CDC #75 – Superior

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Superior

Imagine uma mistura entre o filme Eu Quero Ser Grande (aquele do Tom Hanks) e o universo dos super-heróis. Esse é o plot básico de Superior, uma das “millares” criações do Mark. (Ha ha, viu o que eu fiz?)

O roteiro acompanha a vida de um garoto que tem uma paralisia nas pernas e é visitado por um macaco astronauta (isso mesmo, um macaco astronauta – nenhuma ligação com Marco) que lhe concede os poderes de um Superman genérico. Dessa forma, temos a criação de um ser superpoderoso, mas com a cabeça de um adolescente de 13 anos (alguém falou Shazam?). Mas, diferente de Shazam (sabia que alguém tinha falado Shazam!), a história reside somente nessa dicotomia entre as duas personalidades e como um menino de 13 anos consegue lidar com essa responsabilidade.

Apesar dessa premissa absurda, o resto da história é extremamente realista, o que ajuda a nos colocar na pele do moleque e perguntar o que a gente faria em seu lugar. Esse é um atributo dos que eu mais gosto nas revistas em quadrinhos: nos deixar pensando, transferindo essa “fantasticidade” para o nossa vida sem graça.

O traço é de ninguém menos que Lenil Francis Yu. Sou muito fã do cara. Se você não conhece, dá um Google no nome dele e refastele-se com a sua arte espetacular. Quer saber? Já fiz isso pro você, é só clicar aqui.

O roteiro é bem linear e não muito inventivo. Parece um filme. Aliás, muitos criticam o Mark Millar por usar seus quadrinhos como trampolins para levar roteiros para grandes estúdios. Eu não vejo problema nisso. Todos eles, ao que me parece, virariam um bom filme. Então, basicamente, criticam o homem por “criar bons roteiros em grande quantidade”. Quer dizer, é muita falta do que reclamar mesmo.

Superior pode não ser uma obra fenomenal, mas é uma revista leve e divertida, bem escrita e bem desenhada. Eu acho que vale bem a pena, ainda que existam outras leituras superiores. (Ha ha, viu o que eu fiz?)

Tô Lendovantagens
  • Roteiro do Mark Millar. Digam o que quiserem, mas o homem tem uma proporção de acertos muito favorável
  • Arte de Lenil Francis Yu (clicou naquele link? Se você clicou, você sabe do que eu estou falando)
  • Diálogos bastante realistas
  • Foi publicado no Brasil pela Panini! Ou seja, bem fácil de achar por aí, nem que seja nos Mercados Livres da vida
  • Leitura rápida e leve, pra quem não quer fazer um compromisso pra vida toda. É só um volume e acabou.
  • Grandes chances de ganhar uma adaptação. Então se você ler o gibi agora, vai poder bancar o nerd hipster “prefiro muito mais o original” mais tarde.
Tô Lendodesvantagens
  • No Brasil eu acho que só saiu em capa dura (Não gosto de capa dura, ué! Me deixa!)
  • A leitura é muito leve e muito rápida. Então se você achar o preço da edição caro, tem chance de você se decepcionar com a sua compra.
  • É uma história razoavelmente superficial. Não adianta pegar essa leitura esperando muita profundidade, desenvolvimento a longo prazo, curva de personagem, etc. É um quadrinho sessão da tarde.
  • O roteiro é do Mark Millar. Isso costuma a despertar a fúria duma parcela reclamona da nação nerd. Aposto que se tirassem o nome dele e botassem de algum indiano polonês maluco, todo mundo ia endeusar a revista. Agora vai perguntar pralgum amiguinho nerd hard core pra você ver o que você vai ouvir…
  • Muitos desses conceitos foram roubados descaradamente na reformulação do Shazam, então se você já leu esse material, é capaz deles perderem o impacto na leitura de Superior.

Bem, é isso. Eu ia adorar ouvir a opinião de todos vocês sobre a indicação de hoje! Então não se acanhem, finjam que é 1999 e deixem um comentário no site!

Até a próxima e boas leituras!

Tô LendoAlgumas imagens!
Superior
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2020-09-15T16:04:58+00:00 16 de setembro de 2020|0 Comentários