CDC #21 – GANTZ

GANTZ

Gantz é o melhor mangá que eu já li na minha vida! É uma mistureba louca do ca#%*@$)o, muito difícil de descrever. Mas tudo que você precisa está lá! Alienígenas? Tem. Sexo? Bastante. Vampiros? Também. Ficção científica? Ô. É uma espécie de Buffet Nerd para todos os gostos. Deixa eu tentar explicar isso melhor.

A história começa com um típico adolescente. Quando eu digo típico, eu quero dizer típico. Ele não é estereotipado. É um retrato bem fiel do que eu considero uma adolescência real. Introvertido, de saco cheio, preguiçoso, sem motivação… bem insuportável. Muito diferente desses adolescentes ficcionais que estão prontos para mostrar sua nobreza inerente e seu heroísmo natural. Não sei como foi a sua adolescência, mas a minha não foi nada heróica. Voltando a vaca fria: esse adolescente está numa plataforma de metrô e reencontra um amigo de infância com quem ele perdeu contato e nem parece muito interessado em se reaproximar (como volta e meia acontecia na adolescência, mas não vamos nos perder de novo). Um mendigo cai nos trilhos e os dois estão prestes a presenciar um baita atropelamento (até porque, nosso “herói” não está nem um pouco inclinado a ajudar), quando de repente o tal do amigo de infância resolve pular nos trilhos e salvar o andarilho. Constrangido, o protagonista acaba aderindo, eles salvam o mendigo e morrem atropelados.

GANTZ 01 - Caverna do Caruso

Oi???? Como assim??? Eles morrem atropelados???? Então a história acaba????

Não, aí é que a história começa! (Por isso eu nem me preocupei com o spoiler!)

Eles vão parar num quarto com uma bola preta e outras pessoas que aparentemente acabaram de morrer. Ninguém consegue sair. Daí do nada, a bola preta manda eles prumas missões loucas pra matar uns alienígenas infiltrados no nosso planeta.

Veja bem: isso é apenas a premissa! O que vem a seguir é um festival de ideias incríveis e originais, que sozinhas já sustentariam um livro, um filme, uma série ou uma revista. Mas esses japoneses loucos não querem saber de economizar criatividade. Tem uma ideia boa? Coloca aí. Teve outra? Coloca na página seguinte. O resultado é uma jornada sem igual.

Outro fator muito interessante é o realismo da história. Apesar dessas feira louca de absurdos que eu acabei de descrever, a história é impressionantemente realista, desde o traço da revista (que é soberbo, pra fã de Katsushiro Otomo nenhum botar defeito) até as reações e as personalidades dos personagens. Conclusão: você acaba se colocando na pele deles e vivenciando coisas que você jamais vivenciaria. É realmente uma experiência única. Essa é uma leitura que eu aconselho fervorosamente pra todo mundo que eu conheço! (Meus amigos sabem bem disso, não aguentam mais. Hora de fazer amigos novos, eu acho!)

Tô Lendovantagens
  • É o mangá mais foda do universo
  • Série fechada, de 37 números (coisa rara no mundo mangaico).
  • Todos os números já foram publicados aqui no Brasil, pela Panini. Ou seja, você não vai precisar esperar dois meses pra cada número até a conclusão da história como eu tive que esperar
  • Os conceitos das histórias são absurdamente criativos, coisas que você jamais verá em lugar nenhum
  • Os desenhos são incríveis, extremamente realistas e inventivos. Ao mesmo tempo que caracteriza bem a fisionomia dos personagens (você é capaz de reconhecê-los com facilidade pelo rosto, outra coisa bem raro no mundo mangaico, vamos falar a verdade), também cria armas e alienígenas sensacionais, muito diferentes.
  • Não sou de achar essas coisas de traço no papel, mas as cenas de sexo são bem picantes
  • As de nudez também
  • É uma leitura que pode ser apreciada por quem nunca leu um mangá na vida. Ou até mesmo quem nunca leu uma história em quadrinho na vida.
  • O final não me decepcionou
  • A leitura é eletrizante e muito rápida. Você termina cada capítulo ávido para ler o próximo
Tô Lendodesvantagens
  • Leitura oriental (se você nunca leu de trás pra frente, vai ter aprender)
  • Preto e branco
  • Talvez não seja ideal pra quem tem estômago muito fraco
  • Também pode ser considerado um pouco sexista, com vários fã services de mulheres de peitão meio gratuitos, que beiram o soft porn (se bem que quando entra alien na suruba ainda pode ser considerado soft? Não sei…)
  • O aspecto erótico que a revista toma às vezes pode causar constrangimento na hora de ler o mangá na rua
  • Os primeiros números são um pouco mais chatinhos de encontrar e a coleção inteira costuma ser vendida por preços abusivos. Então se quiser completar sem meter a mão no bolso, vai ter que garimpar.
  • 37 números, apesar de ser um número fechado, é uma coleção bem grandinha…
  • O anime é uma bosta. Isso não influencia em nada na leitura do mangá, mas eu quis deixar o aviso.

