Quarteto Fantástico

Essa é uma das fases que eu mais gosto do Quarteto Fantástico. Uma das? Vamos ser sinceros: essa é a fase que eu mais gosto do Quarteto Fantástico! Li outras coisas que eu gostei bastante, mas essa fase…! Sabe como você olha prum pedaço de bolo com várias camadas bem molhadinhas? É como eu olho para esses dois encadernados do Mark Millar e do Bryan Hitch. (Também é possível substituir o “pedaço de bolo” nessa analogia por opção menos calórica)

A dupla Bryan Hitch fez sucesso com o revamp dos Vingadores em Os Supremos, que, ninguém me tira da cabeça de que é um dos grandes responsáveis pela existência do Marvel Studios. Mas ver a dupla em Quarteto Fantástico, é… mágico. Porque até então, eles vinham fazendo excelentes histórias com uns personagens de outra editora ou outro universo. Ver eles na família que ajudou a fundar Marvel Comics como conhecemos, é tipo vê-los jogando na seleção. E que jogo lindo!

Mark Millar não poupa criatividade pro seu roteiro. A primeira página já começa com uma volta de uma aventura que nem aparece na história mas que, só pela descrição, te deixa pensando “putz, que ideia genial!” – isso na primeira página. Ele pega esse ideia, que muita gente guardaria para fazer uma saga caprichada, e joga fora, no meio de uma conversa entre os personagens logo na PRIMEIRA PÁGINA. Esse tipo de excesso de confiança criativa é inspirador pra mim. E, claro, a medida que a trama vai avançando, ideias ainda mais malucas vão aparecendo e você entende por quê que ele gastou aquela logo na primeira página.

A arte do Bryan Hitch parece um filme Imax. Rica em detalhes, ângulos incríveis e ajudando a transformar em realidade as ideias absurdas do Millar. As proporções são de tirar o fôlego.

Eu não sei se deu pra reparar, mas eu realmente gosto muito dessa fase. Não foi um reboot, não zeraram a revista, foi simplesmente isso: uma dupla criativa dando tudo de si, durante um ano no título. Eu acho que isso vale mais que toda jogada de marketing do mundo!

Tô Lendovantagens
  • Foi publicado aqui no Brasil, dentro de alguma revista de linha na época. Só não sei onde, porque eu comprei os encadernados importados (cof). Espero que alguém nos comentários ajude a identificar o título e o ano!
  • Millar em sua melhor forma.
  • Hitch esculachando.
  • Leitura bem rápida
  • Se alguém quiser comprar os encadernados americanos, eles são só 2, não é um compromisso pra vida toda. Fecha bonitinho, sem deixar ganchos soltos. Inclusive, quem quiser comprar só um, pode ter o mesmo grau de satisfação sem nem precisar comprar o segundo, já que são arcos bem separados.
  • Pra quem acha as histórias do quarteto meio chatas, meio paradonas, essa revista mostra o potencial que eles têm, mesclando ciência, aventura e um pouquinho de questões familiares.
  • Ideias criativas
  • Mega vilões, maiores que os maiores vilões. Não quero contar pra não estragar, caso alguém não tenha lido ainda…
  • Ajuda a tirar o gosto amargo das adaptações no cinema.
Tô Lendodesvantagens
  • Não parece fazer parte da lista de interesses da Panini nas republicações, como as maravilhosas Era do Apocalypse e Massacre Marvel, por exemplo. Dessa forma, não há encadernados reunindo essas histórias, infelizmente… É preciso contar com a boa alma nos comentários, que ajudará a identificar onde ela saiu e, com isso, o mix que a acompanhava.
  • Quem abomina o Millar pode não gostar dessas histórias.
  • Não sei se essa é ideal pra leitores de primeira viagem. Pode ser para os que nunca leram Quarteto Fantástico, mas não para os que nunca leram quadrinhos de super-heróis.
  • Vai te deixar com ainda mais raiva dos filmes

E aí pessoal? Essa tá moleza-moleza! Quem já leu? E o que achou? Façamos nosso debate na área de comentários aqui embaixo que vocês sabem que eu adoro!

Até a próxima e boas leituras!

Tô LendoAlgumas imagens!
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