CDC #145 – Fábulas

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Fábula

Eu já estava devendo essa resenha tem bastante tempo. Quando eu finalmente eu consegui terminar de ler Fábulas, minha única sensação era “que saga maravilhosa, eu preciso escrever sobre ela..!”

Mas preciso confessar que ela não me pegou de primeira. Li o primeiro volume, na época ele tinha sido lançado pela Devir, e gostei bastante mas não “pirei”. Ganhei outros dois volumes das edições americanas (não havia saído nada aqui até aquele momento), que eu demorei pra ler. O segundo volume foi péssimo. Arrastado, confuso… estava pronto para desistir. Só li terceiro porque eu já tinha mesmo. E aí que a coisa começou a deslanchar!

Pra quem não sabe, Fábulas conta a história das histórias: todas as fábulas que conhecemos, em algum momento, fugiram do rindo das fábulas buscando exílio de uma terrível guerra e se esconderam em nossa realidade. Dessa forma, as fábulas de aparência humanas andam entre nós no dia a dia, disfarçando as suas origens. As fábulas antropomórficas (os porquinhos, patinhos feios, grilos falantes, ratinhos cegos e etc) são obrigadas a ficar num lugar chamado “a Fazenda”, para não levantar suspeitas.

São 22 volumes ao todo, cada um focando em determinados personagens ou pequenos arcos, enquanto aos poucos o autor vai pintando o quadro maior, sobre essa temível guerra que mudou a vida de todos e quem está por trás dela. Obviamente, com tantos volumes e tantos arcos, uns são melhores do que outros, de acordo com o gosto do freguês. Mas, o que eu posso garantir – de acordo com a minha humilde opinião – é que a média é altíssima!

A arte também varia bastante, mas um bom grosso dela fica a cargo de Mark Buckingham, quem eu acho simplesmente esplendoroso. Li muita coisa dele, como a minissérie da Morte, uma época horrorosa dos Jovens Titãs, Geração X e até o Motoqueiro Fantasma 2099. É bem verdade que muitas vezes eu confundia o trabalho dele com o do Chris Bachalo, mas era uma confusão boa, porque eu amo os dois. É muito bacana ver um artista que você gosta, num trabalho tão consistente, por tantos números. Embora eu não ache que aqui ele esteja particularmente genial, sua arte era um verdadeiro porto seguro para a minha leitura.

Todo esse material foi publicado aqui pela Panini (minha coleção ficou toda confusa, uma parte Devir, uma parte gringa e uma parte Panini – mas inteira feliz), em capa cartonada (que eu adoro!). Infelizmente, várias edições esgotaram (acho que a 7 é uma delas), mas a editora já prometeu (e começou) a republicar tudo num formato de luxo capa dura (parabéns para quem gosta) que vai custar muito mais caro.

Acho importante avisar que, apesar das semelhanças, a HQ não tem nenhuma relação direta com Once Upon A Time, embora eu tenha quase certeza de que a primeira inspirou a segunda. Mas se você detestou Once Upon A Time, pode vir sem medo. E se você amou, acho que tem chances de você gostar ainda mais do gibi.

Tô Lendovantagens
  • Saiu completo no Brasil! Êêêêê! Valeu Panini!!!
  • Talvez saia de novo! Êêêê! Valeu de novo, Panini!
  • Um verdadeiro respiro para quem quer dar uma escapadinha do mundo dos super-heróis, sem, no entanto, perder o nível de fantasticidade ao qual se acostumou
  • Roteiros e diálogos de primeiríssima qualidade! Bill Willingham mata a pau! (Não confundir com Peter Milligan, que tem seus altos e baixos)
  • Apesar de ser um universo novo, os personagens em sua maioria são muito familiares
  • Arte bacana e consistente! Mesmo o que não é feito pelo Mark Buckingham, mantém a qualidade
  • Leitura super unissex, pode ser uma excelente forma de catequização para namoradas não-leitoras
Tô Lendodesvantagens
  • Vai ser difícil completar sua coleção! Nada que um PERSISTENTE garimpo (físico e virtual) pelos sebos não resolva. É sempre bom ter um objetivo na vida.
  • As novas edições de luxo ainda estão no volume 3 (que reune as edições até o número 27) no momento que eu escrevo isso. Ou seja, ainda tem um looongo caminho pela frente. No entanto, é possível que essa coleção se complete em menos números que a original (mas, ainda assim, não estará completa antes de 12 volumes a meu ver, ou seja, loooongo caminho)
  • Algumas fábulas são mais conhecidas nos EUA do que aqui e esses personagens, numa posição de destaque (oi, menino da corneta azul), podem deixar o leitor brasileiro mais confuso. Nada que uma googlada não resolva.
  • A série tem muitos spin offs, nem todos são bons. Mas eu li pouqíssimo para opinar. Acho importante ressaltar que eles não são necessários para entender a saga toda. (Achei o João das Fábulas chatíssimo, por exemplo…)
  • 22 volumes é um compromisso muito longo, é verdade. Mas eu acho que vale a pena! Do contrário não estaria aqui, insistindo!

E aí? Quem leu Fábulas? Foi até aonde? O que achou? Conte a sua história começando com “Era uma vez…”

Tô LendoAlgumas imagens!
Fábula
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2020-06-02T16:43:13+00:00 3 de junho de 2020|0 Comentários