Bem, é isso! Você já leu? Vou querer saber sua opinião! Nunca leu? Tire suas dúvidas aqui nos comentários! Vou adorar te ajudar. De um jeito ou de outro, deixe seu recadinho no mural, se não eu fico carente.

Até a próxima e boas leituras!!!

Tô LendoAlgumas imagens!
GANTZ - Caverna do Caruso
GANTZ - Caverna do Caruso
GANTZ - Caverna do Caruso
GANTZ - Caverna do Caruso
GANTZ - Caverna do Caruso
2018-07-11T12:24:08+00:00 11 de julho de 2018|30 Comentários
  • Onemaster

    GANTZ É HORRÍVEL, FIQUEM LONGE.

    • …PORQUE É EXTREMAMENTE VICIANTE! FOI ISSO QUE ELE QUIS DIZER, NÃO É MESMO? CLARO QUE É HA HA HA

      • Onemaster

        O QUE ? NÃO, NÃO FOI ISSO QUE EU DISSE.

  • Mestre Kame

    Uma coisa em comum em mangas é que apesar do numero grande de volumes, eles tem pouco conteúdo, então mesmo com 37 volumes Gantz acaba por ser uma leitura rápida e muito frenética.
    A arte é bem legal apesar de eu achar estranho alguns elementos digitais contidos nela.
    Pra quem é fan de Gantz vale a pena correr atras do filme GANTZ: O, parece que tem ate na netflix.

    • Muuuito bem observado! A leitura realmente é rápida. Dá pra ler mais de um volume por dia, sem dúvida.
      O filme está na minha fila já tem bastante tempo! Espero vê-lo em algum momento! Fiquei curiosíssimo quando vi o cartaz!!

  • Ricardo Varotto

    Podiam lançar encadernado, hein…

    • Podiam. Acho que tá na mesma linha de Slam Dunk, nesse sentido. Um mangá que não foi lançado há tanto tempo, mas que quase ninguém conseguiu ler até o final, apesar da já ter ouvido muito falar dele. Mas não sei se está nos interesses da Panini não….

      • Ricardo Varotto

        Pois é. Me deu vontade de conferir, mas nem tanto que me faça correr atrás de 37 volumes separados.

  • Gabriel Ferreira

    Opa Caruso, tudo bem?

    Falei sobre Gantz com você em outro post

    A série é muito boa, o que me fode é aquele final e toda a parte dos vampiros lá (que não serve de absolutamente nada e vai do nada a lugar nenhum aUHAH)

    e o que me fodeu um pouco foi o Ápice do mangá ser no volume 8 (aquela luta contra as primeiras estatuas é muuuuuuuuuuuuuuito foda)

    depois que aparecem dois Kei, ai o cara chutou o balde AHUUHAAUH

    • Sim, realmente, o mangá atira meio pra tudo quanto é lado (muitas vezes literalmente). Mas eu ainda acho uma leitura boa, especialmente quando você não tem que esperar dois meses pra ler cada edição. Eu acho que numa tacada só, essas coisas passam um pouco mais batidas e entram no quesito “diversão descompromissada”.

      • Gabriel Ferreira

        realmente
        eu li tudo em menos de 1 mês
        mas sei lá
        essas histórias paralelas aleatórias não me pegaram
        só queria ver eles lutando com criaturas mais bizarras HUAUA

  • Elvis Kleber

    Sabia que ia falar de Gantz em algum momento,no podcast MDM de mangá vc elogiou muito.
    To lendo o novo mangá desse autor ai o GIANT,é até interessante,mas tem horas que parece só a realização de uma fantasia erótica de uma atriz pornográfica que pode fica gigante(essa é meio que a ideia do mangá).Gantz não vira meio que isso não?Situações malucas só por ser malucas sem muito fundamento na historia (pelo tanto que o pessoal reclama do restante do mangá eu tenho essa impressão).

    • Sim, vira. Em 37 volumes tem alguns momentos WTF?! assim ao longo da história. Um cara transando com um alien no meio da batalha, umas mulheres peladas no meio sem muito motivo, personagens ultra gostosas, etc. Mas até então eu creditava isso a uma perversãozinha japonesa que a gente encontra até em Dragonball, se você parar pra pensar. Tem tanta coisa na revista, que não dá pra dizer que ela seja só isso, embora esses momentos chamem bastante atenção!

