CDC #164 – Batwoman

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Batwoman foi uma excelente surpresa que aconteceu muito tarde na minha vida! Depois de particpar do Batman Day da Panini em 2019, fomos presenteados com um belíssimo exemplar de capa dura, formato (quase) álbum europeu, desse reboot da Batwoman com roteiro do Greg Rucka e a impressionante arte de J.H. Williams.

Na trama, Kate Kane é uma ex-militar que decide combater o crime, contando com ajuda do seu pai, também militar. Logo de cara já temos alguns elementos, pra mim, inovadores: o pai não apenas sabe da vida dupla da filha, como auxilia, numa vibe meio Hit Girl e Big Daddy, mas com um relacionamento ben mais maduro e menos abusivo. Em se tratando de uma HQ publicada originalmente em 2009, nada me tira da cabeça que foi daí que saiu essa ideia de um Alfred ex-militar e mais presente nas missões do Batman que iríamos ver depois em Terra Um e posteriormente liveactionizado em Gotham. Outro elemento surpreendente – ainda mais para uma época onde a representatividade ainda não estava tão em voga – era ela ser homossexual, assumida e bem resolvida, com diversos relacionamentos ao longo da revista, sem trazer muito alarde para isso. Fiquei impressionado com o moço Greg Rucka, e um enorme chupa para os sem-noção que dizem que esse é “um movimento recente que está estragando os meus quadrinhos que só eram bons antigamente”. Toma uma Batwoman na tua cara!

Fora a gênese da personagem, a trama se desenvolve muito bem e de maneira interessante, apresentando ao mesmo tempo a origem de uma vilã que viria a servir como uma Coringa para essa nova Morcega, mas ao mesmo tempo não ficando só nisso. Foi uma leitura muito, muito legal, embalada incrivelmente pela arte de J.H,. Williams, que, eu preciso falar novamente, é sensacional. Além de uma peripécia artística nos seus desenhos, temos designs de página extraordinários, super originais, transformando cada página dupla em uma obra de arte digna de um painel de art deco em qualquer café parisiense. Essa talvez não seja a melhor analogia, mas a arte é bacana, vai por mim.

Com um material de origem tão supimpa, imagine a minha decepção ao assistir a série live-action da HBO, que perde excelentes oportunidades de aproveitar vários dos elementos expostos aqui! (Ainda assim, vi tudo até o final como o bom lamentável que sou e mal posso esperar pela segunda temporada…)

Vamos às vantagens e desvantagens:

Tô Lendovantagens
  • Saiu aqui no Brasil! E foi relançado pela Panini em acabamento de luxo, ou seja, você encontra em tudo quanto é livraria
  • Trama super instigante. Você tem que se segurar pra não ler tudo num dia só
  • Arte incrivelmente espetacular, meu deus do céu
  • Uma oportunidade de acompanhar a gênese de uma nova personagem, que viria a fazer parte do panteão dos heróis da DC, não é sempre que isso acontece
  • Vários elementos inovadores, bem à frente de seu tempo
  • É muito melhor que a série live action
Tô Lendodesvantagens
  • A edição de luxo é bem carinha, afinal, é de luxo. Mas eu acho que vale.
  • Você fica na seca por mais volumes
  • Acho esse formato um pouco exagerado, mas é ótimo para apreciar a arte do J. H. Williams em toda a sua grandeza. Então vai ter que ler em casa mesmo, porque não dá pra meter na mochila e levar pra ler no Subway.
  • A história parece ser continuação de algo, você fica com uma sensação de bonde andando, que precisa ter lido algum tie in antes dela, mas não: é assim mesmo. Esse Greg Rucka é um malandrinho mesmo…
  • É muito melhor que a série live action. Isso vai te deixar com mais raiva da série de TV, pensando no que poderia ter sido. Sei que isso não tem nada a ver com o gibi, mas queria desabafar, me deixa

E aí? Quem já leu esse aí? Você também odeia a série de TV que nem eu? Bora conversar aqui na área de comentários!

Tô LendoAlgumas imagens!
2021-02-24T11:06:37+00:00 24 de fevereiro de 2021|0 Comentários