Caverna do Caruso #03 - Major Bummer

Major Bummer é, na minha opinião, uma das melhores coisas que a DC já publicou em qualquer uma das suas linhas editoriais. Ok, talvez eu esteja exagerando, até porque a revista é completamente idiota. Mas eu me amarro!

Criado por John Arcudi e Doug Mahnke (um dos meus desenhistas preferidos), Major Bummer estreou em 1997, ano aí que todos sabem ter tido uma safra excelente de ótimos personagens e roteiros criativos nos quadrinhos, só que não. A trama, muito resumidamente, aborda o que aconteceria se um adolescente – adolescente, adolescente mesmo, não um exemplo de ser humano como o Sr Peter Parker – fosse acometido por super poderes. E o que aconteceria é… nada: ele ficaria em casa jogando videogame e iria trabalhar na lanchonete como ele sempre fez, só que agora cheio de músculos enormes. Rá rá. É claro que não é só isso, os desdobramentos são muito divertidos, posto que o advento que leva os super poderes ao preguiçoso rapaz também atrai uma série de confusões para a sua vida. É bastante engraçado ver um super herói que, definitivamente, não quer ser super-herói. O próprio nome é um trocadilho: Major Bummer, ao mesmo tempo que soa como um título supereroesco, também significa “grande decepção” ou “maior bode/deprê”.

A revista, no entanto, não decepciona. Muito pelo contrário, ela apresenta uma série de coadjuvantes hilários, como os alienígenas que deram acidentalmente os poderes para a pessoa errada, o indignado “cara certo”, que deveria ter recebido os super poderes e a pior formação de um grupo de heróis feita nos quadrinhos desde os Novos Guerreiros.

A arte do Doug Mahnke está sen-sa-cional, criando belas figuras, expressões faciais hilárias e, ao mesmo tempo, seqüências de ação alucinantes, afinal de contas, é uma revista de super heróis.

Caverna do Caruso #03 - Major Bummer

O roteiro de John Arcudi, apesar de divertido, vai além da brincadeira de “tirinhas engraçadas”, com piadas episódicas. Ele vai se aprofundando e revelando perguntas que não chegamos a formular sobre os personagens, mas cujas respostas são sempre muito divertidas.

A revista é daquelas que não se leva muito a sério e SABE que é uma revista em quadrinhos. Um pouco como as histórias do Lobo, um pouco como as do Deadpool e um pouco como a Mulher Hulk do John Byrne dos anos 80. Tanto que a capa da edição 15 anuncia o próprio cancelamento da série. Uma pena, é verdade, mas uma saída heroica, de não perder a piada até o último número.

Tô Lendovantagens
  • São só 15 números, fácil de completar a sua coleção.
  • Apesar de estar inserido no universo DC, ele pode ser lido completamente fora de contexto, sem qualquer auxílio de outras revistas ou dos acontecimentos da época para entender a história. Excelente pra quem quer voltar a ler quadrinhos de super heróis sem precisar voltar totalmente a ler quadrinhos de super heróis
  • A equipe criativa é a mesma até o final
  • Todas as capas são do Doug Mahnke, desenhista da própria revista, e são todas ótimas.
  • Se você curtia a Liga da Justiça cômica dos anos 80, essa revista é pra você!
Tô Lendodesvantagens
  • Não foi publicado no Brasil.
  • A revista não termina bem. O cancelamento abrupto não dá exatamente a sensação de desfecho que a série merecia, mas ainda assim não chega a invalidar a jornada. Que nem Lost, sendo que o final não chega ser tão ruim assim.
  • Não é ideal pra quem não tem muito senso de humor…

Eu espero, de coração, que você seja uma das pessoas afortunadas a completar esses 15 números. Se sim, compartilhe! Se não, tire suas dúvidas!

Boa sorte e boas leituras!

Tô LendoAlgumas imagens!
Caverna do Caruso #03 - Major Bummer
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