      • Elvis Kleber

        Me convenceu,vou dar uma chance pro mangá (e Inuiashiki já ta na lista,que o Maximus recomendou).E ficou bem bom o texto,da pra perceber que vc gosta mesmo do mangá.
        Mas olha “Série fechada,de 37 volumes (coisa rara no mundo mangaico)” é só impressão mesmo,obviamente existem mais mangás finalizados do que mangás em andamento.
        É que a galera geralmente comenta os que tão saindo e as editoras investem nesses mangás pra gerar hype de anime e essas coisas, por isso da essa impressão de só ter mangá em andamento.

        • Er…. entendo… Mas continuo achando mais raro pegar um mangá pra ler com número fechado do que em andamento. Taí One Peace, Bleach, Vagabond, Naruto e tantos outros famosões que não me deixam mentir.
          independente de ser comum ou não, a de se convir que é um ponto positivo, vai?

          • Elvis Kleber

            Realmente,é um ponto positivo hehe

          • Aposto que ambos passaram um pouquiiiiiiiiinho mais dos 37 volumes!! ;-P

          • Elvis Kleber

            Mas ai é OUTRA questão,a chamada “estica isso enquanto pinga dinheiro na minha conta”,mas que terminou eles já terminaram XD

            PS:Conversa bacana, Valeu!

  • Elvis Kleber

    Saiu o JoJo’s Bizarre Adventure pela panini.
    De longe é o meu mangá favorito,mas bicho o começo é muito ruim,bem ruim mesmo. Lá na parte 2 que começa pelo volume 4 vai ficar mais ou menos “decente”(sendo bem generoso) pq troca de protagonista,entra o Joseph Joestar que é muito carismático.Ele é o rei da malandragem,então fica um personagem bom de se ver em cena, usando suas artimanhas e enganando todo mundo (mas todo o resto,vilões,coadjuvantes e roteiro ainda tem coisas bem sofríveis).No volume 8 entra a parte 3 que é a mais icônica,a que realmente deixou Jojo popular.Até o volume 14 ainda é meio episódica então não dou garantia que vc vai gostar,mas no volume 15 ao 17(o final da parte 3) tem lutas muito boas e desenvolve muito bem os personagens,digo sem medo que a luta final da parte 3 é uma das melhores que vc vai ler.Dai pra frente é só alegria,todas as partes dai em diante(da 4-8) são consistentemente boas.

    • Lerei! Muita gente já me falou desse mangá. O primeiro foi o um leitor aqui da Caverna lá de Palmas e ele está na minha lista mental desde então!

  • Freze

    Gantz é sensacional. Sempre considerei ele como sendo o MIB japonês.
    Admito que achei o arco final bem ruim, mas não muda o fato que da jornada ser muito boa.
    O ponto alto para mim é o arco de Osaka.

    Excelente indicação Caruso.

  • Axolote

    Só vim para dizer que dei risada no último item das desvantagens. Lembrou um amigo meu que estava ansioso pela adaptação de uma mangá que ele gostava e se decepcionou com o rumo que estavam dando a ele.

    • Hahahahaah Antes fosse só isso! Eu achei o anime chato mesmo. Meio paradão, sabe? E o mangá é tão ágil, tão rápido, que foi um sofrimento assistir aquilo!

  • Axolote

    Mas você curtiu pelo menos a primeira música de abertura do anime?

  • Léquinho Maniezo

    Cara, que traço foda hein! Só pela cena ali das cabecinha voando já ta bonito. Outro negócio que eu já tinha ouvido falar, mas nunca peguei pra ir atrás. O foda de mangá é que as coleções são muito grandes, to tentando lobo solitário, mas sempre perco algum numero, pulo outro, TENHO DISCIPLINA PRA ISSO NÃO (nem prophecy eu consegui, pra você ver o nível.)

    Queria deixar os parabéns por elencar a vantagem “o final não me decepcionou” e a desvantagem “cenas de sexo que deixam constrangidos para ler na rua”, duas coisas que são bem reais e ninguém cita nunca na hora de recomendar alguma coisa.

    Boa Seu Caruso, abração!

    • Estamos aí, meu camarada! Muito obrigado por mais esse feedback! Não vou insistir pra você ler Gantz (embora eu goste muito), porque se você não conseguiu manter um compromisso de TRÊS mangás, não vai ser um de 37 que vai te prender… (Embora eu ainda ache que a leitura faça isso por você… mas não! Ei de me controlar!!!)

