficar bem fraco, quem sabe hoje…).

Blacksad - Universo de Blacksad

O mundo de Blacksad é assim, com pessoas normais #sqn

Como das outras vezes não vou entrar na história de primeira ou segunda edição, digo simplesmente: leia! Se não confia em mim, confie no resto do mundo.

Não esqueça de passar aqui depois de ler e deixar sua opinião ou bater um papo com a gente!

Tô Lendovantagens
  • Ótima representação do estilo detetive noir hardboiled femme fatale de mistério pulp fiction gangster anos 50
  • Se você não sabe ler, você pode ir só vendo as imagens, quadro a quadro, que são phod@s!!
  • Excelente edição nacional, material e impressão de primeira linha
  • Tudo que falei desde “O ano de 2017…”
Tô Lendodesvantagens
  • Curto, 56 páginas é menos que uma edição mensal de super-herói, por exemplo
  • Quando você comprar o primeiro volume, vai gastar mais dinheiro, porque você vai comprar o segundo e vai querer o encadernado americano… já viu.
Tiberio Velasquez

Por: Tibério Velasquez

Analista de sistemas por profissão, integrante do Conselho Jedi do Rio de Janeiro, Tibério também é fotógrafo, turista, iPhoner e colecionador. Curte de tudo: filmes, músicas, livros, séries, peças teatrais, jogos e quadrinhos. Nerdices à parte, assiste sempre MMA, NFL, Rugby, NBA, MLB, futebol, e tenta não deixar a prática de esporte de lado.

2018-02-16T18:59:05+00:00 28 de dezembro de 2017|9 Comentários
  • Boa! Eu tenho uma edição portuguesa! Bom saber que o segundo volume já saiu aqui! Irei atrás! Essa HQ é muito sensacional mesmo!!!

    • Quando eu ia comprar essa edição lá em Lisboa, vi o anuncio que iria sair no Brasil e segurei a onda.
      Já tinha lido o volume um emprestado depois da indicação de alguém (que não lembro quem foi…), mas essa HQ era algo que queria ter na coleção.

  • Que massa essa matéria, ainda não li mas tenho que correr atrás. Agora, essa arte heim, pow, demais.

    • Né não? Muito maneira. Dica: na amazon (BR) tá quase pela metade do preço o volume 1.

  • “Se vc não sabe ler”… Hahahahaha.

    • Quero ver o cara chegar até aqui sem saber ler… hehehe
      se bem que tem aquelas paradas que leem página da web pra deficientes visuais.

  • CoruJão

    Gostei muito da hq. Vale mencionar como demérito quase imperdoável uns erros bisonhos de tradução, como o “celular” logo na primeira página, que seria “motivo”, inclusive porque Não Há celulares na época da ambientação da história. No meio há algumas outras caneladas, que pelo que li nas internets continuam pelo 2o volume publicado. Uma pena, mas os editores já disseram que vão corrigir em novas impressões.

    • Cara, sou muito desligado dessas paradas que passei batido. Vou até ver quando chegar em casa de curiosidade. Fora isso, é muito bom de qualquer forma.

      • CoruJão

        Eu nem estranhei muito inicialmente, pois como é logo na primeira página do 1o volume, nem dá pra saber que se passa nos anos 50. Mas depois acompanhando a página da Sesi-SP pra ver quando saía mais alguma coisa, vi a galera descascando a tradução. De resto, concordo com você, foi uma das hqs que mais gostei de ler em 2017, tipo meu top 3.