CDC #157 – Black Hammer

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Black Hammer

Black Hammer é uma série SENSACIONAL lançada aqui em sua compleitude pela editora Íntrinseca! Se você AMA super heróis, você TEM que ler esse material. E agora eu vou prosseguir falando bem desse quadrinhos por mais não sei quantos parágrafos.

Já tem um tempo que eu venho proferindo meu amor pelo Jeff Lemire. Até já falei dele aqui na Caverna sobre Nada a Perder, da Editora Nemo. Me impressiona a prolixidade do rapaz. Ele escreve bem super heróis, escreve bem underground e, com Black Hammer, ele une as duas coisas fazendo uma trama de super heróis underground. A sinopse é a seguinte:

Um grupo de super heróis está preso em uma fazenda, numa cidade da qual eles não conseguem sair. Cada um desses super heróis é um arquétipo bem conhecido de um herói típico dos quadrinhos, da era de ouro ou prata. Dessa maneira temos o Abraham Slam, herói porradeiro da décade de 40, estilo Capitão América e afins; A Menina de Ouro, uma alusão bem direta ao Capitão Marvel, só que invertida – quando ela grita uma palavra mágica, ela regride à idade de uma garotinha de 8 anos; Barbalien, basicamente o Ajax, da Liga da Justiça; Coronel Weird idem, só que com o Adam Strange; a Libélula, fazendo referência aos quadrinhos de terror da EC da década de 70 e, por fim, o próprio Black Hammer, que não apenas remete ao Thor, mas a toda criação do Jack Kirby com os Novos Deuses e o Kirbyverse.

Só a dinâmica do relacionamento entre esses personagens já seria o suficiente pra te segurar até o fim. A estrutura “Lost”, de ver alguma trama no presente ser entrecortada por um flashback no passado dos quadrinhos, com direito à páginas amareladas, linguagem exagerada, onomatopéias e até algumas capas renconstruindo a época, funciona muito bem e atende especialmente aos fãs de super heróis mais antigos, que reconhecem as referências. Mas, indo além disso, tanto o mistério proposto sobre porque eles estão presos lá, quanto a sua resolução, compensam ainda mais a leitura e abrem ainda mais o leque para outras referências, deixando essa jornada toda im-pe-cá-vel.

Eu entendi tudo completamente? Não. Mas me diverti o tempo inteiro? Sim, sem dúvida nenhuma! As alegorias são muito interessantes e divertidas. A arte não é das minhas preferidas, mas não atrapalha e muda de estilo de acordo com a história ou época sendo evocada de um jeito tão eficaz, que você releva a cara de dedo de todo mundo.

Acho que já tá bom, né? Vamos às vantagens e desvantagens:

Tô Lendovantagens
  • Saiu no Brasil! Yess! Quer dizer, “sim!”
  • São só quatro volumes, todos já publicados pela editora Intrínseca
  • O acabamento da versão nacional está ótimo! Com direito a uns extrinhas bem interessantes.
  • Uma leitura que te faz ler sem parar!
  • Conceitos muito bacanas e personagens super carismáticos
Tô Lendodesvantagens
  • Não é uma boa “leitura interrompida”, é bom ler tudo numa tacada só.
  • Pra quem não conhece o universo dos quadrinhos de super heróis e seus arquétipos das eras de ouro e prata, a leitura pode perder um pouco do seu charme…
  • Eu gostei muito do final, mas o início é tão instigante, que a chance do leitor se decepcionar em algum aspecto com a conclusão é alta. Mas aí é culpa do leitor, nunca do Jeff Lemire. Deixem o Jeff Lemire em paz!!!!

Agora eu tô bem curioso pra saber… quem aí já leu Black Hammer? Conta pra mim!

Tô LendoAlgumas imagens!
Black Hammer
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2020-11-17T14:28:59+00:00 18 de novembro de 2020|0 Comentários