  • Fábio Ochôa

    Eita, Caruso! Eu consegui num golpe de sorte ler o Kane, (ou seja, sou uma das dezessete pessoas e meia que leram aquilo) e não me arrependi, agora deixou de novo com água na boca para ler isso.
    Por motivos de preguiça maior: live action Gantz no Netflix, vale a pena olhar ou posso deixar passar?

  • Gabriel Natã

    Sobre Gantz eu vivo uma relação de amor e ódio, acho que o autor construiu muito mas não soube encaixar bem as coisas. Parece apenas que ele teve várias idéias e queria colocar sem pensar que aquilo se encaixaria. Mas esse nem é meu maior problema, mesmo que ele só tenha jogado os vampiros e os psíquicos na história sem nenhuma explicação, mesmo que não fale mais nada sobre a realidade simulada que o Sebastian (aquele alemão que traduz o jornalista na Alemanha) comenta quando “explica” o que é o gantz e mesmo que apareçam alienígenas com 3 pintos atacando a terra, acredite, não foram meus maiores problemas (consegui respirar fundo e relevar).
    Eu já esperava uma explicação bem doida pra uma série maluca dessas, mas meu primeiro problema é quando os aliens chegam. Porque pra mim, a partir deste momento eu estava lendo outro mangá, o último arco não parecia Gantz, parecia outra obra, outra história. Não estou falando do ponto de que ates era um jogo mas agora eles estão lutando para proteger a terra de uma invasão alienígena, estou falando no sentido de que antes quando eles entravam no jogo havia um senso de perigo, um perigo real de morte. Eles perdiam partes do corpo, a armadura quebrava e os que sobreviviam normalmente estavam quase morrendo no campo de batalha. Porém no último arco como eles não tinham mais o gantz, eles não poderiam mais perderem os membros nem mesmo ter suas armaduras danificadas, e é o que acontece, um cara que nem é importante morre e um menos importante ainda perde um pé. Na batalha final 4 deles morrem, mas eles são revividos imediatamente. A única morte de personagem principal foi a Reika, mas eu já esperava que ela morreria por tudo que ela havia feito. Meu ponto é, o mangá perdeu a emoção e senso de perigo que ele tinha nas caçadas. O último arco parecia outra obra.
    Meu segundo problema se mescla um pouco com o terceiro, já que os problemas são a explicação sobre o gantz e o fim do mangá. No fim do mangá eles encontram a raça alienígena que mandou a tecnologia em forma de sinais. Aqui aparece o primeiro sub problema da explicação, pois os aliens dizem que se simpatizaram com os humanos e por isso mandaram a tecnologia, Maaaaas ao mesmo tempo os aliens dizem que não se importam com os humanos, que para eles humanos são como formigas. Para demonstrarem isso eles trazem de volta 4 personagens e matam eles logo em seguida apenas para mostrarem como humanos não passam de impulsos elétricos e poeira cósmica, que os sentimentos humanos não valem nada. Mas ao mesmo tempo eles dizem que ajudaram os humanos pois sentiram empatia. Não faz muito sentido né (até porque eu nunca me simpatizei por uma formiga). Mas ok, o maior problema vem agora, pois os aliens explicam que o gantz é uma tecnologia deles, mas eles dizem que eles fizeram apenas a tecnologia, que eles não tinham nada a ver com as regras do jogo. Só que hora nenhuma o mangá nos mostra quem fez as regras do jogo e porque. Porque no começo ninguém podia ver eles e depois todos os viam? porque ao invés de fazer um jogo eles não criaram um exército (já que eles tinham a tecnologia, então era só montar um exército)? e como, cooomo nenhum governo comprou/tomou a tecnologia? o próprio dono da empresa que faz o gantz diz que várias pessoas ricas e políticos apostam nos jogos, ou seja, alguns políticos sabem da existência da tecnologia mas não fizeram nada. O plano era que os maiores países seriam derrotados e quando isso acontecesse os magnatas que compraram as bolas pretas salvariam a terra e controlariam o mundo, então porque fazer um jogo quando você tem uma tecnologia capaz de reviver na hora um soldado que foi morto no campo de batalha? Gantz não é apenas a tecnologia, Gantz é também o conjunto de regras daquele jogo que os personagens jogavam, regras e porquês que não foram explicados. O autor explicou como foi feito, mas não como funciona ou porque funciona assim, isso me deixou bolado porque o mangá girava em torno dessa bola preta e desse conjunto de regras, a bola preta é literalmente o nome da obra, porém o autor explica ela de uma forma rasa, rushando o fim do mangá.
    Aqui eu chego em meu último grande problema, o fim super corrido do mangá. Pra mim aquilo foi um tapa na minha cara, Gantz começou a ser lançado em 2000 e encerrou em 2013, eu comecei a acompanhar o mangá no ano de 2003. 10 anos acompanhando capítulo a capítulo para no fim ter um último capítulo bagunçado que não mostra nada, o mangá acaba com os dois protagonistas chegando na praia e caindo nos braços das namoradas. Para alguém que acompanhou por dez anos (inclusive apoiando o material original) isso foi quase uma ofensa. Se o autor tirasse uns 10 capítulos daquele sub arco onde o protagonista vai atrás da namorada que esta dentro da nave alienígena ele poderia ter feito um final muito melhor, explicando mais coisas sobre o gantz e mostrando como a humanidade lidou com as consequências. Existem capítulos onde literalmente as únicas falas são o protagonista e sua namorada gritando seus nomes, imagine acompanhar isso quinzenalmente. Se o autor tirasse alguns desses capítulos e usasse eles no fim, ele faria um final bem mais fechado e bem mais explicado. O autor construiu uma torre cheia de idéias muito boas, mas no final, a torre ficou inacabada e cheia de buracos.
    Por algum tempo depois que a obra acabou eu não aguentava nem mesmo me lembrar da série sem ficar bravo. Esse foi exatamente o que o fim da série pareceu pra mim (aqui peço perdão pela linguagem, mas preciso usa-la para ilustrar da melhor forma possível kkkk):
    AUTOR: “olha eles pousaram na terra abraçaram as namoradas e acabou. O FIM…
    Você já pode ir embora, acabou”

