CDC #27 – Slam Dunk

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CDC #27 - Slam Dunk

Procurando um mangá bom pra ler? Acabou de encontrar! Esse é um dos mangás mais preferidos de toda minha vida! E acho que também pode ser da sua!

Slam Dunk é um mangá sobre basquete. Sim. Mangá. Sobre. Basquete. Mas como aparentemente os japoneses são todos loucos, é claro que o enredo não se resume a isso.

Acompanhamos a história de Sakuragi, um jovem mancebo de pavio curto e cabelos vermelhos (pois é, what the fuck!?) que decide nunca mais tomar um toco na vida, depois de ter levado 50 foras de inúmeras meninas no colegial. No minuto seguinte ele se apaixona por Haruko, que adora basquete e por causa disso decide entrar no time para impressioná-la. O problema é que ele não entende nada de basquete. E quando eu digo “não entende nada de basquete” eu quero dizer “não entende nada de basquete – padrão Japão”! Ele não sabe que tem que quicar a bola, por exemplo – é esse nível de doideira. O capitão do time vê nele um potencial (what!?) e decide treiná-lo. Até porque, no Japão, ter mais de um metro e quarenta já é potencial pacar@#%0. Bem, essa é a trama básica.

CDC #27 - Slam Dunk

O interessante é que o autor, Takehiko Inoue, sabe conduzir a história com uma maestria ímpar. Aos poucos ele apresenta os personagens, ora como inimigos, ora como aliados, mostrando seu back ground e justificando suas atitudes. Quando o time está formado, você se sente verdadeiramente íntimo de cada jogador!

Outra coisa sensacional são as partidas! Além de escrever bem as tramas e as relações de cada player na história, Inoue representa magistralmente todos os jogos, com partidas emocionantíssimas, que te deixam grudado a cada página, cada quadrinho e cada lance. Eu me lembro, inclusive, de sentir minha temperatura corporal subindo, como se eu estivesse com eles na quadra. Impressionante!

Somado a isso tudo, você tem momentos de humor escrachadíssimos, que transformam essa leitura numa salada perfeita, muito bem equilibrada! Ri em voz alta várias vezes!

Agora acompanha comigo: ação, comédia, tramas intensas e romance! É uma verdadeira montanha russa emocional, especialmente surpreendente pra quem achou que ia só “ler um mangá sobre basquete”.

Ah, outra coisa hilária que eu deveria ter encaixado nos parágrafos acima, é que por mais homéricas que sejam as partidas, estamos no Japão, então a pontuação dos jogos é sempre baixíssima. Apesar de você ficar com a impressão de ter visto um jogão, o placar raramente passava de 100. Rá rá rá. “Nossa, que jogaço, hein? 48 a 55!”

Tô Lendovantagens
  • Só 31 volumes. Nada de mangá infinito aqui na Caverna, amiguinhos!
  • Está sendo reeditando atualmente pela Panini
  • Também foi publicado há zilênios, pela Conrad. Então se você garimpar por aí, pode achar opções baratinhas em sebos e afins…
  • Leitura unissex
  • Desenhos lindíssimos!
  • Cenas de ação impressionantes
  • Excelente também para quem nunca leu um mangá na vida, pois os estrionismos dos personagens além de servir como um insight sobre o funcionamento da mente louca dos japoneses nos mangás, encaixam perfeitamente com a trama e são hi-lá-rios!
  • Leitura rápida, que te prende.
  • Personagens cativantes, muito bem trabalhados. É o típico mangá que te deixa com vários personagens “preferidos”
  • A qualidade se mantém do primeiro ao último número.
  • Japoneses malucos jogando basquete.
Tô Lendodesvantagens
  • Preto e branco (como a maioria dos mangás, né? Não acho uma desvantagem, mas é bom avisar. Pelo menos as edições da Panini têm umas páginas coloridas!)
  • Leitura oriental (também não é uma desvantagem, mas pode ser desestimulante para um marinheiro de primeira viagem… ENTÃO VENÇA ESSA BARREIRA MARINHEIRO!)
  • Algumas comic shops vendem a coleção completa, mas piram na hora de estipular o preço. Então o garimpo feito de um a um pode ser necessário.
  • Depois de lido, sentirás saudades para sempre!

Bem, é isso. Se só puder escolher um mangá para ler esse ano. Escolha esse. Ou Gantz, que eu falei em algumas colunas atrás, que é fodaralharaço também. Mas se você só puder escolher um mangá pra ler esse ano, escolha esse. (Ou Gantz). Outra coisa que eu esqueci de falar (nossa, tô escrevendo mal essa coluna hoje, hein?): O autor desse mangá, também é o autor de Vagabond, outro mangá fodaralharaço, mas que não tem absolutamente NADA a ver com esse. Nem em termos de traço, nem de conteúdo, nem de storytelling, nem de trama… Parece que são duas pessoas completamente diferentes que escrevem! Muito esquizofrênico. Duas personalidades completamente diferentes e igualmente talentosas… Vai entender!

Please, não se acanhe, COMENTE!

Tô LendoAlgumas imagens!
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2018-09-27T13:27:23+00:00 3 de outubro de 2018|23 Comentários