    EU: “Mas é que eu passei 10 anos da minha vida lendo esse mangá, achei que teria mais alguma coisa, talvez explicar sobre o Gantz, ou só falar mesmo sobre o que aconteceu com a raça humana depois disso tudo, se eles saíram pelo espaço. Ou pelo menos mostrar os personagens.”

    “Aaaaa sim, entendo, você ficou aqui esperando porque achou que tieria mais alguma coisa. Tem mais uma coisa sim: PAU NO SEU CU, QUEM MANDOU PERDER 10 ANOS LENDO ESSA MERDA SEU OTÁRIO”

    Este foi o sentimento na época kkkk, porém depois pensando com mais calma e relendo a obra inteira, eu consegui fazer as pazes. Sim, talvez ao ler este texto gigante você ache que eu odeio a obra, mas a verdade é que eu amo esse mangá, é um dos meus favoritos e eu recomendo para todos os meus amigos. Ao reler a obra eu me apaixonei novamente por aquele mundo onde eles jogavam, lembrei que foi aquilo que me fez adorar tanto a série (pois lembrando que como eu acompanhava a obra a medida que seus capítulos eram lançados, quando o mangá chegou no final eu tinha lido os arcos que vêm antes do último anos antes, não lembrava de muita coisa). Hoje consigo aceitar melhor o último arco e meu amor pelos arcos anteriores apenas cresceu. Acho que a experiência de quem le a série inteira de uma vez só é bem diferente da experiência de quem acompanhou o mangá ao longo dos anos. Tanto que relembrei porque eu amava tanto o mangá quando o reli de uma vez só, o último arco continuou sendo difícil de engolir, mas foi bem mais fácil de digerir. Para mim gantz é perfeito até esse último arco, ao chegar nele ou você abraça a loucura ou vira a cara, ou faz como eu, que vive essa relação de amor e ódio.

    PS1: algo que me aborrece até hoje é que saíram uns 4 ou 5 spin-offs, mas nenhum deles é uma história explicando mais sobe o gantz. Se eu não me engano são duas light novels (gantz/minus e gantz/exa), um one-shot horroroso que conta a história do que o Nishi faz no tempo vago, uma mangá chamado gantz: g e uma revista onde o autor fala sobre a produção. Existe também um site que serve para anunciar os projetos futuros (sim, ainda tem coisa saindo, principalmente filmes live-action. Fico na esperança de algum dia sair alguma história que explique melhor as coisas ou extenda um pouco o fim do mangá, porém sei que é apenas uma vaga esperança de um fã). Link para o site: http://gantzx.jp/

    PS3: apenas para enfatizar que eu realmente gosto de gantz kkk, concordo com tudo que você disse (principalmente sobre o design dos monstros que é foooda) e também sou o amigo chato que indica gantz para todos os amigos (mas sempre com o aviso para se prepararem para o final do mangá).

    PS2: desculpa pelo texto grande, mas a culpa foi sua por ter falado que queria saber minha opinião kkkk. É sempre um prazer comentar na caverna, abraço!